CNBC

CNBCTrump reitera promessa de enviar cheques de US$ 5.000 às vésperas das eleições de meio de mandato

Eleições 2026

DECISÃO 2026: PL cresce, direita atropela adversários e conquista poder no Congresso até para barrar ministros do Supremo

Publicado 05/10/2026 • 06:00 | Atualizado há 3 minutos

KEY POINTS

  • Nikolas Ferreira (PL-MG) bateu recorde histórico de votação para deputado federal: 3,1 milhões de milhões de votos, superando os 1,84 milhão de Eduardo Bolsonaro em 2018.
  • PL vira gigante no Congresso: partido chega a 28 das 81 cadeiras do Senado e 121 das 513 da Câmara, liderando as duas Casas.
  • Bloco de PSD, MDB e Podemos, centro alinhado com a direita, ganha peso: as três siglas somam 107 deputados e passam a ter papel decisivo na formação de maiorias.
Foto da Fachada do Congresso Nacional, em Brasília.

Foto da Fachada do Congresso Nacional, em Brasília.

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

As eleições proporcionais da votação de domingo (4), para deputados federais, estaduais e distritais, só serão finalizadas após a computação de 100% dos votos. Mesmo assim, as projeções já desenham um Congresso Nacional com o PL como maior bancada nas duas Casas, e o Senado, de regra majoritária, já aponta maioria de direita a partir de fevereiro de 2027.

Isso ocorre porque o cálculo parte do quociente eleitoral, que divide o total de votos válidos de cada estado pelo número de vagas da bancada estadual. Votos nulos e em branco ficam de fora, e esse total só fica fechado com todas as urnas apuradas.

Em seguida, cada partido ou federação que atinge o quociente recebe as vagas diretas indicadas pelo seu quociente partidário, preenchidas por candidatos com votação individual de pelo menos 10% do quociente eleitoral. As cadeiras que sobram são distribuídas em duas etapas, e desde 2024 o Supremo Tribunal Federal permite que partidos sem 80% do quociente participem da última fase, regra que vale desde as eleições de 2022.

Além disso, o bloco com PSD, MDB e Podemos, centro alinhado com a direita, ganha peso: as três siglas somam 107 deputados e passam a ter papel decisivo na formação de maiorias.

Como fica o Senado a partir de fevereiro de 2027Simulação com os 54 eleitos de 2026 e os 27 mandatos que seguem até 2031, em 81 cadeiras41 votosmaioria absoluta81senadores28 do PL29 com Alex DinizEsquerda e centro-esquerda14PT9PSB4Rede1Centro17MDB8PSD5PSDB2Podemos2Direita e centro-direita48PL28Republicanos6PP6União5Novo3Outros2Sem partido1Não informado1Não considera trocas de partido nem suplências, exceto a de Alex Diniz (PL), que leva o PL a 29. Cadeiras ordenadas da esquerda para a direita.Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

Com 48 votos de direita e centro-direita, o bloco passa dos 41 necessários para aprovar ou barrar indicações de ministros do Supremo Tribunal Federal, que exigem maioria absoluta do Senado. A conta é outra no impeachment. A condenação de um ministro depende de dois terços dos senadores, ou 54 votos, e faltam seis ao bloco, que teria de buscá-los entre os 17 senadores de centro.

Mesmo com a contagem aberta, as votações individuais já entraram para a história. Nikolas Ferreira (PL-MG) obteve obteve 3.119.314 e foi eleito deputado federal, acima do recorde de 1,84 milhão de Eduardo Bolsonaro em 2018. Lucas Pavanato (PL-SP) recebeu 3.033.430 votos e também superou o recorde de Eduardo. Os votos dos dois contam para a legenda no cálculo do quociente, o que tende a beneficiar o PL em São Paulo e em Minas Gerais.

Segundo a projeção da apuração, o PL terá a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 121 cadeiras, sendo 48 já definidas e 73 com candidatos na liderança, a partir de 22,80% dos votos. Em 2022, o partido elegeu 99 deputados, e a projeção supera o recorde de 105 deputados do PFL em 1998.

Em seguida aparecem a federação Brasil da Esperança (PCdoB, PT e PV), com 88 cadeiras, e a federação União Progressista (PP e União), com 87. Em 2022, PP e União elegeram juntos 106 deputados.

No Senado, os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal levam as vagas, sem segundo turno. Estavam em disputa 54 das 81 cadeiras, e os 27 senadores eleitos em 2022 mantêm mandato até 2031. A lista de eleitos tem entre 84,59% e 100% das urnas apuradas, conforme o estado.

Congresso tem PL como maior bancada em Câmara e Senado

Nas duas Casas, o PL é o partido que mais cresce. No Senado, a bancada passa de 15 para 28 senadores e chega a 29 com a suplência de Alex Diniz. Na Câmara, a projeção de 121 cadeiras supera em 22 as 99 de 2022.

Somadas, as duas bancadas do PL chegam a 149 parlamentares dos 594 do Congresso, um quarto do total. O recuo do centro aparece com mais clareza no Senado, onde PSD, MDB, PSDB, Podemos e Avante passam de 31 para 17 cadeiras. Na Câmara, o centro projeta 123 deputados, com o PSD em 44 e o MDB em 36.

Como fica a Câmara a partir de fevereiro de 2027Projeção com a apuração em andamento, em 513 cadeiras257 votosmaioria absoluta513deputados121 do PLmaior bancadaEsquerda e centro-esquerda124Brasil da Esperança88PSB15PSOL e Rede15PDT6Centro123PSD44MDB36Podemos27PSDB7Avante5Cidadania4Direita e centro-direita258PL121União Progressista87Republicanos40Novo10Outros8Missão1Outros7Federações somam as linhas da federação e dos partidos que a compõem. Cadeiras sujeitas ao quociente eleitoral e às sobras. Ordem da esquerda para a direita.Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

PL elege 19 senadores e chega a 28 cadeiras

No Norte, o PL elege Márcio Bittar, no Acre, Fernando Máximo e Bruno Scheid, em Rondônia, Nicoletti, em Roraima, e Eduardo Gomes, no Tocantins. No Centro-Oeste, os eleitos são Gustavo Gayer, em Goiás, Zé Medeiros, em Mato Grosso, Reinaldo Azambuja e o capitão Contar, em Mato Grosso do Sul, e Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, no Distrito Federal.

No Sudeste, a lista traz Domingos Sávio, em Minas Gerais, Carlos Portinho e Carlos Jordy, no Rio de Janeiro, e André do Prado, em São Paulo. No Sul, entram Filipe Barros, no Paraná, Sanderson, no Rio Grande do Sul, e Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina.

Em São Paulo, a outra vaga ficou com Guilherme Derrite (PP), que somou 30,72% dos votos válidos.

Somados aos nove senadores do PL com mandato até 2031, o partido chega a 28 cadeiras, contra 15 hoje. Alex Diniz (PL), suplente de Cleitinho, assume a vaga em Minas Gerais, o que leva a bancada a 29. Cleitinho e Sergio Moro deixarão a Casa após vencer o governo estadual em primeiro turno, e o partido do suplente de Moro pode alterar o saldo.

Simulação projeta Senado de fevereiro de 2027 por partido

A conta soma os 54 eleitos da lista aos 27 mandatos que seguem até 2031, e não considera trocas de partido nem suplências, exceto a de Alex Diniz, indicada à parte.

Senado em fevereiro de 2027, por partido
Partido Hoje Eleitos em 2026 Mandato até 2031 Fevereiro de 2027
PL 15 19 9 28
PT 9 6 3 9
MDB 9 7 1 8
PP 8 3 3 6
Republicanos 6 2 4 6
União 3 3 2 5
PSD 14 2 3 5
PSB 6 3 1 4
Novo n/d 3 0 3
PSDB 4 2 0 2
Podemos 3 2 0 2
Rede n/d 1 0 1
PDT 2 1 0 0
Avante 1 0 1 0
Sem partido 1 0 1 1
Partido não informado n/d 1 0 1
Total 81 54 27 81
Eleitos com 84,59% a 100% das urnas apuradas. Não considera trocas de partido nem suplências, exceto a de Alex Diniz (PL), que leva o PL a 29. n/d, não disponível. Elaboração: Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Câmara projeta 121 cadeiras para PL e 88 para federação petista

Nas eleições proporcionais, as federações funcionam como um único partido no cálculo do quociente eleitoral, o que explica por que a projeção traz Brasil da Esperança e União Progressista como blocos. A tabela mostra todos os partidos e federações da projeção.

Câmara dos Deputados, projeção para 2027
Partido ou federação Eleitos Na liderança Cadeiras projetadas Votos
PL 48 73 121 22,80%
Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV) 26 62 88 14,80%
Federação União Progressista (PP, União) 35 52 87 13,70%
PSD 10 34 44 8,34%
Republicanos 17 23 40 7,10%
MDB 7 29 36 7,00%
Podemos 11 16 27 5,28%
PSB 2 13 15 4,44%
Federação PSOL e Rede 6 9 15 4,91%
Novo 3 7 10 2,58%
PSDB 5 2 7 2,57%
PDT 4 2 6 1,50%
Avante 0 5 5 1,61%
Cidadania 0 4 4 0,23%
Missão 0 1 1 1,04%
Outros 1 6 7 2,11%
Total 175 338 513 100%
Projeção com a apuração em andamento. Federações somam as linhas da federação e dos partidos que a compõem. Cadeiras sujeitas ao quociente eleitoral e à distribuição das sobras. Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

Das 513 cadeiras, 175 já têm eleitos definidos e 338 dependem de candidatos que lideram a contagem, o que mantém aberta a divisão final.

Direita e centro-direita somam 48 senadores e 258 deputados

Considerando PL, Novo, PP, Republicanos e União como partidos conservadores ou de centro-direita, o bloco soma 48 dos 81 votos do Senado em 2027, contra 32 hoje sem contar o Novo. A maioria absoluta exige 41 votos.

Na Câmara, o mesmo grupo soma 258 cadeiras, com PL (121), União Progressista (87), Republicanos (40) e Novo (10), uma acima dos 257 da maioria absoluta. A margem estreita significa que qualquer defecção no bloco altera a conta.

Já a condenação de um ministro do Supremo Tribunal Federal em processo de impeachment depende de dois terços dos senadores, ou 54 votos, número que fica seis acima da projeção do bloco no Senado.

Congresso tem centro com 17 senadores e 123 deputados

Entre PSD, MDB, Podemos, PSDB, Avante e Cidadania, o centro projeta 123 deputados, com o PSD em 44, o MDB em 36 e o Podemos em 27. No Senado, a bancada de centro passa de 31 para 17 cadeiras, o que mostra o tamanho da perda na Casa onde o PSD cai de 14 para cinco.

Na soma dos dois campos, esquerda e centro-esquerda (124 deputados) mais o centro chegam a 247 votos na Câmara, dez abaixo da maioria. No Senado, os 14 de esquerda e centro-esquerda com os 17 do centro chegam a 31, também dez abaixo dos 41.

PSD cai de 14 para cinco cadeiras e centro encolhe

Entre MDB, PSD, PSDB, Podemos e Avante, o recuo no Senado vem sobretudo do PSD, que perde nove cadeiras. O PSDB passa de quatro para duas, o Podemos de três para duas, e o Avante deixa a Casa.

O MDB elege sete nomes, entre eles Eduardo Braga, Helder, Teresa Surita, Veneziano, Marcelo Castro e Delegado Alessandro, e fica com oito cadeiras.

PT mantém nove senadores e esquerda recua de 17 para 14

O PT elege seis senadores. Rui Costa e Jaques Wagner ficam com as duas vagas da Bahia, e a lista inclui Humberto Costa, em Pernambuco, Samanda de Lula, no Rio Grande do Norte, Rogério Carvalho, em Sergipe, e Marília Campos, em Minas Gerais.

Com os três mandatos que seguem até 2031, a bancada petista permanece em nove. Somado a PSB, Rede e PDT, o campo de esquerda e centro-esquerda cai de 17 para 14 cadeiras no Senado, já que o PSB passa de seis para quatro e o PDT deixa de ter representantes.

Na Câmara, esquerda e centro-esquerda somam 124 cadeiras, com Brasil da Esperança (88), PSB (15), PSOL e Rede (15) e PDT (6).

Segundo turno define presidente com Congresso já formado

A disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro será decidida em domingo (25), e a composição do Congresso independe do vencedor. O bloco conservador chega a 2027 com 48 votos no Senado, sete acima da maioria absoluta, e 258 na Câmara, uma acima dos 257.

Um governo Lula teria 14 senadores e 124 deputados de esquerda e centro-esquerda, e dependeria de ao menos dez votos do bloco conservador em cada Casa, mesmo com todo o centro ao lado.

O avanço da direita também pode pôr em risco a reeleição de Davi Alcolumbre à presidência do Senado. O União, partido do atual presidente, soma cinco cadeiras na simulação, e o mandato dele à frente da Casa vai até fevereiro de 2027.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Eleições 2026