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Lucro da Coca-Cola supera estimativas com forte demanda na Europa compensando fraqueza em outras regiões
Publicado 22/07/2025 • 08:38 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 22/07/2025 • 08:38 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A Coca-Cola divulgou nesta terça-feira (22) resultados trimestrais acima das expectativas de Wall Street, impulsionados pela forte demanda na Europa, que ajudou a compensar queda de volume em outros mercados.
As ações da companhia recuam próximo de 1% no pré-mercado de Nova York.
Veja os números reportados pela empresa em comparação com a média das estimativas dos analistas consultados pela LSEG:
O lucro líquido atribuível aos acionistas no segundo trimestre foi de US$ 3,81 bilhões, ou US$ 0,88 por ação, 58% acima dos US$ 2,41 bilhões, ou US$ 0,56 por ação, registrados um ano antes.
Excluindo as baixas contábeis, custos de reestruturação e outros itens, a empresa registrou lucro ajustado de US$ 0,87 por ação.
As vendas líquidas aumentaram 1%, para US$ 12,54 bilhões, e chegaram a US$ 12,62 bilhões, desconsiderando itens extraordinários.
A receita orgânica — que exclui efeitos de aquisições, desinvestimentos e câmbio — cresceu 5% no trimestre.
No entanto, o volume global de vendas em unidades por caixa caiu 1%, com todas as divisões da empresa apresentando retração, exceto a região Europa, Oriente Médio e África (EMEA), que teve alta de 3%. O indicador desconsidera preços e câmbio, focando apenas na demanda.
Executivos da Coca-Cola já haviam alertado que incertezas econômicas e tensões geopolíticas vêm afetando a confiança dos consumidores e impactando as vendas em alguns mercados.
Na América do Norte, o volume caiu 1%, com menor demanda pelo refrigerante original da marca. Na América Latina, o recuo foi de 2%, e na Ásia-Pacífico, de 3%.
O segmento de refrigerantes com gás, que inclui a Coca-Cola original, teve retração de 1% no volume global. A divisão de sucos, laticínios e bebidas à base de plantas caiu 4%. Já o segmento de água, bebidas esportivas, café e chá ficou estável: o crescimento no café compensou as quedas nas outras categorias.
Para o ano de 2025, a Coca-Cola manteve sua projeção de crescimento orgânico entre 5% e 6% e ajustou sua estimativa de crescimento do lucro por ação comparável para 3%, o topo da faixa anteriormente fornecida.
Leia mais:
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Durante entrevista à CNBC americana, o CEO da Coca-Cola, James Quincey, demonstrou otimismo com os resultados esperados para os próximos meses. O executivo reforçou que a companhia está bem posicionada para acelerar as vendas. “No segundo semestre deste ano, a gente pode esperar maior volume de vendas globalmente, e está tudo certo para isso acontecer”, afirmou o executivo.
Os investidores demonstram cautela após a divulgação do balanço financeiro da empresa, que registrou aumento expressivo de mais de 50% no lucro, mas crescimento modesto na receita. O CEO procurou acalmar o mercado ao destacar que novas estratégias estão sendo adotadas, incluindo lançamentos e diversificação de produtos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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