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Agibank: bloqueado pelo INSS, banco quer estrear na bolsa americana em 2026
Publicado 11/12/2025 • 21:00 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 11/12/2025 • 21:00 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
No início de dezembro, o INSS informou que não registraria e nem autorizaria novos contratos de crédito consignado vindos do Agibank. Enquanto isso, os executivos do banco viajam rumo a Nova York, nos Estados Unidos, para apresentar o negócio a investidores estrangeiros.
Conforme noticiado anteriormente, a decisão do INSS foi tomada após a Controladoria Geral da União (CGU) detectar uma série de irregularidades e práticas abusivas por parte do banco com seus clientes. Em seguida, o CGU passou o caso para a Polícia Federal apurar. Mesmo assim, o Agibank quer estrear na bolsa norte-americana ainda em janeiro de 2026.
Nesse sentido, o banco deu entrada a uma autorização confidencial para uma Oferta Pública Inicial (IPO) no Securities and Exchange Comission (SEC) — o órgão regulador do mercado de ações nos EUA.
Atualmente, o Agibank já passa por uma segunda rodada com o SEC, que agora avalia a oferta com mais profundidade. Ademais, o plano do banco é conseguir o aporte de US$ 1 bilhão com investidores estrangeiros. Dentro disso, é possível que o Agibank precise explicar aos estrangeiros como funciona o sistema previdenciário brasileiro e como se oferece crédito consignado.
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Siga o Times | CNBCPor fim, há ainda a possibilidade de que primeiro seja feita a capitalização do banco, a partir da venda de ações primárias. Em seguida, espera-se por uma venda secundária, na qual as ações dos sócios — neste caso, da Vinci Compass e da Lumina Capital — são vendidas também. Nesse aspecto, vale frisar que a Lumina entrou em 2024 com R$ 400 milhões de aporte, quando o banco apresentava R$ 9 bilhões de valuation. Já a Vinci é sócia desde 2020, quando ofereceu uma quantia similar para entrar na sociedade.
Leia mais: Após suspensão, Agibank é multado em R$ 14 milhões pelo Procon; entenda o caso dos consignados
O Agibank conta com 6,4 milhões de clientes ativos. Nesse sentido, houve alta de 77,2% em comparação a 2024. Dessa forma, o banco participa de 8,8% dos consignados do INSS. Assim, o banco obteve o lucro líquido de R$ 875,5 milhões só nos primeiros nove meses de 2025. Esse montante é 35,4% maior do que o alcançado no mesmo período em 2024.
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