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Combustíveis

Etanol tem maior queda entre combustíveis em maio

Publicado 29/05/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Etanol hidratado teve queda de 5,6% em maio, liderando as baixas entre combustíveis após ajustes de preços e aumento da oferta com avanço da safra no Centro-Sul.
  • Demais combustíveis também recuaram no mês, com diesel e gasolina em queda, enquanto o GNV foi o único a registrar leve alta no período.
  • Apesar do alívio recente, diesel e gasolina seguem com altas relevantes no acumulado do ano e em 12 meses, refletindo volatilidade do petróleo e pressões externas sobre energia.

Foto: Freepik

O etanol hidratado teve a maior queda entre os combustíveis monitorados em maio pela Veloe/Fipe, em um movimento de acomodação após elevações expressivas registradas entre março e abril. Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra recuo de 5,6% no mês no preço do etanol, para média nacional de R$ 4,488 por litro.

A retração foi disseminada entre os combustíveis e interrompeu a trajetória de alta observada em abril. Além do etanol, o diesel comum e o diesel S-10 caíram 3,3% no período. As gasolinas comum e aditivada recuaram 1%, enquanto o GNV foi o único a subir: 0,3%.

Entre os Estados, o Distrito Federal registrou a maior queda do etanol hidratado em maio (-10,0%), com preço médio de R$ 4,528 por litro. Na sequência aparecem São Paulo (-7,2%; R$ 4,200), Minas Gerais (-6,0%; R$ 4,522), Paraná (-5,1%; R$ 4,534) e Mato Grosso (-4,9%; R$ 4,418).

Na média nacional, os preços de maio ficaram em R$ 7,218 por litro para o diesel S-10, R$ 7,135 para o diesel comum, R$ 6,889 para a gasolina aditivada, R$ 6,752 para a gasolina comum, R$ 4,574 para o GNV e R$ 4,488 para o etanol hidratado.

Apesar do alívio nos preços em maio, os combustíveis fósseis seguem acumulando aumentos relevantes em 2026 e em 12 meses, em um ambiente de volatilidade do petróleo, incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e dinâmica de repasse aos postos.

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De janeiro a maio, o diesel S-10 lidera a alta (+16,8%), seguido do diesel comum (+16,6%), gasolina comum (+7,5%), gasolina aditivada (+7,2%) e etanol (+0,3%); o GNV é o único em queda (-1,6%). Em 12 meses, o diesel S-10 sobe 16,1% e o diesel comum, 15,7%, enquanto a gasolina comum avança 6,1%, a aditivada 5,9% e o etanol 2,6%; o GNV recua 4,9%.

A Fipe associa a queda mais intensa do etanol à entrada mais forte da safra no Centro-Sul, o que elevou a oferta e ampliou a competitividade do biocombustível frente à gasolina em parte dos mercados regionais.

“Maio trouxe um movimento importante de acomodação dos preços, especialmente no etanol, impulsionado pelo avanço da safra e pela ampliação da oferta. Ainda assim, diesel e gasolina permanecem em patamares elevados no acumulado do ano, mostrando que os efeitos das pressões internacionais sobre energia continuam presentes no mercado brasileiro”, disse em nota o CEO da Veloe, André Turquetto.

Na leitura semanal, o etanol renovou a mínima do ano na semana de 23 de maio, ao atingir R$ 4,40 por litro, após uma sequência de recuos iniciada na segunda quinzena de abril. Diesel S-10 e gasolina comum também mostraram acomodação gradual ao longo de maio, mas seguem acima do nível observado no começo do ano.

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O monitor também aponta melhora do poder de compra no primeiro trimestre de 2026. Pelos cálculos da Fipe com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum consumiu 5,5% da renda domiciliar das famílias brasileiras, melhor marca para o período desde o início da série histórica, em 2017. O indicador, porém, revela diferenças regionais: o peso do abastecimento segue maior no Norte (8,5%) e no Nordeste (7,5%).

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