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Caso Master: qual é a situação atual do banco e das investigações
Publicado 12/03/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 12/03/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Banco Master: por que o BC diz que seguiu o rito mais rígido possível
O Banco Central (BC) decretou em 18 de novembro de 2025 a liquidação extrajudicial de instituições ligadas ao Conglomerado Master após identificar uma grave crise de liquidez e deterioração da situação financeira do grupo.
A decisão atingiu o Banco Master S.A., o Banco Master de Investimento S.A., o Banco Letsbank S.A. e a Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, entre outras.
O Banco Master Múltiplo S.A., por sua vez, foi colocado sob liquidação extrajudicial. A medida foi adotada após a autoridade monetária apontar violações às normas que regem o sistema financeiro nacional, de acordo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Com a decisão, as instituições passaram a ser administradas sob regimes especiais determinados pelo Banco Central. No caso das entidades em liquidação extrajudicial, o processo busca encerrar as atividades e apurar os ativos e passivos para pagamento de credores dentro das regras previstas em lei.
Assim como o Banco Master Múltiplo, o Will Financeira, de acordo com o FGC, também está em Liquidação Extrajudicial.
Leia também: Caso Master: Vorcaro e cunhado são transferidos para o interior de SP
O Conglomerado Master era classificado como uma instituição de pequeno porte dentro do sistema financeiro. Mesmo assim, a crise chamou a atenção do mercado.
De acordo com dados do Banco Central, o grupo Master representava 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
A legislação determina que, em casos como esse, os bens dos controladores e de ex-administradores das instituições atingidas fiquem indisponíveis. A medida busca garantir recursos para eventuais responsabilidades financeiras.
O Banco Central informou que continua apurando as irregularidades identificadas no conglomerado. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações para outros órgãos competentes, caso sejam identificados crimes.
A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central identifica irregularidades fiscais, dificuldades para cumprir obrigações financeiras ou situação de insolvência nas instituições, segundo publicado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Nesse regime, todas as operações do banco são suspensas, incluindo movimentações de entrada e saída de recursos. No caso do conglomerado Master, oito instituições foram afetadas pelo processo:
Leia também: “Tem muita coisa a vir à tona”, diz Girão ao pedir CPMI sobre caso Banco Master
O FGC já pagou R$ 32,5 bilhões a cerca de 580 mil credores do Banco Master no final de janeiro de 2026. O valor corresponde a 80,05% do total previsto e atende aproximadamente 75% dos investidores com direito à garantia, com pagamentos iniciados no dia 19 e acelerados após ajustes técnicos nos sistemas.
De acordo com a Agência Brasil, o fundo calcula que precisará de cerca de R$ 40,6 bilhões líquidos para cobrir as garantias da instituição, liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro, enquanto cerca de 20 mil pedidos ainda dependem de ação dos credores e podem passar por etapas extras de verificação para evitar fraudes.
Além disso, o FGC também terá de cobrir cerca de R$ 6,3 bilhões referentes ao Will Bank, cuja liquidação foi decretada nesta semana, mas o início dos pagamentos ainda depende do envio da base de dados dos credores pelo liquidante, e o limite de cobertura permanece em R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para todo o conglomerado do Banco Master.
A crise do banco também avançou para a esfera criminal. A Polícia Federal conduz a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes financeiros, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao grupo.
Na quarta-feira, 4 de março de 2026, o banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser preso preventivamente. A decisão judicial foi baseada em indícios de que as atividades ilícitas continuaram mesmo após a primeira fase da operação, de acordo com a publicação realizada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo os investigadores, o grupo teria mantido estratégias para ocultar recursos e dificultar o andamento das apurações.
Leia também: Quem é quem no caso Master: conheça os integrantes da ‘Turma’ de Daniel Vorcaro
De acordo com a Agência Brasil, a Corte também determinou o afastamento de alguns investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens que pode chegar a R$ 22 bilhões, medida adotada para impedir a movimentação de ativos associados ao grupo investigado e preservar valores possivelmente ligados às irregularidades apuradas.
Documentos da investigação indicam que o esquema estaria organizado em quatro núcleos. Um deles seria responsável pelas operações financeiras. Outro trataria da corrupção institucional.
Há ainda um núcleo voltado para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro e um grupo dedicado a monitoramento, intimidação e obstrução de Justiça.
De acordo com a Polícia Federal, Daniel Vorcaro é apontado como líder da estrutura. Entre os investigados aparecem pessoas com funções específicas dentro do grupo, incluindo operadores financeiros e responsáveis por coleta de informações.
Leia também: Dólar fecha em forte alta com tensão no Estreito de Ormuz e crise no Banco Master
A investigação também apura a participação de ex-servidores do BC que teriam prestado consultoria informal ao banqueiro, com repasse de informações sobre processos administrativos envolvendo o Banco Master.
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