Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Evento reúne ministro e lideranças para debater do consultório à IA, analisando inovação, regulação e os rumos da saúde no Brasil
Publicado 13/01/2026 • 13:27 | Atualizado há 5 meses
Ações asiáticas ligadas a semicondutores sobem após recuperação de concorrentes nos EUA
OpenAI protocola confidencialmente seu pedido de IPO, preparando Wall Street para uma estreia estrondosa na área de IA
Marvell dispara após entrada no S&P 500 e reforça protagonismo na corrida da inteligência artificial
Novo Nordisk e Eli Lilly disputam mercado de pílulas GLP-1 enquanto se preparam para cobertura do Medicare
Nvidia e SK devem anunciar parceria enquanto Huang alerta para escassez prolongada de chips
Publicado 13/01/2026 • 13:27 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC realiza no dia 20 de janeiro o evento “Brasil 2030: Saúde e Consumo – Tendências, Inovação e Futuro do Setor”. O encontro vai reunir autoridades e lideranças do mercado para debater as transformações que têm redesenhado a saúde no país. Entre os temas estão a jornada do paciente, os novos modelos de cuidado, o avanço da medicina de precisão, da inteligência artificial e a sustentabilidade do sistema.
A abertura do evento ficará a cargo do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na sequência haverá uma palestra do presidente da ANVISA, Leandro Safatle. A proposta é discutir desafios e oportunidades em um setor que combina pressão por eficiência, demanda crescente, inovação acelerada e a necessidade de ampliar o acesso com qualidade. Todo o evento será apresentado e mediado pela âncora do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Christiane Pelajo.
Leia mais: Novidade no ar na CNBC em todo mundo
Na sequência, a discussão sobre terapias inovadoras, o avanço das doenças crônicas e a evolução da relação entre consumidores e serviços de saúde terá a participação do vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novo Nordisk Brasil, Leonardo Bia; da CEO do Grupo Sabin, Lídia Abdalla; e do presidente do CNSaúde, Breno Monteiro.
Também estarão em pauta os desafios ligados ao diagnóstico avançado, ao uso estratégico de dados, à inteligência artificial e à medicina personalizada, com a presença da presidente do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui; do CEO da Horuss AI, médico e comunicador em inovação, Dr. Pedro Batista; e do sócio e líder de Health Sciences and Wellness da EY Brasil, Leandro Berbert.
Outro eixo de discussão envolve a pesquisa clínica, a produção nacional, as cadeias produtivas e a sustentabilidade econômica do sistema. Participam da conversa o diretor de relações institucionais da Eurofarma, Walker Lahmann; o diretor-executivo da FENASAÚDE, Bruno Sobral; e o presidente da GEAP, Douglas Vicente Figueredo.
Além dos debates, o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC fará cobertura especial do encontro, com entradas ao vivo e uma entrevista especial com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A programação aborda desde políticas públicas e regulação até inovação, diagnóstico avançado, medicina de precisão, uso de dados, indústria farmacêutica e sustentabilidade do sistema, com foco no novo perfil do paciente-consumidor. O encontro se encerra com um momento dedicado ao relacionamento institucional, imprensa e networking executivo.
9h – 9h20: Abertura
Alexandre Padilha, Ministro da Saúde do Brasil
9h20 – 9h20: Palestra ANVISA
Leandro Safatle, Presidente da ANVISA
9h40 – 10h20: Painel 1 — Saúde, Inovação e o Novo Paciente-Consumidor
Foco: terapias inovadoras, doenças crônicas, jornada do paciente e novos modelos de cuidado
Participantes: Leonardo Bia – Vice-Presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novo Nordisk Brasil; Breno Monteiro – Presidente, CNSaúde; David Basbaum – Presidente, GEAP
10h20 – 11h: Painel 2 — Diagnóstico, Medicina de Precisão e Tecnologia em Saúde Foco: diagnóstico avançado, IA, medicina personalizada e uso de dados
Participantes: Walker Lahmann – Diretor Executivo da Eurofarma; ; Lídia Abdalla – CEO do Grupo Sabin
11h – 11h40: Painel 3 — Indústria Farmacêutica, Produção e Sustentabilidade do Sistema
Foco: indústria farmacêutica, pesquisa clínica, produção nacional e sustentabilidade econômica
Participantes: Jeane Tsutsui – presidente do Grupo Fleury ; Dr. Pedro Batista – CEO, Horuss AI | Médico e comunicador em inovação
11h40 – 12h: Encerramento & Networking
Relacionamento institucional, imprensa e networking executivo
Ao abrir o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o sistema de saúde brasileiro enfrenta dois desafios estruturais centrais: a crise climática e o envelhecimento da população. Segundo ele, as mudanças no clima já impactam diretamente a saúde pública, com a disseminação de doenças antes restritas a determinadas regiões e a paralisação de hospitais em razão de tragédias ambientais.
Padilha destacou ainda que o envelhecimento é um avanço social, mas exige adaptação do sistema, com mais investimentos em prevenção, diagnósticos precoces e medicamentos modernos. O ministro ressaltou a importância da vacinação, da produção nacional de insumos estratégicos e do combate ao negacionismo científico, citando campanhas de imunização e avanços na fabricação de vacinas e insulina no país.
Em seguida do Ministro, quem palestrou foi Leandro Safatle que afirmou que a Anvisa está entre as três maiores agências reguladoras do mundo e ressaltou o amplo escopo de atuação do órgão, que envolve medicamentos, suplementos alimentares, vacinas, cosméticos, agrotóxicos e outros produtos estratégicos para a saúde e o consumo.
Segundo ele, o principal desafio é atender às demandas da sociedade com mais eficiência, especialmente diante do acúmulo de pedidos de registro. Safatle destacou que a agência vem realizando investimentos robustos em sua estrutura para reduzir as filas de análise, agravadas durante a pandemia e por um período prolongado de falta de investimentos.
“A Anvisa tem um escopo muito amplo. Nós cuidamos de medicamentos, suplementos alimentares, vacinas, cosméticos, agrotóxicos e muitos outros produtos. O nosso desafio é atender às demandas da sociedade com a maior precisão e rapidez possível, por isso estamos fazendo investimentos robustos na estrutura da agência, principalmente para reduzir as filas de análise de novos pedidos de registro, que foram agravadas na pandemia e pela falta de investimentos anteriores.”
Safatle também destacou o papel da tecnologia nesse processo. “Em 2026, o investimento em inteligência artificial vai crescer 200%”, afirmou. Segundo ele, a ampliação do uso de IA deve agilizar a triagem de informações, automatizar respostas e aprimorar a classificação de riscos, contribuindo para processos regulatórios mais eficientes.
Além disso, o presidente da Anvisa ressaltou o reforço do quadro técnico. Ele afirmou que a agência está concluindo a contratação de mais de 100 especialistas, que acabaram de encerrar o treinamento, e que um novo concurso público está em elaboração para ampliar ainda mais a capacidade operacional do órgão.
Leonardo Bia no evento “Brasil 2030: Saúde e Consumo – Tendências, Inovação e Futuro do Setor” apontou que não é possível falar de inovação na medicina sem mencionar a semaglutida, princípio ativo do Ozempic.
Segundo ele, o Brasil teve participação relevante nas pesquisas clínicas e acesso precoce à molécula, há mais de 15 anos, o que reforça o papel do país no desenvolvimento de terapias inovadoras.
O executivo destacou que a semaglutida foi reconhecida como uma das maiores invenções do século 21, comparável a produtos disruptivos como o iPhone, pelo impacto na forma de tratar doenças crônicas e na qualidade de vida dos pacientes.
“A semaglutida foi reconhecida como uma das maiores invenções do século 21. O Brasil participou das pesquisas, teve acesso a essa droga há mais de 15 anos, e isso mostra a importância do país no ecossistema global de inovação em saúde.”
Ao abordar o ambiente regulatório, Bia lamentou o tempo de tramitação do registro no país. Segundo ele, a Novo Nordisk depositou a patente no Brasil há cerca de 20 anos, mas a aprovação pela Anvisa levou 13 anos, e a patente está prestes a expirar. Para o executivo, esse cenário desestimula investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no país.
Já Breno Monteiro, presidtente da CNSáude sinalizou em sua palestra que os indicadores de qualidade da educação médica no Brasil são preocupantes e representam um risco direto para o sistema de saúde e para a população. Segundo ele, os dados mais recentes evidenciam falhas estruturais na formação de novos profissionais.
De acordo com o presidente da CNSaúde, números do Enamed mostram que um em cada três formados em medicina não reúne condições adequadas para exercer a profissão ou ingressar em programas de residência médica. Na avaliação dele, esse contingente acaba sendo direcionado principalmente para atendimentos de emergência, o que compromete a qualidade do cuidado oferecido à população.
“Os indicadores de qualidade da educação médica são assustadores. Segundo o Enamed, um em cada três formados não tem condições de exercer a medicina nem de fazer uma residência. Eles acabam alocados nas emergências, atendendo mal a população, o que representa um desperdício de dinheiro público.”
Monteiro defendeu que esses profissionais não deveriam ingressar no mercado de trabalho sem passar por processos de requalificação. Para ele, permitir a atuação sem preparo adequado amplia ineficiências no sistema de saúde e compromete tanto a segurança dos pacientes quanto a sustentabilidade do setor.
Breno Monteiro afirmou que a construção de um modelo estável de saúde suplementar passa, necessariamente, pela recuperação da confiança do mercado e dos pacientes. Segundo ele, a judicialização excessiva é hoje um dos principais entraves para a sustentabilidade do setor.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleDe acordo com o presidente da CNSaúde, a busca por maior previsibilidade envolve a adoção rigorosa das melhores práticas médicas. Isso inclui evitar solicitações desnecessárias de exames, tratamentos excessivos e procedimentos que não trazem ganho clínico real ao paciente, mas elevam significativamente os custos do sistema.
“A única forma de estabelecer um modelo estável de saúde suplementar é ganhar a confiança do mercado. A judicialização é um dos maiores problemas do setor, por isso estamos correndo atrás das melhores práticas na medicina, como evitar pedidos de exames desnecessários e tratamentos excessivos.”
Monteiro ressaltou que esse desequilíbrio acaba impactando diretamente o consumidor. Segundo ele, quando não há clareza sobre a racionalidade dos custos, o paciente não compreende por que o valor dos planos de saúde sobe continuamente, o que amplia a insatisfação e retroalimenta o ciclo de judicialização.
O presidente da GEAP, David Basbaum, no ultimo painel que a construção de um modelo estável de saúde suplementar depende diretamente da confiança do mercado e dos pacientes. Segundo ele, a judicialização excessiva é hoje um dos principais fatores de desequilíbrio do sistema, ao pressionar custos e comprometer a previsibilidade financeira das operadoras.
“A única forma de estabelecer um modelo estável de saúde suplementar é ganhar a confiança do mercado. A judicialização é um dos maiores problemas do setor”, afirmou.
Basbaum explicou que, diante desse cenário, as operadoras têm buscado adotar as melhores práticas da medicina, com foco em maior racionalidade assistencial. Isso inclui a redução de pedidos de exames desnecessários e de tratamentos excessivos, que elevam os custos sem gerar ganhos reais para o paciente.
Na avaliação do executivo, a falta de compreensão sobre essa dinâmica acaba recaindo sobre o consumidor final. Segundo ele, muitos beneficiários não entendem por que os preços dos planos sobem, sem perceber que decisões médicas inadequadas e disputas judiciais frequentes impactam diretamente o valor dos convênios. da Eurofarma
Walker, representante da Eurofarma, destacou que o Brasil possui uma posição relevante na produção de medicamentos, ao fabricar cerca de 70% dos remédios consumidos no mercado interno. Segundo ele, trata-se de um índice elevado, superior ao de economias como Estados Unidos e países europeus, e que demonstra a capacidade instalada da indústria farmacêutica nacional.
Apesar disso, o executivo alertou para um ponto crítico da cadeia produtiva: a baixa produção de insumos farmacêuticos ativos (IFAs). De acordo com Walker, apenas 5% dessas matérias-primas são produzidas no Brasil, o que cria uma vulnerabilidade estratégica para o abastecimento e para a autonomia do sistema de saúde.
“No Brasil, produzimos cerca de 70% dos medicamentos consumidos aqui, o que é um número altíssimo, maior do que a média de EUA e Europa. Mas, quando falamos de matéria-prima, ou IFA, só produzimos 5%, e isso é uma vulnerabilidade que precisa evoluir.”
Nesse contexto, Walker avaliou que o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul pode contribuir para otimizar essa relação, ao ampliar parcerias e reduzir gargalos produtivos. Ele também citou que há negociações em andamento entre os governos do Brasil e da Índia, com o objetivo de fortalecer o acesso a insumos e diminuir a dependência externa no médio e longo prazo.
Leandro Berbert, sócio e líder de Health Sciences and Wellness da EY Brasil em seu discurso no evento “Brasil 2030: Saúde e Consumo – Tendências, Inovação e Futuro do Setor” e destacou que o mercado farmacêutico está chamando atenção do setor financeiro, especialmente com a corrida por novas moléculas de GLP-1.
Segundo ele, fundos de private equity têm investido em pesquisas dessas drogas ainda em estágio inicial, apostando em resultados futuros de alto retorno.
“Temos uma corrida por um novo GLP-1. Empresas de private equity estão investindo em pesquisas dessas moléculas em estágio inicial. É uma aposta de risco, mas pode ser uma aposta de altos ganhos.”
Berbert explicou que esse movimento evidencia uma convergência crescente entre saúde e finanças, com investidores buscando oportunidades em inovação médica e terapias que podem transformar o cuidado com doenças crônicas e metabólicas. Ele reforçou que a entrada do capital financeiro é estratégica para acelerar o desenvolvimento e a comercialização de soluções inovadoras.
Lídia Abdalla a CEO do Grupo Sabin, pontuou no evento do Times Brasil -Licenciado Exclusivo CNBC sobre a consolidação do mercado de medicina diagnóstica no Brasil, ressaltando que existem dois tipos de grandes players, muitos deles com crescimento inorgânico por meio de aquisições. Para ela, a expansão de empresas de diagnóstico não pode se limitar à compra de laboratórios; é essencial focar na experiência do cliente.
“Não dá para falar de crescer sem pensar na experiência do consumidor, pois é um mercado com ampla oferta.”
Abdalla reforçou que o diferencial competitivo está na jornada do paciente e na qualidade do atendimento, e que somente investimentos em tecnologia e processos centrados no cliente podem garantir crescimento sustentável em um setor tão competitivo.
O médico Pedro Batista e CEO da Horuss AI deu seguimento ao falar a importância da inteligência artificial na análise de dados brutos, que considera o primeiro passo para uma medicina diagnóstica de ponta. Ele enfatizou que a IA não apenas aumenta a precisão dos diagnósticos, mas também permite integrar informações de laboratórios com operadoras de saúde e o SUS.
“A IA começa a caminhar com grandes volumes de dados, e isso é o começo de uma grande revolução na saúde brasileira, no mercado farmacêutico, isso pela capacidade de antecipar tendências.”
Segundo Batista, essa tecnologia facilita o mapeamento de doenças, a criação de políticas públicas de prevenção e ação, e representa um avanço estratégico para o sistema de saúde, conectando inovação tecnológica e planejamento de saúde populacional.
Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury, dechou o painel dizendo que a telemedicina como uma ferramenta essencial para ampliar o acesso à saúde, implementada de forma mais ampla durante a pandemia. Ela apontou que o Fleury realiza hoje mais de 3 mil consultas médicas por dia e chega a 300 milhões de exames por ano, em um ano de celebração do centenário do grupo.
“A telemedicina desafoga as unidades de saúde, pronto atendimento e também leva medicina diagnóstica a locais mais distantes dos centros urbanos.”
Tsutsui explicou que a combinação de telemedicina com a grande base de dados biológicos do Fleury permite criar uma base de dados clínicas robusta, potencializando diagnósticos e políticas de saúde, além de otimizar o fluxo nas unidades físicas.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Operação coordenada conecta Vorcaro e Tanure para inflar artificialmente ações da Ambipar
2
iFood expõe milhões de brasileiros a golpistas e omite fato das autoridades de proteção de dados
3
Nvidia RTX Spark chegou com tudo, menos com preço acessível e um comprador em mente
4
Trump é vaiado no Madison Square Garden antes de jogo das finais da NBA entre Knicks e Spurs; veja o vídeo
5
Venda de investidores de longo prazo não ameaça ciclo de alta do Bitcoin; entenda por que