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Casas Bahia: quem fundou a varejista e como tudo começou

Publicado 18/08/2026 • 09:37 | Atualizado há 60 minutos

KEY POINTS

  • A Casas Bahia atravessa um dos momentos mais delicados de sua história financeira.
  • O grupo entrou com pedido de recuperação judicial e informou R$ 17,3 bilhões em dívidas.
  • A crise atual acontece após a empresa se transformar em uma das maiores redes varejistas do país.
Casas Bahia

Foto: Casas Bahia

Casas Bahia quem fundou a varejista e como tudo começou

A Casas Bahia atravessa um dos momentos mais delicados de sua história financeira. O grupo entrou com pedido de recuperação judicial e informou R$ 17,3 bilhões em dívidas em meio à piora dos resultados e a um cenário de juros altos.

A crise atual acontece após a empresa se transformar em uma das maiores redes varejistas do país. Mesmo com a pressão financeira, o grupo informou que pretende manter as atividades normalmente.

Leia também: Quem é o novo dono das Casas Bahia, que agora controla 85,5% da empresa?

Criação das Casas Bahia

O empresário polonês Samuel Klein criou a Casas Bahia em 1957, em São Caetano do Sul, cinco anos depois de chegar ao Brasil. No início, a empresa concentrava as vendas em produtos de cama, mesa e banho. 

Depois, a empresa brasileira ampliou o catálogo para móveis e eletrodomésticos. A Casas Bahia ganhou espaço no mercado após permitir que os clientes parcelassem as compras feitas. A estratégia aproximou a marca do público de menor renda e ajudou a Casas Bahia a crescer no mercado brasileiro.

Casas Bahia: quem fundou a varejista e como tudo começou
Foto: Divulgação

Expansão para outros estados

A partir dos anos 1970, a Casas Bahia levou suas lojas para a capital paulista e para o litoral de São Paulo. Em 1993, a empresa chegou a Minas Gerais e abriu sua primeira unidade fora do estado de origem.

A companhia também chegou ao Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. No começo dos anos 2000, Goiás e Distrito Federal entraram no mapa da rede, que alcançou a marca de 300 lojas.

Casas Bahia e Pão de Açúcar

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Além da expansão para outros estados do Brasil, uma mudança importante aconteceu em 2009. O Grupo Pão de Açúcar, que já controlava o Ponto Frio, fechou um acordo de associação com as Casas Bahia.

No ano seguinte, a Globex, controladora do Ponto Frio, passou a reunir lojas, marca, estoques, centros de distribuição, crediário e a fábrica de móveis. Em 2012, a empresa adotou o nome Via Varejo.

Entretanto, a família Klein reduziu sua participação nos anos seguintes. Em 2019, o GPA vendeu suas ações, e a companhia passou a ter o capital distribuído entre diferentes investidores. A empresa mudou o nome para Via em 2021 e, dois anos depois, adotou Grupo Casas Bahia, que segue até os dias de hoje.

Recuperação judicial

Mesmo com uma trajetória de expansão e protagonismo no mercado de varejo, a companhia vem atravessando uma forte crise financeira nos últimos anos. Em 2024, o grupo buscou uma recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas.

Em 2025, a Mapa Capital assumiu cerca de 85,5% do capital após converter debêntures em ações. A operação reduziu a dívida corporativa em R$ 1,6 bilhão, mas não encerrou os problemas financeiros.

Leia também: Juros agravam crise de gigantes como Casas Bahia, Marabraz e GPA –  e queda discreta da Selic não resolve o problema

2026 desafiador

No segundo trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia registrou prejuízo líquido contábil de R$ 10,1 bilhões. A companhia atribuiu R$ 9,1 bilhões desse valor a efeitos contábeis não recorrentes ligados à segunda fase de seu plano de transformação. Mesmo sem esses efeitos, o prejuízo ajustado chegou a R$ 978 milhões.

Dessa forma, as Casas Bahia também fecharam 298 lojas nos últimos 12 meses. Agora, o grupo tenta reorganizar uma dívida de R$ 17,3 bilhões na recuperação judicial, quase sete décadas depois do início das operações.

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