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Câncer de pâncreas: terapia tripla elimina tumores em testes e traz nova esperança contra a doença
Publicado 30/01/2026 • 10:27 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 30/01/2026 • 10:27 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Cientistas espanhóis desenvolveram uma terapia combinada de medicamentos capaz de eliminar por completo tumores pancreáticos em testes laboratoriais. Aplicado em camundongos, o tratamento não apenas promoveu a regressão total da doença, como também bloqueou o surgimento de resistência aos fármacos, contornando um dos principais desafios enfrentados pela medicina oncológica moderna.
Caracterizado por uma evolução silenciosa em seus estágios iniciais, o câncer de pâncreas costuma manifestar sintomas variáveis apenas em fases avançadas. O adenocarcinoma representa a grande maioria dos casos, respondendo por mais de 90% dos registros. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a dificuldade de detecção precoce aliada ao comportamento agressivo da doença resulta em elevados índices de mortalidade.
Publicado na revista PNAS em dezembro de 2025, o estudo foi coordenado por Mariano Barbacid, diretor do Grupo de Oncologia Experimental do Centro Nacional de Pesquisa Oncológica da Espanha (CNIO). Os resultados demonstraram a eliminação total dos tumores em modelos animais em um período de três a quatro semanas.
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A eficácia da intervenção foi acompanhada por um perfil de segurança positivo: mesmo após 200 dias sem medicação, os camundongos permaneceram curados e não apresentaram sinais de toxicidade decorrentes da terapia.
A estratégia combina três compostos voltados à interrupção do crescimento das células malignas. Um deles ataca diretamente o oncogene KRAS, apontado como o principal motor do câncer de pâncreas, enquanto os demais atuam sobre as proteínas EGFR e STAT3, fundamentais para as vias de sinalização que sustentam a progressão tumoral.
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Embora os resultados laboratoriais sejam promissores, a pesquisa segue em fase experimental, com o foco voltado agora para o refinamento das substâncias antes do início dos testes em humanos. Um diferencial relevante destacado pelos cientistas é que a terapia agiu de forma independente do sistema imunológico, sugerindo um potencial de eficácia mesmo para pacientes com a imunidade debilitada.
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