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Autoridade dos EUA determina inspeções no Boeing 737 MAX após identificar possível falha estrutural
Publicado 07/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/ Boeing.
Imagem de um 737 Max, da Boeing.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou inspeções em centenas de aeronaves Boeing 737 MAX após identificar possíveis rachaduras em componentes estruturais próximos a uma das portas de serviço de alguns aviões.
A medida impacta 471 aeronaves registradas no país e inclui versões como 737-8, 737-9 e 737-8200.
Segundo a agência reguladora, o problema foi encontrado em um reforço estrutural da fuselagem em determinados modelos mais antigos. As inspeções têm como objetivo verificar a existência de danos e evitar que eventuais rachaduras avancem para níveis considerados críticos.
A Boeing informou que o procedimento permitirá identificar e corrigir possíveis falhas antes que elas representem riscos maiores. A empresa afirmou que acompanha a questão há cerca de seis anos e que o problema não foi registrado na frota de 737 MAX em operação.
Apesar disso, a fabricante decidiu ampliar as verificações para os modelos MAX devido às semelhanças de projeto e processos de fabricação entre as aeronaves envolvidas.
A nova determinação ocorre poucas semanas após a FAA devolver à Boeing a autorização para realizar algumas aprovações finais de segurança em aeronaves recém-produzidas. A permissão havia sido suspensa em 2019, depois de dois acidentes fatais envolvendo o 737 MAX.
A fabricante americana tem enfrentado uma sequência de episódios relacionados à segurança e à produção de seus aviões. No ano passado, a FAA iniciou uma retomada gradual de algumas autorizações ligadas à certificação de aeronaves, após um período de maior supervisão sobre os processos da empresa.
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Siga o Times | CNBCEntre os casos recentes, a agência determinou inspeções em centenas de 737 MAX devido a problemas na instalação de assentos. Também houve um incidente envolvendo um modelo mais antigo do 737 na Grécia, quando uma janela se desprendeu durante o voo. Um passageiro sobreviveu ao episódio, e a tripulação conseguiu realizar um pouso seguro.
A Boeing inaugurou uma nova linha de produção em Everett, no estado de Washington, com o objetivo de ampliar a fabricação do 737 MAX, seu principal modelo comercial. A companhia pretende elevar a produção para 47 aeronaves por mês, ante as 42 unidades produzidas no início de 2026.
O aumento da capacidade ocorre enquanto a empresa tenta reduzir uma grande carteira de aeronaves encomendadas, mas ainda não entregues.
Leia também: Boeing precisa de mais tempo para reorganizar finanças antes de lançar nova aeronave, afirma CEO
Além dos desafios na área de produção e segurança, a Boeing tem registrado dificuldades para recuperar a rentabilidade.
No segundo trimestre de 2026, a companhia apresentou um prejuízo superior ao esperado, influenciado principalmente pelos atrasos e custos adicionais do programa de modernização das aeronaves destinadas ao governo dos Estados Unidos para uso como Força Aérea Um.
A empresa informou que o avanço do projeto exigirá US$ 280 milhões adicionais, elevando os custos de um contrato que já ultrapassa US$ 4 bilhões. A divisão de aviões comerciais também registrou resultado operacional negativo no período, embora com perda menor em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.
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