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Conheça a gigante do petróleo de US$ 70 bilhões que mira o boom dos data centers de I.A
Publicado 10/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 10/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Conheça a gigante do petróleo de US$ 70 bilhões que mira o boom dos data centers de I.A
A SLB, antiga Schlumberger, está ampliando sua atuação para aproveitar o avanço da inteligência artificial (I.A). Tradicionalmente ligada aos serviços para a indústria de petróleo e gás, a empresa agora aposta em sua experiência em energia, automação e tecnologia para entrar no mercado de data centers.
Com valor de mercado próximo de US$ 70 bilhões, a companhia busca aproveitar o forte crescimento dos investimentos em infraestrutura para I.A. A estratégia pode abrir uma nova frente de negócios para a SLB e, ao mesmo tempo, reduzir sua dependência dos ciclos de alta e baixa do petróleo, de acordo com a Fortune.
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Ao contrário de ExxonMobil e outras grandes produtoras de petróleo, a SLB não é dona dos principais ativos de produção. A companhia fornece serviços, equipamentos e tecnologias usados para perfuração, construção e completação de poços, caracterização do subsolo e outras etapas da exploração.
Com cerca de 109 mil funcionários em todo o mundo, a empresa atua em aproximadamente 100 países e mantém operações em regiões estratégicas para o setor energético. Essa presença internacional ajudou a consolidar a SLB como uma das principais fornecedoras de serviços para a indústria de petróleo e gás.
A companhia, porém, enfrenta um problema histórico: sua receita é mais sensível às oscilações do petróleo do que a de grandes produtoras. Isso significa que, quando os preços caem, os investimentos em exploração diminuem e os fornecedores de serviços costumam sentir o impacto com mais força.
É justamente a tecnologia que sustenta a nova estratégia da SLB. A empresa ampliou sua atuação para áreas como energia geotérmica, captura de carbono e extração de lítio. Além dessas frentes, seu negócio de soluções digitais e para data centers se tornou o segmento de crescimento mais rápido.
A experiência com automação não é recente. Em 1985, a empresa lançou a Schlumberger Information Network, como a primeira intranet corporativa baseada na Arpanet. Em 2008, também firmou uma parceria com a Nvidia, antes de a fabricante de chips ganhar a dimensão atual.
Hoje, sistemas de inteligência artificial da SLB ajudam a controlar operações de perfuração por meio da chamada geonavegação autônoma. Além disso, a companhia também desenvolveu tecnologias para interpretar dados subterrâneos e automatizar tarefas que antes dependiam diretamente de trabalhadores.
Em 2022, a mudança de Schlumberger para SLB reforçou a tentativa de apresentar a companhia como uma empresa de tecnologia e energia, e não apenas como uma prestadora tradicional do setor petrolífero.
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Siga o Times | CNBCA inteligência artificial abriu uma nova frente de crescimento. Enquanto empresas de energia buscam atender ao avanço da I.A principalmente com geração de eletricidade, a SLB quer participar da infraestrutura dos próprios data centers.
A companhia trabalha com gerenciamento digital de energia e construção modular. A proposta utiliza processos padronizados e fabricação fora do local para componentes como racks de servidores e sistemas de refrigeração, permitindo acelerar a construção e melhorar a eficiência das operações.
A oportunidade acompanha o forte aumento dos investimentos em infraestrutura para inteligência artificial. Os principais provedores de serviços de I.A projetaram gastos de aproximadamente US$ 710 bilhões em data centers na América do Norte somente em 2026.
Para a SLB, portanto, o mercado representa uma possibilidade de aplicar sua experiência em energia, automação e tecnologia em uma indústria que cresce rapidamente.
A busca por novos negócios também responde aos efeitos dos ganhos de eficiência no próprio setor petrolífero. Um poço que anteriormente poderia exigir cerca de 30 dias de trabalho pode, em determinadas operações, ser concluído em menos de uma semana.
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Para as produtoras, a redução do tempo representa ganhos de produtividade. Para empresas que fornecem equipamentos e serviços, entretanto, significa menos tempo de utilização das plataformas e potencial redução de receita.
Por isso, a SLB tenta diversificar sua atuação sem abandonar o mercado que construiu sua história. A companhia continua concentrada em serviços de petróleo e gás, mas utiliza sua experiência tecnológica para avançar em outras áreas.
Nesse cenário, os data centers de inteligência artificial aparecem como uma das principais apostas. Com uma capitalização de mercado próxima de US$ 70 bilhões e décadas de experiência em energia e automação, a SLB busca transformar a expansão da I.A em uma nova fonte de crescimento, combinando seu negócio tradicional com a infraestrutura necessária para sustentar a próxima geração de computação.
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