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Jamie Dimon alerta que JP Morgan pode repensar nova sede em Londres caso Starmer deixe cargo de premiê do Reino Unido
Publicado 13/05/2026 • 13:11 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 13/05/2026 • 13:11 | Atualizado há 5 meses
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Foto: Unsplash
O JP Morgan pode reconsiderar a construção planejada de uma nova torre bilionária de escritórios em Londres caso o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deixe o cargo, afirmou nesta quarta-feira (13) o CEO do banco, Jamie Dimon.
Em entrevista à Bloomberg, em Paris, o executivo da maior instituição financeira dos Estados Unidos disse que, embora uma mudança de liderança política não altere a estratégia global do JP Morgan, ela pode obrigar o banco a reavaliar seus planos futuros na capital britânica.
No fim do ano passado, o JP Morgan anunciou a construção de uma torre de três milhões de pés quadrados no distrito financeiro de Canary Wharf, em Londres, para acomodar até 12 mil funcionários e servir como sede da companhia no Reino Unido. A previsão é que as obras levem seis anos. Nesse período, o banco também pretende reformar seu prédio atual na Bank Street.
Na época do anúncio, o JP Morgan afirmou que os planos estavam “sujeitos à manutenção de um ambiente de negócios positivo no Reino Unido e à obtenção das aprovações e acordos necessários em níveis nacional e local”.
Questionado na terça-feira se a instabilidade política no Reino Unido mudava sua visão sobre o megaprojeto em Londres, Dimon respondeu que sim, caso um novo governo se mostrasse “hostil aos bancos”.
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O executivo também criticou a carga tributária enfrentada pela instituição no Reino Unido. Segundo ele, o JP Morgan já pagou cerca de US$ 10 bilhões em “impostos adicionais” relacionados ao projeto de construção.
Atualmente, o banco emprega mais de 20 mil pessoas no Reino Unido, sendo 13 mil em Londres. Em novembro, a instituição estimou que os projetos de construção e modernização dos escritórios devem contribuir com cerca de 9,9 bilhões de libras (US$ 13,4 bilhões) para a economia britânica e gerar mais de 7.800 empregos nos próximos seis anos. As operações atuais do banco em Londres já contribuiriam com aproximadamente 7,5 bilhões de libras por ano para a economia local.
A liderança de Keir Starmer segue sob pressão após o fraco desempenho do Partido Trabalhista nas eleições locais do Reino Unido na semana passada, o que desencadeou pedidos de renúncia dentro da legenda.
Até a manhã de terça-feira, 90 parlamentares trabalhistas haviam pedido a saída do premiê, enquanto mais de 100 deputados assinaram um manifesto em apoio à sua permanência.
A reação negativa ao governo trabalhista impulsionou o crescimento do partido de direita Reform UK e do Partido Verde, de esquerda, nas eleições recentes.
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Siga o Times | CNBCApesar da turbulência política, investidores do mercado de títulos britânicos têm demonstrado apoio à permanência de Starmer e da ministra das Finanças, Rachel Reeves, especialmente em comparação com possíveis alternativas. Os títulos públicos britânicos, conhecidos como “gilts”, sofreram pressão durante episódios anteriores de incerteza política.
Na terça-feira, os gilts voltaram a cair em meio ao cenário político conturbado. Já na manhã de quarta-feira, os papéis se recuperavam após Starmer desafiar publicamente os pedidos de renúncia.
Dimon, por sua vez, demonstrou apoio ao premiê britânico e à ministra Rachel Reeves.
“Acho que Keir Starmer é um cara muito inteligente”, afirmou o CEO à Bloomberg. “A política é muito difícil. Eles estão lidando com dívidas e déficits herdados. Tenho grande respeito por Rachel Reeves, e eles precisam ser firmes. Precisam dizer: ‘vamos fazer coisas que talvez no curto prazo não sejam ótimas’, mas governos precisam fazer o que é certo para fazer a economia crescer.”
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O executivo também elogiou a postura de Starmer na tentativa de reconstruir as relações do Reino Unido com a União Europeia após o Brexit.
“Acho que eles precisam trabalhar mais próximos da Europa. Keir Starmer e [o presidente francês Emmanuel] Macron falaram em fortalecer essa relação”, disse Dimon. “Não se trata de reverter o Brexit, mas de alianças militares, cooperação em inteligência e relações econômicas que sejam boas tanto para o continente quanto para o Reino Unido.”
Starmer deve se reunir nesta quarta-feira com integrantes do governo antes do discurso do rei Charles no Parlamento, que apresentará a agenda oficial do governo. Durante reunião ministerial na terça-feira, o premiê afirmou que pretende cumprir integralmente seu mandato de cinco anos.
Sem uma renúncia voluntária, um desafio formal à liderança de Starmer no Partido Trabalhista só poderá ocorrer se ao menos 20% dos parlamentares trabalhistas apoiarem um rival. Atualmente, isso significa que 81 deputados do partido precisariam apoiar um possível substituto.
Leia mais: JP Morgan expande investimento de US$ 1,5 trilhão em segurança econômica para a Europa
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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