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Casas Bahia corta 90% da publicidade e deixa patrocínio do Brasileirão
Publicado 05/09/2026 • 11:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/09/2026 • 11:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Centros de distribuição da Casas Bahia em Minas Gerais e no Paraná são alvo de ações judiciais movidas pelo fundo imobiliário HSI Logística por falta de pagamento de aluguéis.
A Casas Bahia suspendeu cerca de 90% de seus contratos de publicidade e deixou o grupo de patrocinadores das transmissões do Campeonato Brasileiro pela CazéTV e pelo YouTube. O corte também atingiu anúncios em grandes emissoras de televisão aberta.
A mudança ocorre enquanto o Grupo Casas Bahia passa por recuperação judicial. No futebol, a varejista deixou uma cota publicitária avaliada em R$ 185 milhões.
O contrato permitia a saída antes do fim do acordo mediante o pagamento de uma multa, cujo valor não foi divulgado.
O espaço comercial passou a ser ocupado por Magalu e Netshoes, empresas do grupo Magazine Luiza, que concorre com as Casas Bahia em áreas como eletrodomésticos e eletrônicos.
Leia também: Energia, gás e telecom: quais serviços a Casas Bahia teme perder durante recuperação judicial?
A redução também alcançou contratos com a Globo, a Record, o SBT e a Band. As últimas ações publicitárias previstas nesses acordos foram exibidas em 21 de agosto.
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Siga o Times | CNBCA Casas Bahia informou às emissoras que não teria condições de cumprir os compromissos de publicidade previstos para o restante do ano. A empresa também usou uma cláusula do contrato para deixar o patrocínio do Brasileirão, segundo o Economic News Brasil.
Procurada, a companhia não detalhou quais contratos foram encerrados nem informou quanto pretende economizar com a redução da publicidade. Disse apenas que as negociações com fornecedores são tratadas individualmente no processo de recuperação judicial e não informou se o corte faz parte de um plano específico de redução de gastos.
O Grupo Casas Bahia entrou em recuperação judicial com R$ 17,3 bilhões em dívidas. A Justiça suspendeu, por 180 dias, determinadas cobranças e ações contra a empresa. Esse período permite que a companhia negocie com credores enquanto mantém suas operações.
A redução da publicidade representa uma mudança importante para uma marca que historicamente teve forte presença na televisão e, mais recentemente, também passou a investir em transmissões de futebol pela internet.
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