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Novos comprimidos para emagrecer já estão mudando setor de alimentos e o cardápio de fast foods; entenda
Publicado 25/12/2025 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/12/2025 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: REUTERS/George Frey/Foto de arquivo
Medicamento Mounjaro
A chegada das pílulas de GLP-1 ao mercado americano deve acelerar, já em 2025, mudanças estruturais na indústria de alimentos e no setor de fast food. O movimento deve levar empresas a reformularem produtos, porções e cardápios para se adaptar ao novo padrão de consumo, avaliam analistas consultados pela Reuters.
A expectativa é que a versão em pílula amplie significativamente o público desses medicamentos, já que o tratamento tende a ser mais barato do que as injeções e evita a resistência de pacientes que não se sentem confortáveis com aplicações subcutâneas.
Na segunda-feira (23), a Food and Drug Administration (FDA) aprovou a versão oral do Wegovy, da Novo Nordisk, o que derrubou ações de empresas do setor alimentício no pregão seguinte. Analistas esperam que um medicamento concorrente da Eli Lilly receba aval regulatório ainda em 2025.
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Empresas como Conagra Brands e Nestlé já vêm lidando com mudanças no comportamento do consumidor, que passou a priorizar mais proteína e porções menores com a popularização dos injetáveis para perda de peso. Segundo analistas, a disseminação das pílulas pode tornar essas mudanças estruturais e de longo prazo.
Para se adaptar, companhias têm ampliado o portfólio de produtos ricos em proteína, ajustado rótulos para destacar que são “GLP-1 friendly” e firmado parcerias com grandes varejistas para melhorar a exposição desses itens.
“Estamos vendo as pessoas cortarem principalmente salgadinhos, bebidas alcoólicas, refrigerantes, sucos e doces de padaria, e focando mais em proteína e fibras. Por isso, esperamos que tanto as empresas de alimentos quanto os restaurantes passem a mirar esse público, que só cresce”, afirmou o analista de alimentos do Rabobank, JP Frossard.
Dados oficiais mostram que cerca de 40% dos adultos americanos têm obesidade, enquanto aproximadamente 12% já fazem uso de medicamentos GLP-1, segundo pesquisa da KFF.
Um estudo recente da Cornell Research, com dados de compras de cerca de 150 mil lares coletados pela Numerator, aponta que famílias que utilizam GLP-1 reduziram os gastos em supermercados em 5,3% e em redes de fast-food em cerca de 8%. As quedas, no entanto, tendem a desaparecer quando o uso do medicamento é interrompido.
Segundo os pesquisadores, a chegada das pílulas pode ampliar e prolongar esse impacto. “Essas quedas que vimos provavelmente vão aparecer em uma parcela bem maior da população por causa das pílulas para emagrecer”, afirmou Sylvia Hristakeva, uma das autoras do estudo.
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A indústria já reage. A Conagra passou a rotular refeições congeladas Healthy Choice como “GLP-1 friendly” e diz que esses produtos vendem mais rápido do que concorrentes similares. A Danone também relatou crescimento de dois dígitos nas vendas de itens ricos em proteína, como o iogurte Oikos.
No setor de restaurantes, redes como Chipotle lançaram menus ricos em proteína, enquanto outras, como Olive Garden, passaram a oferecer porções menores e mais baratas, em resposta à mudança no padrão de consumo.
O movimento indica que os medicamentos para perda de peso deixam de ser apenas um tema de saúde e passam a influenciar diretamente estratégias de produto, preços e posicionamento da indústria global de alimentos.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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