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Ações da Starbucks disparam após rede elevar projeções para o ano

Publicado 29/07/2026 • 18:31 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • A Starbucks superou as estimativas de lucro e receita no trimestre e elevou suas projeções para o ano fiscal.
  • As vendas em lojas abertas há pelo menos 13 meses cresceram 7,9%, acima das expectativas de Wall Street.
  • Os resultados reforçam a recuperação da companhia sob o comando do CEO Brian Niccol.

A Starbucks elevou nesta quarta-feira (29) sua projeção para o ano fiscal após registrar o quarto trimestre consecutivo de crescimento nas vendas em lojas comparáveis.

Para o ano fiscal de 2026, a Starbucks passou a projetar lucro ajustado por ação entre US$ 2,55 (R$ 13,11) e US$ 2,65 (R$ 13,62), acima da previsão anterior de US$ 2,25 (R$ 11,57) a US$ 2,45 (R$ 12,59) por ação.

A companhia também passou a prever crescimento de quase 6% nas vendas globais em lojas comparáveis e avanço superior a 6% nas vendas comparáveis nos Estados Unidos. Anteriormente, a empresa estimava crescimento de pelo menos 5% para ambos os indicadores.

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“Este foi o trimestre em que nosso impulso se tornou verdadeiramente mensurável”, afirmou o CEO Brian Niccol em um vídeo divulgado junto ao comunicado de resultados da companhia.

A rede de cafeterias também reportou lucro e receita trimestrais acima das expectativas dos analistas.

As ações da empresa subiram mais de 9% no after-market.

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Veja os resultados da companhia para o trimestre encerrado em 28 de junho, em comparação com as expectativas de Wall Street, segundo pesquisa da LSEG:

  • Lucro por ação: US$ 0,85 (R$ 4,37) ajustado, ante expectativa de US$ 0,66 (R$ 3,39).
  • Receita: US$ 9,32 bilhões (R$ 47,90 bilhões), ante expectativa de US$ 9,16 bilhões (R$ 47,08 bilhões).

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A Starbucks registrou lucro líquido atribuível à companhia de US$ 1,05 bilhão (R$ 5,40 bilhões), ou US$ 0,91 (R$ 4,68) por ação, no terceiro trimestre fiscal, acima dos US$ 558,3 milhões (R$ 2,87 bilhões), ou US$ 0,49 (R$ 2,52) por ação, registrados um ano antes.

Desconsiderando custos de reestruturação e outros itens, a Starbucks registrou lucro de US$ 0,85 (R$ 4,37) por ação.

A receita líquida caiu 1%, para US$ 9,3 bilhões (R$ 47,80 bilhões), devido à venda de uma participação controladora na operação da empresa na China. Em novembro, a Starbucks anunciou a formação de uma joint venture com a Boyu Capital, que assumirá as operações da rede em seu segundo maior mercado.

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Apesar da queda na receita total, as vendas em lojas abertas há pelo menos 13 meses cresceram 7,9%, superando a estimativa de 6% de Wall Street, segundo a StreetAccount.

A rede de cafeterias registrou aumento tanto no número de transações quanto no valor médio gasto por cliente, indicando que os consumidores estão voltando às lojas e gastando mais em seus pedidos.

Sob a estratégia “Back to Starbucks”, liderada por Niccol, a companhia tem concentrado esforços em melhorar o atendimento e tornar suas cafeterias mais acolhedoras em seu mercado doméstico. Para isso, a rede aumentou os investimentos em mão de obra e reformas nas lojas, medida que gerou críticas de parte dos investidores. Ainda assim, os esforços parecem estar dando resultado para a Starbucks, que vinha registrando queda nas vendas após perder parte de seus clientes fiéis para concorrentes como a Dutch Bros.

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As vendas em lojas comparáveis nos Estados Unidos cresceram 8,1% no trimestre. O fluxo de clientes nas cafeterias do país aumentou 4,5%. Com um avanço de 3,5% no tíquete médio, os consumidores também passaram a gastar mais em seus pedidos, pagando por personalizações nas bebidas e adicionando alimentos às compras.

Fora do mercado norte-americano, as vendas em lojas comparáveis avançaram 5,7%.

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