CNBC

CNBCAnthropic se une a Goldman Sachs e Blackstone em investimento de US$ 1,5 bi para levar IA a centenas de empresas

Tecnologia & Inovação

Infraestrutura e energia devem concentrar valor da inteligência artificial, avalia CEO da IA Academy sobre a Berkshire Hathaway

Publicado 05/05/2026 • 13:09 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Crescimento da inteligência artificial aumenta demanda por servidores, data centers e energia, deslocando foco do investimento.
  • Expansão de empresas e modelos próprios de IA deve pressionar infraestrutura global nos próximos anos.
  • Apostas em plataformas podem ser mais arriscadas do que investir na base tecnológica que sustenta o setor.

O avanço da inteligência artificial deve gerar mais valor na infraestrutura do que nas próprias aplicações, à medida que cresce a demanda por processamento, servidores e energia, segundo Pettrus Vaz, CEO da plataforma IA Academy, ao comentar a estratégia cautelosa sinalizada por Greg Abel, sucessor de Warren Buffett na Berkshire Hathaway.

Em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (5), ele avalia que o mercado ainda concentra atenção nas aplicações visíveis da tecnologia, enquanto a base que sustenta esse crescimento tende a se tornar o principal gargalo. “A IA não roda no ar, ela precisa de infraestrutura para acontecer”, afirmou, ao destacar que a expansão do setor exige investimentos crescentes em data centers, servidores e energia elétrica.

Crescimento pressiona infraestrutura global

O avanço acelerado da inteligência artificial desde o lançamento de ferramentas como o ChatGPT intensificou a criação de novas empresas e soluções no setor. “Estamos vendo uma multiplicação de plataformas e ferramentas, mas todas dependem de uma estrutura robusta por trás”, disse Vaz.

Leia também: Ações da Intel disparam após sinalizar retomada e avanço na corrida da inteligência artificial

Segundo ele, esse movimento tende a se ampliar nos próximos anos, com empresas buscando desenvolver modelos próprios. “Vai chegar um momento em que não teremos apenas algumas grandes empresas, mas dezenas ou centenas operando suas próprias IAs”, pontuou.

Esse cenário deve elevar significativamente a demanda por recursos computacionais. “Esses sistemas exigem servidores, refrigeração e consomem muito mais energia”, explicou, ao destacar que a infraestrutura atual pode não ser suficiente para suportar essa expansão.

Energia pode se tornar gargalo

Na visão do executivo, o aumento do uso da inteligência artificial pode transformar a disponibilidade de energia em um fator crítico. “A infraestrutura e a energia vão se tornar um problema se o mercado não começar a olhar para isso agora”, alertou.

Leia também: Meta assina acordo multibilionário com Amazon para usar chips em inteligência artificial

Ele ressalta que o crescimento do setor ainda está em fase inicial. “Cerca de 84% do mundo nunca acessou uma IA, ou seja, estamos só no começo”, destacou, ao indicar o potencial de expansão da tecnologia.

Investimento em aplicações é mais incerto

Apesar do entusiasmo com o setor, Vaz avalia que investir diretamente em plataformas de inteligência artificial pode ser mais arriscado. “Criar uma empresa de IA hoje não garante longevidade; muitas podem deixar de existir em pouco tempo”, afirmou.

Segundo ele, o avanço das grandes empresas de tecnologia pode inviabilizar modelos menores. “Big techs conseguem resolver rapidamente problemas específicos e acabam eliminando startups que atuam nesses nichos”, explicou.

Infraestrutura oferece maior previsibilidade

Diante desse cenário, o especialista vê maior segurança em investimentos voltados à base tecnológica do setor. “Investir na infraestrutura é muito mais garantido do que apostar em uma plataforma específica”, disse.

Leia também: Inteligência artificial avança no e-commerce e ajuda pequenos negócios a ganhar escala

Ele destaca que empresas que buscam independência tecnológica precisarão ampliar seus investimentos. “Quando uma empresa decide criar sua própria IA, o custo e a complexidade aumentam muito, principalmente em data centers”, ressaltou.

Visão de longo prazo orienta estratégia

Para Vaz, a leitura de executivos como Greg Abel reflete uma visão estratégica alinhada ao histórico da Berkshire Hathaway. “É uma análise de quem olha para o médio e longo prazo, entendendo onde estará o valor daqui a alguns anos”, afirmou.

O executivo conclui que o mercado ainda está ajustando suas prioridades. “Muitos estão olhando apenas para as aplicações, mas o verdadeiro diferencial pode estar na estrutura que sustenta toda essa evolução”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Tecnologia & Inovação