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Banco Master: quais empresas fazem parte do conglomerado investigado

Publicado 11/03/2026 • 19:58 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Banco Central segue responsável pela apuração de ativos e passivos das instituições envolvidas na crise Master.
  • O fundo investiu cerca de R$ 960 milhões em letras financeiras do Banco Master.
  • O total chegou a 8 instituições ligadas ao conglomerado ligadas ao Banco Master.
Banco Master

Foto: reprodução

Banco Master: quais empresas fazem parte do conglomerado investigado

A crise do Banco Master se transformou em um dos maiores processos recentes de liquidação de instituições financeiras no Brasil. O caso começou em novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação da instituição e de empresas ligadas ao conglomerado liderado por Daniel Vorcaro. Desde então, novas decisões ampliaram a intervenção e já atingem oito instituições financeiras.

A autoridade monetária tomou a medida após identificar problemas de liquidez, deterioração financeira e descumprimento de normas do sistema financeiro.

Leia também: ‘Senado tem chance de se redimir com o país’, diz Plínio Valério sobre CPI do Banco Master

Como resultado, trabalhadores, investidores e milhões de clientes passaram a sentir os efeitos da crise, de acordo com a publicação do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Quando começou a crise do Banco Master

A intervenção começou oficialmente em 18 de novembro de 2025. Naquela data, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master S.A., que liderava o conglomerado financeiro.

Ao mesmo tempo, a decisão também atingiu outras instituições ligadas ao grupo. Entre elas estavam:

  • Banco Master de Investimento S.A.
  • Banco Letsbank S.A., posteriormente chamado de Bluebank
  • Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários

Leia também: Master: contrato milionário com esposa de Moraes levanta dúvidas; entenda como escritórios cobram os clientes

Naquele momento, o conglomerado representava cerca de 0,57% dos ativos do sistema financeiro nacional. Ainda assim, a estrutura incluía várias empresas conectadas entre si.

Por isso, a crise rapidamente levantou dúvidas sobre o alcance das operações do grupo.

Ampliação das liquidações pelo BC

Nos meses seguintes, o Banco Central ampliou as medidas de intervenção. À medida que a situação financeira se agravava, novas instituições passaram a entrar no processo de liquidação.

Entre as empresas incluídas posteriormente estão:

  • Will Bank
  • CBSF DTVM
  • Banco Pleno
  • Pleno DTVM

Com essas decisões, o total chegou a 8 instituições ligadas ao conglomerado, ligadas ao Banco Master.

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Segundo o Banco Central, os problemas envolvem principalmente falta de liquidez e dificuldade para cumprir compromissos financeiros. Dessa forma, a autoridade monetária optou pelo encerramento das operações.

O caso do Banco Pleno

Entre os episódios mais recentes está a liquidação do Banco Pleno. A instituição surgiu após a compra do antigo banco Voiter por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Depois da aquisição, o banco herdou cerca de R$ 6 bilhões em CDBs originados no Banco Master. Além disso, recebeu dois aportes de capital que somaram aproximadamente R$ 160 milhões, conforme publicado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Apesar da tentativa de reestruturação, a instituição enfrentou dificuldades para captar recursos e expandir a carteira de crédito. Consequentemente, o banco não conseguiu equilibrar as contas.

banco master

Diante desse cenário, o Banco Central decidiu incluir a instituição no processo de liquidação.

Impactos da crise do Banco Master no emprego

A crise também trouxe efeitos diretos para os trabalhadores do setor financeiro. Estimativas indicam que mais de 1,4 mil funcionários foram impactados pelas liquidações.

Os números incluem:

  • cerca de 515 trabalhadores do Banco Master;
  • cerca de 750 funcionários do Will Bank;
  • cerca de 160 empregados do Banco Pleno.

Enquanto isso, sindicatos acompanham o caso e cobram transparência sobre salários, direitos trabalhistas e processos de desligamento.

Clientes e investidores afetados pela crise do Banco Master

Além dos trabalhadores, milhões de clientes também foram atingidos pela crise. Aproximadamente 1,6 milhão de pessoas mantinham contas ou investimentos nas instituições ligadas ao conglomerado.

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Com a liquidação, os recursos aplicados ficam temporariamente indisponíveis. Isso ocorre porque o Banco Central precisa verificar ativos, passivos e saldos antes de iniciar os pagamentos.

Esse processo faz parte das regras de liquidação extrajudicial do sistema financeiro.

Como funciona o ressarcimento pelo FGC

Para proteger parte dos investidores, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) entrou em ação. O mecanismo cobre aplicações como:

  • CDB
  • LCI
  • LCA

Nesse caso, o limite de proteção é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira. Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

No caso do Banco Master, a estimativa é que cerca de R$ 41 bilhões sejam necessários para ressarcir investidores.

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Por isso, esse episódio já representa o maior acionamento da história do fundo.

Investidores sem garantia correm mais risco

Por outro lado, nem todos os investidores contam com essa proteção. Aplicações fora da cobertura do FGC podem sofrer perdas maiores.

Um exemplo envolve o Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores do Estado do Rio de Janeiro.

O fundo investiu cerca de R$ 960 milhões em letras financeiras do Banco Master. No entanto, esse tipo de título não possui garantia do FGC.

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Fundos de investimento também foram impactados

Além disso, o caso também atingiu o mercado de fundos estruturados. Ao todo, 58 Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) sofreram impacto após a suspensão das operações do banco.

Esses fundos somam cerca de R$ 3,9 bilhões em patrimônio líquido. Mesmo assim, o valor representa aproximadamente 0,5% do mercado total de FIDCs no país.

Portanto, o impacto sistêmico permanece limitado, embora o episódio tenha gerado preocupação entre investidores.

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Agora, enquanto o processo de liquidação continua, o Banco Central segue responsável pela apuração de ativos e passivos das instituições envolvidas na crise do Banco Master.

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