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Caixa elevado indica postura defensiva de Berkshire Hathaway no mercado global

Publicado 05/05/2026 • 18:38 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Berkshire Hathaway encerrou sua reunião anual com um caixa recorde de $ 189 bilhões.
  • Gustavo Cruz explicou que o acúmulo de capital reflete a dificuldade de encontrar oportunidades atraentes após uma sucessão de recordes nos índices globais.
  • O especialista destacou que o mercado financeiro vive sob o temor de possíveis bolhas em setores de alto crescimento e no crédito privado.

A Berkshire Hathaway encerrou sua reunião anual com um caixa recorde de US$ 189 bilhões (aproximadamente R$ 931,6 bilhões), sinalizando uma postura defensiva diante de ativos com preços considerados esticados. Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, explicou que o acúmulo de capital reflete a dificuldade de encontrar oportunidades atraentes após uma sucessão de recordes nos índices globais.

“As empresas ficaram com o chamado valuation, ou seja, aquela quantidade de recursos dentro do preço da ação, muito esticado. Diante disso, eles entendem que o mercado está um pouco mais escasso, mantendo o histórico de serem tradicionais e focarem em empresas bem consolidadas”, analisou o estrategista.

Cruz destacou que o mercado financeiro vive sob o temor de possíveis bolhas em setores de alto crescimento e no crédito privado. Ele afirmou que o mercado está dividido entre dois principais riscos de bolha: um relacionado às empresas de inteligência artificial, devido aos investimentos considerados muito elevados em data centers, e outro ligado ao crédito privado americano.

Segundo ele, caso não houvesse o conflito no Oriente Médio, haveria discussões frequentes sobre a existência de uma bolha no setor de IA.

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Segundo Cruz, a manutenção de taxas de juros elevadas nos Estados Unidos, entre 3,5% e 3,75%, tem tornado os títulos do Tesouro (T-bills) uma alternativa de alocação extremamente viável para gigantes como a de Warren Buffett. Quanto à sucessão e inovação, o cenário aponta para uma possível abertura a novas frentes tecnológicas, embora o foco permaneça na infraestrutura sólida.

“A Apple já não está mais na ponta da inovação tecnológica disruptiva, e o Greg Abel parece mais aberto a essas mudanças. A inteligência artificial já se prova lucrativa para quem faz a estrutura e componentes, como a Nvidia, que ultrapassou a Apple em valor de mercado. Essas empresas de infraestrutura são alvos para um investidor conservador”, declarou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Por fim, ele ponderou que a ponta final da tecnologia ainda oferece riscos de lucratividade semelhantes aos vistos em startups da década passada. “Empresas como OpenAI ou Anthropic não oferecem as garantias de lucro imediato que a Berkshire Hathaway busca. Elas lembram o que aconteceu com o Uber: uma escala rápida na adoção, mas com lucratividade ainda como uma promessa distante no horizonte”.

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