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Ações da CarMax caem após varejista de usados superar expectativas e CEO detalhar plano de recuperação
Publicado 17/06/2026 • 16:34 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/06/2026 • 16:34 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As ações da CarMax caíram cerca de 8% durante o pregão de quarta-feira (17), após a empresa superar as expectativas trimestrais de Wall Street e seu novo CEO detalhar uma estratégia ampla de recuperação para a companhia.
Veja como a empresa se saiu em seu primeiro trimestre fiscal, em comparação com as estimativas médias compiladas pela LSEG:
Lucro por ação: US$ 1,31 ante 95 centavos esperados
Receita: US$ 8,01 bilhões ante US$ 7,42 bilhões esperados
Apesar dos resultados acima das expectativas, permanecem dúvidas sobre a capacidade da empresa de crescer e reduzir custos sob o novo plano, em meio a condições de mercado mais desafiadoras. A varejista de veículos usados reportou pressão sobre as margens e queda no lucro bruto por veículo vendido.
O lucro bruto total da CarMax foi de US$ 854,4 milhões (R$ 4,35 bilhões), queda de 4,4% em relação ao primeiro trimestre fiscal do ano anterior. O lucro bruto com veículos usados vendidos no varejo caiu 9,5%, enquanto o lucro bruto por unidade foi de US$ 2.177 (R$ 11.080), redução de US$ 230 (R$ 1.171) em relação ao recorde histórico do ano passado, informou a empresa. A receita líquida cresceu 6,2%, ante quase US$ 7,6 bilhões (R$ 38,68 bilhões) registrados um ano antes.
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A CarMax reportou lucro líquido de US$ 185,6 milhões (R$ 944,7 milhões), queda de 11,8% em comparação com os US$ 210,4 milhões (R$ 1,07 bilhão) registrados no mesmo período do ano passado.
As ações da CarMax ainda acumulam alta de aproximadamente 25% neste ano, incluindo um avanço de cerca de 16% desde que Keith Barr, ex-CEO da InterContinental Hotels Group, assumiu o comando da companhia em 16 de março.
Barr afirmou que divulgará mais detalhes de seu plano – cuja implementação deve levar vários anos – no fim do outono no hemisfério norte, mas ressaltou que a liderança da empresa está “extremamente confiante” na estratégia.
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Siga o Times | CNBC“Nossa nova estratégia está focada em ótimas ofertas, experiência simples, geração de valor e operação enxuta, fatores que, novamente, impulsionarão um crescimento sustentável de longo prazo e criarão valor para nossos acionistas”, disse à CNBC durante uma entrevista.
Barr afirmou que passou seus três primeiros meses na CarMax aprendendo mais sobre o negócio automotivo, entendendo as operações da empresa e identificando potenciais áreas de crescimento e redução de custos, ao mesmo tempo em que busca simplificar o processo de compra de veículos para os clientes.
“Há, sem dúvida, uma oportunidade significativa de crescimento por meio de uma estratégia integrada e orientada para expansão, que aproveite tecnologia, escala e nossas lojas, proporcionando também crescimento sustentável”, afirmou.
As mudanças iniciais implementadas por Barr incluem ajustes no site da CarMax, como a exibição de parcelas mensais; a adoção de um agente de atendimento por inteligência artificial; e iniciativas para tornar mais fluida a experiência do cliente entre os canais online e as lojas físicas.
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Barr foi contratado após fortes quedas das ações da empresa que aumentaram a pressão para que o então CEO Bill Nash deixasse o cargo em novembro.
As ações da Carvana, principal concorrente da CarMax, também recuavam mais de 7% durante o pregão de quarta-feira. O movimento coincidiu com a divulgação dos planos da varejista online para suas novas concessionárias franqueadas da Stellantis.
O plano da Carvana inclui utilizar as lojas franqueadas para manutenção de veículos e realização de test drives, mas a empresa continuará vendendo seus automóveis exclusivamente pela internet, mesmo quando os clientes estiverem fisicamente nas concessionárias.
Barr se recusou a comentar os planos da Carvana, mas afirmou que a grande maioria dos clientes de veículos usados da CarMax ainda prefere visitar as lojas e ver pessoalmente o carro que pretende comprar antes de fechar negócio.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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