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DECISÃO 2026: a dois dias do 2º turno, governo Lula sinaliza que poderá manter subsídios aos combustíveis em 2027
Publicado 23/10/2026 • 17:10 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 23/10/2026 • 17:10 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Ministro evitou avaliar condução de Galípolo no Banco Central e afirmou que responsabilidade pelo BRB é do governo do Distrito Federal, acionista da instituição
A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou nesta sexta-feira (23) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá manter os subsídios aos combustíveis em 2027, caso o presidente seja reeleito.
A continuidade da medida, segundo ele, dependerá da arrecadação federal com a exploração de petróleo e das condições do mercado internacional.
Durigan afirmou que o governo considera utilizar parte das receitas adicionais geradas pela valorização do petróleo para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre os consumidores. A proposta é impedir que os reajustes nas bombas ampliem a inflação e provoquem aumentos nos preços dos alimentos.
O ministro ressaltou, em entrevista ao portal UOL, que uma eventual prorrogação dos subsídios precisará respeitar os compromissos fiscais do governo, mesmo diante da necessidade de novas medidas para conter os preços. “Nós temos condições de nos reapresentar para o Congresso com esse compromisso sempre de base: nós vamos manter os nossos compromissos fiscais”, declarou.
“Como o Brasil tem condição de arrecadar mais, eu consigo fazer essa suavização de preços”, acrescentou.
A possibilidade de manter os subsídios está relacionada à instabilidade no mercado internacional de petróleo, especialmente em razão dos conflitos no Oriente Médio.
Segundo Durigan, ainda não é possível prever por quanto tempo as cotações permanecerão elevadas. O ministro afirmou que o cenário depende dos desdobramentos das tensões na região, que afetam os preços da commodity e aumentam a incerteza sobre os custos dos combustíveis.
Nesse contexto, ele defendeu a intervenção do governo para reduzir a transferência dos aumentos internacionais aos consumidores brasileiros. Durigan também contestou a interpretação de que a política tenha finalidade eleitoral. Segundo ele, sem as medidas adotadas pelo governo, os preços do diesel e da gasolina estariam significativamente mais altos.
Leia também: Durigan rebate plano para derrubar split payment e garante que empresas não terão prejuízo
“Não é um modelo eleitoral. […] Se não tivéssemos feito nada, hoje o diesel estaria a mais de R$ 12 [o litro], e a gasolina a mais de R$ 10, certamente”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCA subvenção ao diesel começou a ser aplicada em maio, quando uma medida provisória estabeleceu um subsídio de R$ 1,12 por litro do combustível. Em setembro, diante do agravamento das condições externas, uma nova medida provisória autorizou o Ministério da Fazenda a definir o valor do benefício por meio de ato próprio.
A mudança deu ao governo maior flexibilidade para ajustar a subvenção conforme a evolução dos preços internacionais e a necessidade de conter os custos no mercado interno. O diesel é um dos principais componentes dos custos do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Por isso, aumentos expressivos no combustível podem afetar o frete e chegar ao preço final de alimentos e outros produtos.
A alta do petróleo também aumenta determinadas receitas da União, como royalties e tributos pagos pelas empresas que atuam no setor. De acordo com Durigan, esses recursos extraordinários podem ser utilizados para financiar a política de subvenção sem ampliar os gastos além da arrecadação adicional.
O ministro afirmou que, se o barril do tipo Brent continuar em patamar elevado no próximo ano, a manutenção da ajuda será uma possibilidade a ser considerada por um eventual novo governo Lula. A medida, no entanto, precisaria passar por nova avaliação e ser apresentada ao Congresso Nacional.
Além dos subsídios, Durigan não descartou a continuidade do imposto sobre a exportação de petróleo. Segundo ele, o tributo tem como principal finalidade desestimular a venda de óleo cru ao exterior e favorecer o abastecimento das refinarias brasileiras, enquanto a arrecadação representa um efeito secundário.
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