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CEO do Sem Parar Empresas vê IA como ferramenta para reduzir custos de frotas

Publicado 10/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Wagner Gramigna afirmou que o mercado de mobilidade corporativa ainda é fragmentado e tem processos manuais.
  • Executivo disse que combustível representa cerca de 40% a 50% dos custos das frotas.
  • IA deve permitir decisões em tempo real sobre rotas, manutenção e eficiência operacional.

A inteligência artificial deve mudar a gestão de frotas ao permitir decisões em tempo real sobre rotas, combustível, manutenção e custos operacionais, afirmou Wagner Gramigna, CEO do Sem Parar Empresas, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo o executivo, o mercado de mobilidade corporativa vive um momento de transformação, impulsionado pela digitalização e pela busca das empresas por mais eficiência. O Sem Parar Empresas, disse ele, deixou de ser uma solução concentrada em pedágios para atuar como plataforma de mobilidade corporativa.

“A gente começou como Sem Parar Empresas com a tag, ou seja, a passagem pelo pedágio, mas faz parte de um ecossistema muito maior”, afirmou.

Gramigna disse que a empresa passou a oferecer soluções de gestão de frotas, combustível, pedágio, débitos veiculares e outros produtos voltados ao gestor de frota. O objetivo, segundo ele, é reduzir a fragmentação do setor e melhorar a gestão de despesas e de fluxo de caixa.

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O executivo afirmou que o mercado ainda opera com vários fornecedores diferentes e muitos processos manuais, o que aumenta a complexidade para empresas de transporte, embarcadores e transportadores.

“Esse é um mercado hoje ainda de transporte e de mobilidade corporativa bastante fragmentado, onde tem desafios importantes de despesas e de cash flow”, disse.

Segundo Gramigna, essa fragmentação reduz a eficiência em um setor que já trabalha com margens apertadas. Ele citou o combustível como um dos principais custos da operação, representando cerca de 40% a 50% das despesas.

Também entram na conta gastos com manutenção, multas, tributos e motoristas.

A tecnologia, segundo o CEO, permite integrar essas informações em plataformas inteligentes, dando ao gestor de frota uma visão mais completa da operação e base para decisões mais rápidas.

“A tecnologia muda esse patamar, porque consegue desfragmentar esse negócio criando plataformas inteligentes de conexão de todas essas necessidades operacionais”, afirmou.

Gramigna disse que os desafios logísticos do Brasil ampliam a necessidade de gestão mais eficiente. O modal rodoviário segue como principal meio de transporte no país, e custos como combustível e infraestrutura pressionam as margens das empresas.

Para ele, ferramentas baseadas em dados podem ajudar companhias a lidar melhor com esse cenário.

“Ter módulos inteligentes, ter uma série de ferramentas e tomadas de decisão muito mais apropriadas e voltadas para dados faz com que você tome decisões melhores”, disse.

O executivo afirmou que a inteligência artificial deve levar essa transformação a uma nova etapa. Hoje, segundo ele, muitas decisões ainda são tomadas com base em dados pouco estruturados e baixa capacidade analítica.

Com IA, a expectativa é reunir diferentes informações da operação e transformá-las em recomendações mais precisas para o negócio.

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“A inteligência artificial muda tudo nessa indústria de mobilidade, como em tantas outras indústrias”, afirmou.

Gramigna disse que a IA deve sair de um modelo apenas informacional, baseado em dados e dashboards, para uma fase “agêntica”, com agentes capazes de apoiar decisões em tempo real.

Na prática, isso pode permitir alterar rotas para reduzir consumo de combustível, antecipar manutenções e melhorar a disponibilidade dos veículos.

Segundo o CEO, a manutenção preventiva e preditiva pode trazer ganhos de eficiência de 15% a 20%.

“Você vai trazer agentes que vão ajudar as empresas a tomar melhores decisões em tempo real”, afirmou.

Para Gramigna, esse avanço deve tornar a gestão de frotas mais digital, integrada e estratégica. A mobilidade corporativa, disse ele, deixa de ser apenas um serviço operacional e passa a influenciar diretamente a competitividade das empresas.

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