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Consumo de peixes cresce no Brasil no primeiro semestre de 2026

Publicado 26/06/2026 • 16:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A piscicultura brasileira teve crescimento no consumo interno no 1º semestre de 2026, impulsionada principalmente pela demanda da Quaresma, com destaque para a tilápia (70% da produção) e o tambaqui.
  • O setor enfrenta incertezas no comércio exterior, com mudanças em tarifas de importação e falta de avanço nas exportações, especialmente nas relações comerciais com os Estados Unidos.
  • Há preocupações regulatórias e sanitárias, como possíveis classificações do tambaqui e da tilápia em listas ambientais e a importação de peixe do Vietnã, que pode afetar a competitividade da produção nacional.

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A piscicultura brasileira encerrou o primeiro semestre de 2026 com aumento no consumo interno de peixes de cultivo, impulsionado pela demanda da Quaresma, mas mantém atenção voltada a desafios regulatórios e comerciais que podem afetar o desempenho da atividade nos próximos meses.

A avaliação é da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), que aponta, em nota, crescimento consistente do mercado doméstico, ao mesmo tempo em que alerta para incertezas relacionadas às exportações, importações e à regulamentação de espécies.

Segundo a entidade, a tilápia, responsável por cerca de 70% da produção aquícola nacional, permaneceu como o peixe de cultivo mais consumido no País durante o período. Entre os peixes nativos, o tambaqui manteve posição de destaque na preferência dos consumidores.

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Para o presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros, o desempenho confirma a consolidação da piscicultura como importante fornecedora de proteína animal no mercado brasileiro.

No comércio exterior, porém, o cenário segue mais cauteloso. De acordo com Medeiros, a redução temporária da tarifa de importação para 10% não trouxe o avanço esperado nas exportações brasileiras, já que o benefício foi estendido a todos os concorrentes.

Com a elevação da tarifa para 25%, o setor aguarda definições da política comercial entre Brasil e Estados Unidos para avaliar uma possível recuperação dos embarques no segundo semestre.

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Entre as principais preocupações da cadeia produtiva estão também questões regulatórias. A inclusão do tambaqui na lista federal de espécies ameaçadas de extinção pode, segundo a associação, dificultar a abertura de mercados internacionais para o pescado cultivado.

Já a proposta em discussão na Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), no Ibama e no Ministério do Meio Ambiente de classificar a tilápia como espécie exótica invasora é vista pelo setor como um risco para a expansão da produção, além de poder criar barreiras para a comercialização e as exportações.

Outro ponto de atenção é a autorização para importação de tilápia do Vietnã. A Peixe BR afirma que o produto vietnamita chega ao mercado brasileiro com preços inferiores aos custos da matéria-prima nacional devido a políticas de incentivos governamentais naquele país, o que, segundo a entidade, prejudica a competitividade da indústria brasileira.

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A associação também cita preocupações relacionadas aos aspectos sanitários dessas importações.

Apesar dos desafios, a expectativa da Peixe BR é de continuidade do crescimento do consumo de pescado no segundo semestre, tradicionalmente favorecido pelo aumento das temperaturas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

A entidade também espera uma recuperação das exportações, desde que haja maior estabilidade nas questões regulatórias e comerciais que envolvem o setor.

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