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Crédito emergencial evita colapso imediato de aéreas regionais, diz diretor da Abaeté
Publicado 26/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 26/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
A linha emergencial de crédito criada para companhias aéreas domésticas chega em um momento decisivo para evitar um agravamento da crise no setor regional, afirmou o diretor de operações da Abaeté Linhas Aéreas, Francisco Conejero Pérez, ao avaliar que a disparada do querosene de aviação levou empresas a reduzir rotas, cortar voos e rever operações.
Em entrevista nesta segunda-feira (25) ao Radar, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele lembra que o financiamento aprovado funciona como uma “ponte de liquidez” e não como uma solução definitiva para os problemas estruturais das companhias. “Socorre as empresas no momento”, ressaltou o executivo ao comentar a linha de até R$ 1 bilhão criada para o setor.
Pérez afirmou que a pressão provocada pela alta do combustível atingiu especialmente as empresas regionais independentes, que não possuem acordos de compartilhamento de voos com grandes companhias. “Minha empresa mesmo teve que reduzir drasticamente os voos”, destacou.
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O executivo explicou que o crédito será limitado a cerca de R$ 330 milhões por empresa e terá como base 1,6% da receita bruta das companhias, com pagamento vinculado ao CDI. Segundo ele, os recursos virão do Fundo Nacional de Aviação Civil, abastecido pelas concessões aeroportuárias.
“Esse dinheiro vem numa hora muito correta”, afirmou Pérez, ao elogiar a atuação do governo federal, do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Segundo ele, a continuidade das operações regionais é essencial para evitar impactos econômicos nas cidades atendidas. “Nós não podemos deixar de atender as cidades, porque é um fator de desenvolvimento”, frisou.
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Francisco Pérez afirmou que a deterioração financeira das empresas já começou a afetar empregos no setor. Segundo ele, a redução de receitas obrigou companhias a iniciarem cortes de pessoal diante da pressão dos custos operacionais.
“Quando você não tem receita, você não tem como pagar o funcionário”, observou.
Na avaliação do executivo, o novo financiamento ajuda justamente a impedir um cenário mais grave para as aéreas regionais. “Nós vamos caminhar para um colapso” sem esse apoio, alertou.
Ele também comparou o atual momento à pandemia e afirmou que, naquela época, o governo acreditava que as empresas teriam capacidade de recuperação sem necessidade de um socorro direto. Agora, porém, a situação provocada pelo combustível teria atingido um nível muito mais delicado. “Essa ajuda está sendo maravilhosa”, pontuou.
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O diretor da Abaeté defendeu mudanças estruturais para garantir sustentabilidade ao setor aéreo no longo prazo, principalmente para operações regionais e sub-regionais.
Segundo ele, o Brasil produz cerca de 70% do querosene de aviação consumido no País, mas o combustível continua sendo vendido com referência internacional baseada no Golfo do México. “Nós consideramos o querosene como commodity e praticamos o preço do Golfo do México”, explicou.
Pérez afirmou acreditar que existe espaço para um combustível mais barato no mercado brasileiro. “Há condição de termos um combustível mais barato”, avaliou.
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O executivo também criticou os custos logísticos e tributários nas regiões afastadas das refinarias, especialmente no interior do País. Segundo ele, o combustível fica muito mais caro fora das capitais, dificultando a operação regional. “O combustível chega a ser muito caro nas regiões do interior dos estados”, destacou.
Para Pérez, uma redução do ICMS ligado ao transporte do combustível poderia ajudar a reduzir os custos do setor e fortalecer a aviação regional brasileira.
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