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Airbnb movimentou R$ 113 bilhões na economia brasileira em 2025
Publicado 23/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 20 minutos
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Publicado 23/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 20 minutos
KEY POINTS
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados internos do Airbnb e em uma análise de insumo-produto, revelou que a atividade da plataforma teve impacto expressivo na economia brasileira em 2025, com movimentação superior a R$ 113 bilhões no país.
A fundação atualizou um estudo sobre o impacto econômico da atividade da empresa no Brasil, agora com dados em comparação à primeira edição, baseada em 2024.
O levantamento mostra a expansão do efeito da plataforma na economia para além das hospedagens, alcançando setores como restaurantes, mercados, transporte, limpeza e pequenos negócios. Segundo a FGV, a renda do trabalho gerada pela atividade chegou a cerca de R$ 32 bilhões em 2025, alta de quase 12% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o número de postos de trabalho ligados ao setor também cresceu aproximadamente 12%.
Segundo a análise, os efeitos econômicos vão além do setor de hospedagem e alcançam diversas cadeias produtivas ligadas ao turismo e ao consumo local.
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A FGV destaca que o impacto da plataforma se espalha por diferentes segmentos da economia, como restaurantes, mercados, transporte por motoristas de aplicativo, serviços de limpeza e pequenos empreendedores.
Esse efeito é descrito no estudo como “multiplicador econômico”, já que os gastos dos viajantes se distribuem por diversas atividades nas cidades, fortalecendo economias locais e estimulando a circulação de renda.
A atualização do estudo dá continuidade à primeira análise da FGV sobre o impacto do Airbnb no Brasil, agora com a incorporação de dados de 2025. O objetivo é acompanhar a evolução da atividade da plataforma no país.
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Siga o Times | CNBCOs dados mais recentes também mostram que as noites reservadas por viajantes brasileiros no Airbnb cresceram mais de 20% no primeiro trimestre de 2026, marcando o terceiro trimestre consecutivo de expansão. O movimento indica aumento da adoção de hospedagens alternativas e consolidação do hábito de viajar por meio de plataformas digitais.
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Para a diretora-geral do Airbnb para a América do Sul, Fiamma Zarife, o aluguel por temporada já se consolidou como uma realidade no Brasil. Segundo ela, cada reserva gera efeitos em cadeia que alcançam comércio, renda, empregos e desenvolvimento de destinos turísticos.
Já o gerente executivo da FGV Projetos, Luiz Gustavo Barbosa, afirmou que os gastos com estadias impactam diversas cadeias produtivas e contribuem para a geração de renda e empregos em múltiplos setores da economia.
O estudo também aponta que o crescimento das viagens via plataformas como o Airbnb contribui para o fortalecimento do desenvolvimento das cidades, amplia a oferta de hospedagem e favorece destinos fora dos roteiros turísticos tradicionais. Parte da renda gerada permanece nas comunidades locais e é reinvestida por moradores na própria região.
Todos os resultados foram obtidos a partir de uma análise de insumo-produto da FGV, combinada com dados internos do Airbnb. O ano de referência principal é 2025, com exceção dos indicadores de reservas, que incluem dados do início de 2026.
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