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EXCLUSIVO CNBC: Airbnb mira novos serviços no app e quer evitar abusos na Copa do Mundo, diz CEO
Publicado 21/05/2026 • 18:31 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 21/05/2026 • 18:31 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Airbnb quer ampliar presença na viagem dos usuários com novos serviços dentro do aplicativo, afirmou Brian Chesky, cofundador e CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.
A empresa anunciou a expansão de serviços no app, incluindo entrega de compras, transporte de aeroporto, guarda de bagagens e aluguel de carros. Segundo Chesky, a próxima etapa pode incluir aluguel de equipamentos, serviços para pets e acesso a academias durante viagens.
“Aluguel de equipamentos é realmente muito útil. Se você vai esquiar, é uma dor de cabeça se não tem seu próprio equipamento. Se vai surfar, não quer levar uma prancha no avião”, disse.
O CEO afirmou que a companhia pode fechar parcerias quando já houver empresas estruturadas para operar o serviço, como no caso da Instacart para compras de mercado. Em outros segmentos, como academias, o mercado ainda é mais fragmentado.
Leia também: Airbnb supera US$ 29 bilhões em reservas e eleva projeção
“Às vezes há empresas que fazem todo o trabalho pesado para você, e você pode simplesmente fazer parceria com elas”, afirmou.
Chesky também comentou a demanda esperada para a Copa do Mundo e os casos de anfitriões que cancelam reservas para tentar cobrar preços mais altos depois. Ele disse que o Airbnb quer preservar a independência dos anfitriões, mas afirmou que a empresa precisa impedir abusos na plataforma.
“Queremos garantir que as pessoas não estejam abusando da plataforma, que não estejam praticando preços abusivos nem fazendo troca de oferta”, disse.
Segundo o CEO, a empresa já enfrentou situações parecidas durante desastres naturais, como os incêndios em Los Angeles, quando tentou impedir aumentos abusivos de preços para pessoas que precisavam evacuar e buscar hospedagem.
“Tentamos colocar controle suficiente para manter o marketplace saudável, mas não tanto controle a ponto de os anfitriões sentirem que trabalham para nós, porque eles não trabalham. Eles são empreendedores”, afirmou.
Questionado sobre o impacto dos medicamentos GLP-1 nos hábitos de viagem, Chesky disse que comer continua sendo uma das principais atividades dos turistas. Para ele, a alimentação é uma das expressões mais fortes da cultura de uma cidade, o que deve limitar o impacto desse tipo de remédio sobre o turismo gastronômico.
“A atividade número um que as pessoas querem fazer quando viajam é ver um ponto turístico. A número dois é comer”, disse.
O executivo afirmou que o impacto dos GLP-1 sobre o Airbnb não deve ser comparável ao observado em setores como o de snacks. “Viajar talvez seja uma das vezes no ano em que você queira fazer uma exceção”, disse.
Chesky também criticou modelos de negócio que incentivam empreendedores a alugar vários imóveis para transformá-los em unidades de Airbnb. Segundo ele, os imóveis com melhor avaliação tendem a ser administrados por anfitriões com uma única propriedade.
“Os Airbnbs mais bem avaliados são de pessoas que administram um anúncio. Os segundos mais bem avaliados são de pessoas que administram dois anúncios”, afirmou.
Para o CEO, quando a motivação principal é apenas financeira, e não hospitalidade, a experiência pode perder qualidade. Ele disse que o Airbnb não quer que a plataforma fique excessivamente industrializada.
“Se for muito pronto, muito industrializado, a experiência pode não parecer autêntica. Pode não parecer local”, afirmou.
Leia também: Airbnb adiciona hotéis e aluguel de carros e quer virar “Amazon dos serviços”, diz CEO
Chesky também afirmou que gostaria de conversar com o prefeito de Nova York sobre a restrição ao Airbnb na cidade. Segundo ele, a retirada de unidades da plataforma não reduziu os preços de moradia, enquanto os preços de hotéis subiram.
O CEO defendeu um modelo em que moradores possam alugar apenas a residência principal, sem retirar imóveis do mercado habitacional. Segundo Chesky, a medida poderia gerar mais de US$ 100 milhões em impostos de ocupação temporária para a cidade.
“Acho que há uma forma de todos ganharem: a cidade de Nova York, o prefeito, os moradores e o Airbnb”, disse.
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