Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Um ano depois do sino, JBS cresce na NYSE e chega na antessala dos grandes índices americanos
Publicado 12/06/2026 • 09:40 | Atualizado há 1 mês
EUA dizem ter atacado forças ligadas ao Irã após ação que matou dois militares americanos
Filas quilométricas revelam febre da K-beauty nos Estados Unidos
Líder supremo do Irã promete “lições inesquecíveis” aos EUA após suspensão de acordo de paz
Zoox faz recall de robotáxis após falha no reconhecimento de fumaça
EXCLUSIVO CNBC: Dana White, presidente do UFC, aposta em novas estrelas para próximo ciclo de crescimento
Publicado 12/06/2026 • 09:40 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Divulgação/JBS
JBS celebra entrada da empresa na Bolsa de Valores de Nova York
Há um ano, José Batista Sobrinho, fundador da JBS, tocou o sino da Bolsa de Nova York. A cena marcou a estreia formal da maior processadora de carnes do mundo no maior mercado de capitais do planeta, após 18 anos negociada na Bolsa brasileira.
O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC acompanhou o momento. A dupla listagem aprovada pelos acionistas em maio de 2025 transformou as ações em BDRs para o investidor brasileiro, sob o código JBSS32, enquanto os papéis passaram a ser negociados na NYSE a partir do dia 13 de junho daquele ano.
Um ano depois, o balanço da operação tem resultados positivos, mas a principal aposta ainda está em jogo.
A liquidez das ações praticamente triplicou desde a listagem. O volume diário de negociação subiu de cerca de US$ 37 milhões para US$ 115 milhões, segundo cálculos do Citi. A base de investidores mudou na mesma proporção: a fatia de estrangeiros nos papéis passou de 72% para 90%, com americanos respondendo pela maior parcela.
O custo da dívida também recuou de forma relevante. O spread dos títulos de dez anos da JBS em relação aos da Tyson Foods, sua principal rival americana, era de 3 pontos percentuais em 2019. Hoje está em 0,2 ponto. Em abril de 2026, a SEC reconheceu a JBS como emissor frequente bem conhecido, o que agiliza futuras captações no mercado americano.
Outro movimento visível foi a reprecificação parcial do papel. Antes da listagem na NYSE, a empresa negociava a 4,5 vezes o lucro operacional projetado. Hoje opera próximo ao múltiplo da Pilgrim’s, sua subsidiária americana de frango, que sempre valeu mais por já estar em um índice americano.
O Itaú BBA mantém recomendação de compra para a JBS com preço-alvo de US$ 20 ao fim de 2026, uma alta de 37% em relação ao patamar atual. Para o banco, o valuation segue atrativo e a listagem nos EUA continua sendo um catalisador para a reprecificação da ação, ainda que o ciclo de oferta de proteínas traga incertezas no curto prazo.
A XP Investimentos compartilha da mesma recomendação e do mesmo preço-alvo. Em relatório de abril de 2026, a casa destacou que o primeiro trimestre deve marcar o piso dos resultados da companhia no ano, e que uma eventual fraqueza dos papéis pode abrir oportunidades de entrada, especialmente diante da possibilidade de listagem em índices americanos no segundo semestre.
“Esse desconto, aliado à execução operacional consistente e à solidez financeira, sustenta a tese construtiva para o papel”, avaliou a equipe de análise da XP.

O passo mais aguardado do ano veio no fim de maio, quando a JBS apareceu na lista preliminar do Russell 3000, índice que reúne as maiores companhias listadas no mercado americano. A entrada, prevista para entrar em vigor após o fechamento dos mercados na sexta-feira (26), abre caminho direto para o Russell 1000.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO Morgan Stanley, em relatório recente, projeta que a JBS também deve integrar o Russell 1000, voltado às companhias de maior capitalização. Com valor de mercado atual de US$ 17 bilhões, a empresa supera o piso mínimo exigido pelo índice.
Para o Citi, a inclusão no Russell vale menos como evento de rebalanceamento pontual e mais como sinal de amadurecimento da listagem. “Em nossa visão, a listagem no Russell é menos relevante como um rebalanceamento de um dia e mais como a primeira validação real de que a listagem na NYSE está começando a desbloquear estruturalmente liquidez, propriedade passiva e normalização de avaliação”, disse Renata Cabral, analista do Citi, em relatório.
O banco estima que o movimento pode destravar até US$ 15 bilhões em valor de mercado para a JBS no longo prazo. Para o Russell 3000 especificamente, a demanda passiva imediata ficaria entre US$ 190 milhões e US$ 300 milhões.
O destino final da JBS é o S&P 500. Lá está a Tyson Foods, sua principal referência de valuation. A rival americana negocia a cerca de 7,5 vezes o lucro operacional projetado. A JBS, apesar de faturar US$ 86 bilhões em 2025 contra US$ 54 bilhões da Tyson, gerar quase o dobro de Ebitda e cerca de quatro vezes mais lucro líquido, vale menos na bolsa. A diferença não é operacional. É de índice.
O S&P 500 exige valor de mercado total de pelo menos US$ 22,7 bilhões. A JBS ainda está abaixo disso. Mas o obstáculo mais difícil no curto prazo é o free float: como a J&F, holding da família Batista, detém cerca de 48% das ações, e o BNDESPar outros 18,61%, apenas um terço dos papéis circula livremente, o que equivale a cerca de US$ 4,3 bilhões, bem abaixo do piso exigido pelo índice.
A decisão para o S&P 500 passa por um comitê e geralmente leva de três a quatro anos após a estreia na bolsa. O Citi avalia que, no melhor cenário, com o múltiplo se aproximando do da Tyson, a JBS poderia alcançar US$ 28 bilhões em valor de mercado, superando o critério mínimo de elegibilidade.
A jornada em direção aos índices enfrenta um obstáculo de curto prazo: a crise do rebanho bovino nos Estados Unidos. O boi americano está escasso, e o custo do gado subiu mais rápido do que o preço da carne, comprimindo as margens no principal mercado da JBS.
No primeiro trimestre de 2026, o negócio de carne bovina nos EUA registrou prejuízo operacional. O lucro consolidado caiu 56%, para US$ 221 milhões. Wesley Batista Filho, presidente-executivo da JBS USA, classificou janeiro e fevereiro como um dos períodos “mais desafiadores que já vimos na história” e projetou que 2026 será ainda mais difícil que 2025.
Depois do balanço, os papéis recuaram do maior patamar desde a listagem, próximo de US$ 18 por ação, para cerca de US$ 12, abaixo dos US$ 13,87 do primeiro dia de negociação na NYSE.
A XP projeta que os resultados do segundo trimestre também serão pressionados, com compressão de margens em quase todas as divisões da companhia. A única exceção esperada é a JBS Brasil, onde os spreads de exportação seguem favoráveis mesmo com o boi mais caro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Maiores Audiências
1
Samsung deve lançar Galaxy S27 Pro como alternativa ao Ultra; entenda
2
Fifa reavalia pausas para hidratação após críticas durante a Copa do Mundo de 2026
3
Final da Copa terá celebridades como Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS
4
Petição por Argentina fora da Copa do Mundo ultrapassa 23 milhões de assinaturas
5
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030