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Exportação de café do Brasil cai 27,6% em julho, apesar de receita recorde
Publicado 12/08/2025 • 20:08 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 12/08/2025 • 20:08 | Atualizado há 9 meses
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Foto: Pixabay
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O Brasil exportou 2,733 milhões de sacas de 60 kg de café em julho, segundo relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa queda de 27,6% em relação ao mesmo mês de 2024. A receita cambial alcançou US$ 1,033 bilhão — valor recorde para o mês — com crescimento de 10,4% no comparativo anual.
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as exportações somaram 22,15 milhões de sacas, recuo de 21,4% frente a igual período de 2024, quando o volume chegou a 28,18 milhões. A receita cambial acumulada no ano atingiu US$ 8,555 bilhões, alta de 36% ante o mesmo intervalo do ano anterior, configurando recorde para o período.
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De acordo com Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, a redução no volume era esperada após exportações recordes em 2024, com estoques reduzidos e safra sem excedentes devido a fatores climáticos. O aumento na receita cambial decorre dos preços elevados no mercado internacional, resultado do equilíbrio entre oferta e demanda.
Os Estados Unidos continuam como principal destino dos cafés brasileiros no período acumulado, com 3,713 milhões de sacas importadas (16,8% do total). O volume indica queda de 17,9% em relação a 2024, mas mantém participação superior a 16%. A tarifa de 50% imposta pelos EUA, em agosto, ainda não impactou o mercado, pois as indústrias mantêm estoques para 30 a 60 dias.
O Cecafé destaca que as prorrogações nos contratos de adiantamento sobre contrato de câmbio (ACC) — financiamento pré-embarque — podem aumentar custos com juros, armazenagem e logística. O mercado internacional apresenta contratos futuros desvalorizados para prazos distantes, o que pode gerar perdas adicionais.
Outros principais mercados no acumulado de janeiro a julho de 2025 foram: Alemanha (2,656 milhões de sacas, queda de 34,1%), Itália (1,733 milhão, –21,9%), Japão (1,459 milhão, alta de 11,5%) e Bélgica (1,374 milhão, –49,4%).
O Cecafé mantém negociações com o governo brasileiro, entidades do setor privado nos EUA e outros canais para buscar isenção do tarifaço sobre o café brasileiro, argumentando que o produto não é cultivado em escala nos Estados Unidos e desempenha papel econômico importante para ambos os países.
Ferreira reforça a importância da cafeicultura na economia brasileira e pede que a relação comercial com os EUA seja preservada, evitando prejuízos para produtores e consumidores.
O Cecafé e a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) solicitam ao governo ações para ampliar acordos bilaterais que garantam reciprocidade comercial, especialmente para o café solúvel — produto que gera empregos e enfrenta penalizações em vários mercados.
Sobre o mercado chinês, o presidente do Cecafé informa que muitas das 183 empresas brasileiras recém-credenciadas para exportar café já atuavam no país, o que não implica aumento imediato nos embarques. A China importou 571,866 mil sacas entre janeiro e julho, ocupando a 11ª posição no ranking de destinos do café brasileiro.
No primeiro semestre, o café arábica foi o mais exportado, totalizando 17,94 milhões de sacas (81% do volume total), com queda de 13,3% frente ao mesmo período de 2024. O café solúvel correspondeu a 2,229 milhões de sacas (10,1%), seguido por canéfora (1,949 milhão, 8,8%) e café torrado (31.755 sacas, 0,1%).
Cafés diferenciados, certificados por práticas sustentáveis ou qualidade superior, responderam por 21,5% das exportações no período, com 4,759 milhões de sacas — queda de 8,8% em volume —, mas aumento de 57,8% na receita cambial, que chegou a US$ 2,026 bilhões.
O Porto de Santos foi responsável por 80,4% dos embarques brasileiros nos sete primeiros meses do ano, totalizando 17,809 milhões de sacas. O complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 15,5%, com 3,429 milhões de sacas, seguido pelo Porto de Paranaguá, com 208.950 sacas (0,9%).
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