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Brazil Week: PagBrasil vê interesse de bancos dos EUA em integrar Pix a contas em dólar

Publicado 14/05/2026 • 16:08 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC no Brazil Summit, Ralf Germer disse que investidores e bancos americanos demonstram interesse em soluções ligadas ao Pix.
  • CEO da PagBrasil afirmou que estrangeiros enfrentam dificuldade para pagar no Brasil porque muitos estabelecimentos priorizam o Pix.
  • Empresa também trabalha em parceria para permitir que brasileiros usem Pix em estabelecimentos nos Estados Unidos.

A PagBrasil vê interesse de bancos americanos em integrar soluções que permitam a estrangeiros pagar via Pix no Brasil com débito em contas em dólar. É o que afirmou Ralf Germer, CEO da empresa de tecnologia de pagamentos, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Durante o Brazil Summit, evento promovido pelo canal de negócios em parceria com o Financial Times na Brazil Week, em Nova York, Germer disse que o Pix se tornou central para os pagamentos no Brasil, mas ainda cria barreiras para turistas e visitantes estrangeiros.

“O Brasil recebe o estrangeiro turista de braços abertos, com muito carinho, mas no momento de pagamento, que é muito importante, tem uma pressão importante”, afirmou.

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Segundo Germer, muitos estrangeiros relatam dificuldade ao visitar o Brasil porque não conseguem usar Pix, enquanto parte relevante dos pagamentos no país já ocorre por esse sistema.

“Eu escutei isso agora aqui falando com americanos, dizendo: ‘Eu viajo ao Brasil e, quando eu viajo, tenho problema que todo mundo está pagando com Pix e eu não posso’”, disse.

O CEO afirmou que a PagBrasil busca conversar com bancos americanos interessados em integrar, em seus próprios aplicativos, a possibilidade de liquidar um Pix no Brasil com débito em dólares na conta do usuário nos Estados Unidos.

“Estamos buscando bancos americanos que têm interesse de integrar nas suas soluções, no app do banco, a possibilidade de liquidar um Pix do Brasil com débito em dólares na conta do usuário americano”, afirmou.

Germer disse que o tema está sendo discutido nos Estados Unidos e que a Brazil Week é uma oportunidade para ouvir os dois lados: investidores e empresas americanas interessados no Brasil e brasileiros interessados no mercado americano.

“É bem interessante escutar dos dois lados como os Estados Unidos veem o Brasil e como o Brasil vê as oportunidades nos Estados Unidos”, disse.

A PagBrasil também trabalha em outra frente: permitir que brasileiros paguem com Pix em estabelecimentos nos Estados Unidos. Segundo Germer, a empresa fechou parceria com um dos maiores adquirentes do mercado americano, presente em grandes comércios no país.

“Fizemos uma parceria com eles para também dar a possibilidade de o brasileiro pagar com Pix em estabelecimentos americanos”, afirmou.

O executivo destacou que o Pix, apesar de ser uma infraestrutura criada pelo Banco Central, abre espaço para atuação da iniciativa privada. Para ele, o sistema não deve ser visto apenas como concorrente de outras estruturas financeiras, mas como uma base eficiente para inovação.

“Eu vejo como uma infraestrutura do futuro, muito eficiente, que promove inclusão financeira. Mas, em cima disso, é a iniciativa privada que constrói tudo”, disse.

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Germer comparou o Pix a uma rede de estradas: a infraestrutura é definida pelo poder público, mas a execução e as soluções para o usuário são construídas por bancos e empresas de tecnologia.

“O Pix é uma infraestrutura básica e tudo que o usuário usa é feito por bancos, por empresas como a PagBrasil”, afirmou.

Segundo ele, há espaço para capital estrangeiro investir em soluções que melhorem a experiência de pagamento e criem novas possibilidades sobre essa infraestrutura.

“Existe muita possibilidade de inovar, de investir e criar soluções que melhoram a experiência ou criam novas possibilidades no futuro”, disse.

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