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I.A. de imagens, Midjourney cria um scanner de corpo inteiro com mais detalhes que ressonância magnética
Publicado 18/06/2026 • 13:47 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/06/2026 • 13:47 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Midjourney
Empresa de I.A. de imagens, Midjourney cria um scanner de corpo inteiro com mais detalhes que ressonância magnética
Empresa de inteligência artificial conhecida pela geração de imagens, a Midjourney apresentou seu primeiro produto de hardware. Um scanner corporal que utiliza ondas sonoras e água para produzir imagens do corpo inteiro em até 60 segundos.
Segundo a empresa, a tecnologia, batizada de Ultrasonic CT, supera a ressonância magnética em velocidade e não depende de radiação nem de campos magnéticos. O fundador e CEO David Holz apresentou o equipamento durante evento no Vita Brevis, clube fechado no bairro SoMa, em São Francisco.
Durante a demonstração, uma plataforma desce lentamente uma pessoa dentro de um tanque circular de água. Ao redor, um anel reúne meio milhão de sensores do tamanho de grãos de areia, capazes de emitir ondas ultrassônicas e captar o retorno simultaneamente.
Conforme as ondas atravessam diferentes tecidos do corpo, como pele, músculo e osso, elas mudam de formato. A Midjourney processa essas variações para reconstruir um mapa tridimensional do corpo, com resolução de fração de milímetro.
Ainda de acordo com a empresa, o volume de dados gerado em um segundo de escaneamento equivaleria a 500 horas de vídeo em alta definição. Para sustentar esse processamento, a companhia recorre a clusters com milhares de computadores trabalhando em paralelo.
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Por trás do scanner está um acordo de licenciamento com a Butterfly Network, empresa especializada em ultrassom miniaturizado em chip. A abordagem em silício CMOS é a mesma que sustenta o plano da Midjourney de produção em larga escala.
A meta declarada pela companhia é instalar cerca de 50 mil scanners pelo mundo até 2031, com capacidade conjunta para realizar um bilhão de exames por mês. O número, segundo a empresa, seria suficiente para oferecer varreduras mensais a uma fração relevante da população global.
Para comercializar o scanner, a Midjourney vai abrir um spa em São Francisco no final de 2027. A companhia alugou um espaço de 24 mil pés quadrados, distribuído em quatro andares, próximo à Union Square.
O local vai reunir hidromassagens, saunas, banhos de imersão fria e dez unidades do scanner. Segundo Holz, a capacidade do espaço supera o volume anual de exames feito por todos os aparelhos de ressonância magnética em operação no planeta.
Holz afirmou ainda que o scanner é o primeiro de quatro produtos de hardware planejados pela empresa. Dois deles, segundo ele, poderão ser comprados e utilizados diretamente pelos consumidores, diferente do scanner corporal.
A Midjourney optou por lançar o produto como ferramenta de composição corporal, categoria que não exige aprovação da Food and Drug Administration (FDA)
🔍 FDA: agência regulatória dos Estados Unidos responsável por autorizar dispositivos médicos e diagnósticos. A estratégia evita, por ora, o processo de revisão diagnóstica exigido para equipamentos médicos tradicionais.
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Seguir no GoogleA companhia afirma que vai submeter resultados de testes à FDA de forma gradual, buscando ampliar as capacidades autorizadas do equipamento. O segmento de bem-estar e composição corporal já é ocupado por outras empresas, como Prenuvo e Ezra.
Fundada em 2022 por David Holz, de 37 anos, a Midjourney construiu reputação no mercado de geração de imagens por inteligência artificial, com resultado considerado mais artístico que o de concorrentes como OpenAI e Google.
Holz detém a totalidade do capital da empresa e nunca recebeu aportes externos. Em entrevista anterior ao site The Information, ele declarou que consideraria captar recursos para financiar os projetos de hardware, embora a operação atual não dependa disso.
A entrada no setor de saúde ocorre em meio ao aumento da concorrência no mercado de geração de imagens por IA, hoje disputado por nomes como Google, Runway e Black Forest Labs. Antes da Midjourney, Holz já havia fundado a Leap Motion, startup voltada a dispositivos de controle por gestos.
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