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EXCLUSIVO: IA precisa sair dos testes e gerar resultado, diz Leandro Lima, da Snowflake Brasil

Publicado 10/06/2026 • 18:33 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Leandro Lima, country manager da Snowflake Brasil, afirma que dados confiáveis e governados são base para adoção segura de IA.
  • Executivo diz que empresas entram em uma terceira fase da tecnologia, marcada por agentes e assistentes autônomos.
  • Segundo ele, o diferencial competitivo virá do uso de dados próprios, e não de informações genéricas disponíveis ao mercado.

A inteligência artificial entrou em uma nova fase dentro das empresas, mais focada em retorno financeiro, automação e decisões de negócio do que em testes isolados. É o que avalia Leandro Lima, country manager da Snowflake Brasil.

Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante o Web Summit Rio, o executivo disse que a adoção corporativa da IA depende de uma base sólida de dados, com governança, segurança e acesso organizado às informações.

“A Snowflake tem um papel exatamente de ser essa ponte entre o ativo que cada cliente, que cada empresa gera no seu dia a dia transacional, conhecendo o seu cliente”, afirmou.

Segundo Lima, o desafio das empresas é transformar dados dispersos em informações acessíveis para diferentes áreas do negócio, sem perder controle sobre segurança e privacidade.

“A gente chama de governar os dados: como é que eu normalizo isso e torno esse dado acessível para os diferentes públicos dentro das empresas”, disse.

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Dados como ativo estratégico

Lima afirmou que a proposta da Snowflake é oferecer uma plataforma única para organizar, proteger e disponibilizar dados a empresas de diferentes portes.

Segundo ele, a gestão correta das informações permite consultas, cruzamentos de dados, geração de insights e decisões mais rápidas, tanto em tempo real quanto a partir de dados históricos.

“Como é que eu me conecto com esses dados, entendo e organizo isso, e entrego ferramentas para que o público possa fazer consultas, tirar insights de inovação, fazer cruzamentos de informações que permitem tomar decisões mais rápidas”, afirmou.

Para o executivo, o diferencial competitivo das empresas dependerá cada vez mais da capacidade de usar dados próprios de forma segura e confiável.

“Se for um dado genérico, o impacto para a sua empresa e para as outras é o mesmo. E aí você perde o grande diferencial”, disse.

Terceira geração da IA

Lima afirmou que a inteligência artificial vive uma terceira etapa de desenvolvimento no ambiente corporativo. A primeira foi marcada pela IA preditiva; a segunda, pela IA generativa; e a atual, pela chamada IA agêntica.

“Eu gosto pessoalmente de dizer que a gente está na terceira geração da IA”, afirmou. “A terceira é essa IA agêntica, em que a gente fala de assistentes e agentes que têm essa capacidade de trabalhar sem a minha intervenção.”

Segundo o executivo, essa nova fase deve permitir análises mais autônomas, cruzamento de dados e preparação de informações antes da tomada de decisão humana.

Para Lima, a tecnologia não elimina o papel das pessoas nas empresas, mas amplia a capacidade de atuação dos profissionais.

“O ser humano, na sua importância ontem, hoje e amanhã, tem mais subsídio em mãos para conseguir influenciar mais decisões, tocar mais temas dentro da empresa”, afirmou.

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De pilotos para resultado

O executivo disse que o mercado ainda vive um momento de forte interesse em IA, com muitas empresas testando e criando protótipos. A mudança, segundo ele, é que a prioridade passa a ser levar essas iniciativas para produção e medir resultados.

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“Sem dúvida, é um hype. Todo mundo está pilotando, prototipando, tentando fazer isso se tornar produção”, disse.

Na avaliação de Lima, a próxima etapa será aplicar ferramentas já validadas de IA a problemas concretos das empresas, com acompanhamento de indicadores como retorno sobre investimento, tempo de resposta e melhoria de NPS.

“A tendência agora é como a gente prova valor pegando dores de negócio, implementando ferramentas de IA já validadas e provadas, e medindo o resultado disso com ROI, com ciclos de resposta mais rápida, com melhoria de NPS”, afirmou.

Segurança e governança

Lima destacou que a expansão da IA nas empresas exige atenção a fundamentos como confiabilidade, governança e controle de acesso aos dados.

Segundo ele, companhias precisam garantir que cada usuário veja apenas as informações necessárias para sua função e que os dados mais valiosos não vazem.

“Como é que eu garanto que os dados são confiáveis? Como é que eu garanto que cada um dos usuários enxerga tão somente aquilo que lhe interessa?”, afirmou.

Para o executivo, a consolidação da IA agêntica será mais do que uma tendência. Será uma necessidade para empresas que querem ganhar eficiência e se diferenciar no mercado.

“Para mim, é a consolidação dessa terceira onda da IA, que é mais do que uma tendência. É uma necessidade de diferenciação e de trazer resultados para as empresas”, disse.

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