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Justiça afasta fundadores do Grupo Safras, mas direção do fundo Agri Brazil afirma que decisão não atinge gestão
Publicado 11/09/2025 • 11:00 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 11/09/2025 • 11:00 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O processo de recuperação judicial do Grupo Safras, que acumula dívidas de R$ 2,2 bilhões, ganhou novo capítulo nesta semana. A 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou o afastamento imediato de sócios e administradores ligados aos núcleos fundadores, em meio a acusações mútuas de fraudes entre controladores e minoritários.
Em nota, a assessoria do Grupo Safras reforçou que a decisão judicial se refere exclusivamente aos fundadores — Dilceu Rossato e Pedro de Moraes Filho — e não atinge a atual administração, sob controle do fundo Agri Brazil.
“O afastamento determinado atinge exclusivamente os antigos administradores, não tendo relação com a atual gestão conduzida pelo fundo Agri Brazil”, destacou a empresa.
A companhia informou ainda que:
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Siga o Times | CNBCFundado em 2010, o Grupo Safras se consolidou na armazenagem, comercialização de grãos e produção de etanol de milho, chegando a faturar quase R$ 7 bilhões anuais. A partir de 2023, a empresa passou a enfrentar queda nos preços da soja, quebra de safra, restrição de crédito e aumento do endividamento após a compra da Copagri.
O grupo familiar se dividiu em dois núcleos de controle: o Safras, liderado por Pedro de Moraes Filho, e o Rossato, comandado por Dilceu Rossato. Em 2024, o divórcio entre Rossato e Cátia Randon originou o núcleo Randon, alvo de questionamentos judiciais que apontam tentativa de blindagem patrimonial.
Enquanto os recursos continuam em análise no TJMT, a atual gestão comandada pelo fundo Agri Brazil tenta reorganizar a companhia e renegociar passivos, em meio à pressão de credores e disputas judiciais entre antigos sócios.
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