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AirAsia rebate preocupações financeiras e aponta novos planos de crescimento
Publicado 18/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 18/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
Divulgação: AirAsia.com
A AirAsia é “sustentável”, e planeja crescer diante da disparada dos preços dos combustíveis, segundo o cofundador.
O confundador da Air Asia, Tony Fernandes, reforçou que a companhia é sustentável financeiramente, apesar de reportagens em sentido contrário, e planeja inclusive crescer diante da disparada dos preços dos combustíveis e das incertezas geopolíticas.
“Estamos bem. Somos sustentáveis”, disse Fernandes durante uma entrevista coletiva na sexta-feira, negando que a companhia precisasse de um resgate do governo. “Não há nenhuma possibilidade de falta de sustentabilidade. Zero possibilidade.”
A Reuters informou no início desta semana, citando pessoas com conhecimento do assunto, que o governo da Malásia havia perguntado à Malaysia Airlines e à Batik Air se elas poderiam assumir a participação da AirAsia no mercado doméstico como parte de um planejamento de cenários, enquanto as autoridades monitoravam a saúde financeira da companhia aérea. Segundo a reportagem, as discussões se intensificaram nas últimas semanas à medida que aumentavam as preocupações com as finanças da AirAsia.
Fernandes afirmou que a AirAsia ajustou sua estrutura de custos e receitas para lidar com os preços mais altos dos combustíveis, depois que as despesas aumentaram em relação aos níveis considerados quando a companhia vendeu grande parte de suas passagens. Os gastos com combustível dispararam 58% em relação ao ano anterior, enquanto os preços médios do combustível de aviação subiram para US$ 183 por barril, segundo a empresa.
“A captação de recursos é direcionada ao refinanciamento. São US$ 1 bilhão, não US$ 3 bilhões. Não precisamos de US$ 3 bilhões”, afirmou Fernandes.
Leia também: AirAsia aumenta preços e reduz rotas para amenizar o impacto da guerra no Oriente Médio
A companhia aérea de baixo custo, com sede na Malásia, informou no início deste mês que sua captação planejada — composta por até US$ 1 bilhão nos mercados internacionais de dívida e 700 milhões de ringgits (US$ 171,5 milhões) em linhas de crédito locais — tinha como principal objetivo a reestruturação e o refinanciamento de dívidas, além da consolidação do balanço patrimonial, e não o financiamento de déficits operacionais.
Fernandes também rejeitou a ideia de que as operações da AirAsia poderiam simplesmente ser substituídas por companhias aéreas concorrentes, destacando os cerca de 100 aviões que a empresa opera na Malásia.
“Você não pode simplesmente entrar”, afirmou, argumentando que a estrutura de custos, a rede e a marca da AirAsia seriam difíceis de replicar.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, “faremos um anúncio bastante empolgante sobre nosso crescimento e nossa estratégia com a Airbus no próximo mês”, disse Fernandes, acrescentando que o relacionamento da companhia com a fabricante de aeronaves era “fantástico”.
A AirAsia está apostando cada vez mais em inteligência artificial e já registra uma economia de cerca de 3% no consumo de combustível com o uso da tecnologia. A companhia também planeja lançar novos recursos de IA voltados aos clientes nos próximos três meses, afirmou Fernandes.
Fernandes disse que a AirAsia continuará entrando em mercados nos quais possa gerar lucro e oferecer mais valor do que os concorrentes, em resposta a perguntas da CNBC.
Leia também: Guerra no Oriente Médio encarece combustível e pressiona modelo low cost
Ele também afirmou que a parceria da AirAsia com a Pegasus Airlines, da Turquia, pode servir de modelo para novas expansões e que companhias aéreas europeias de baixo custo demonstraram interesse em possíveis parcerias.
A companhia reduziu sua capacidade em 11% durante o trimestre e suspendeu rotas de longa distância com baixo desempenho, além de diminuir a alocação de aeronaves nas Filipinas e na Indonésia. A AirAsia informou que pretende restaurar a capacidade aos níveis anteriores à guerra no quarto trimestre, à medida que a demanda por viagens aumenta no fim do ano.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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