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Brasil oferece “quantidade monstruosa” de oportunidades para capital de longo prazo, diz Eduardo Farhat, head do La Caisse
Publicado 26/06/2026 • 22:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/06/2026 • 22:10 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Brasil oferece uma “quantidade monstruosa” de oportunidades para investidores estrangeiros com estratégia de médio e longo prazo, afirmou Eduardo Farhat, head Brasil e América Latina do La Caisse, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O La Caisse administra recursos de 48 instituições da província de Quebec, no Canadá, incluindo fundos de pensão e seguradoras. Segundo Farhat, o fundo de investimento busca investimentos com horizonte de 20 a até 50 anos.
“Quando a gente vem fazer um investimento em um país como o Brasil, a gente está buscando esse tipo de horizonte”, afirmou.
Farhat disse que o La Caisse tem investimentos no país em linhas de transmissão, transporte de gás, logística, armazéns e shopping centers. Na América Latina, também citou posições no Chile, em setores como portos e energias renováveis.
Segundo ele, uma das vantagens do Brasil é oferecer “diversificação dentro da diversificação”. O país, afirmou, tem baixa correlação com economias como Estados Unidos e Canadá, além de diferentes setores para alocação de capital.
“Quando um investidor, especialmente do Hemisfério Norte, vem para o Brasil, ele está buscando uma economia que tem pouca correlação com a economia americana e com a economia canadense”, disse.
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O La Caisse investe no Brasil há cerca de 20 anos e abriu escritório físico no país em 2019. Globalmente, o Brasil responde por cerca de 2% do portfólio do fundo. Em infraestrutura, porém, a fatia chega a 8%.
Farhat disse que o setor é uma área prioritária para a gestora. Ele citou transmissão de energia, gás, rodovias, saneamento e renováveis como segmentos em que o Brasil avançou em regulação e atração de capital.
“O Brasil tem uma tradição regulatória relevante”, afirmou.
Segundo ele, a regulação de transmissão de energia, em vigor há cerca de 25 anos, ajudou a atrair de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões por ano em novos investimentos e modernizou a rede do país.
Farhat também destacou a nova lei do gás e o marco do saneamento como medidas com potencial transformador para atrair capital e melhorar serviços básicos.
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Siga o Times | CNBCO executivo diferenciou o capital estrangeiro institucional, de longo prazo, do chamado hot money, que entra e sai rapidamente dos mercados e tende a ampliar a volatilidade.
Para Farhat, países como o Brasil precisam atrair capital institucional com previsibilidade regulatória, estabilidade macroeconômica e solidez institucional.
“Isso é mais ou menos como um selo de qualidade daquela região, daquele país em si”, afirmou.
Ele disse que a capacidade de atrair esse tipo de recurso depende da atenção de governos à segurança jurídica e ao ambiente de negócios.
Segundo Farhat, o capital de longo prazo tem impacto direto na economia real, especialmente quando direcionado a infraestrutura e setores com alta necessidade de investimento.
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Apesar dos desafios regulatórios, econômicos e de infraestrutura, Farhat disse ser otimista com o ambiente de negócios brasileiro. Para ele, o maior risco está em investidores que entram no país em momentos de euforia e saem quando o ciclo fica adverso.
“As pessoas se machucam quando compram na alta e vendem na baixa”, afirmou.
O executivo disse que o Brasil tende a ser mais favorável para quem adota uma estratégia de médio e longo prazo, em vez de buscar ganhos rápidos.
Entre os resultados recentes do La Caisse no país, Farhat destacou a construção de credibilidade local desde a abertura do escritório e a atuação em ativos como transporte de gás.
Ele citou o investimento na Transportadora Associada de Gás (TAG) como transformacional para o setor. Segundo ele, quando o La Caisse entrou no capital da companhia, havia um grande cliente, a Petrobras. Hoje, são 35.
“O preço da molécula caiu, em termos reais, descontada a inflação, 17% em cinco anos. Isso viabiliza muita coisa e dá muito orgulho para a gente”, afirmou.
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