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Divino Fogão acelera expansão com foco em rodovias e prevê mais de 40 novas unidades em 2026
Publicado 01/07/2026 • 11:25 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/07/2026 • 11:25 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A expansão para novos formatos de operação, especialmente em postos de combustíveis nas rodovias, está entre as principais apostas do Divino Fogão para acelerar o crescimento da marca. Segundo o presidente da rede, Reinaldo Varela, a empresa já assinou contratos para superar a marca de 40 novas unidades até o fim deste ano, ampliando a presença em diferentes regiões do país.
“Estamos indo agora para a estrada, em postos de combustível. Abrimos duas unidades e foi um sucesso. Isso abre um leque muito grande para a expansão”, afirmou nesta quarta-feira (1) em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A rede, fundada em 1984, conta atualmente com mais de 250 pontos de venda e vê nas rodovias uma oportunidade de alcançar consumidores que normalmente não frequentam praças de alimentação em shoppings.
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Além das novas operações em rodovias, a empresa segue ampliando sua presença nas regiões Sul e Norte do país. De acordo com Varela, a estratégia é impulsionada pelos próprios franqueados, que identificam oportunidades e participam ativamente da expansão. “O franqueado quer novos negócios. Ele mesmo procura novos pontos e ajuda a gente a crescer. Isso faz com que tenhamos um time de expansão muito grande”, disse.
Nos postos de combustíveis, o modelo mantém o tradicional serviço de buffet, mas em espaços próprios, reunindo diferentes marcas de alimentação em um formato semelhante ao observado em mercados internacionais. “Você junta duas ou três marcas fortes e monta uma mini praça de alimentação. Isso existe muito nos Estados Unidos e na Europa”, explicou.
O presidente destacou que o crescimento da rede sempre esteve ligado ao franchising. Segundo ele, a primeira franquia surgiu ainda nos primeiros anos da empresa, em uma unidade instalada no Shopping Penha, em São Paulo.
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Hoje, um dos diferenciais do modelo é a participação societária da própria franqueadora nas novas operações. “O operador escolhe quanto quer participar. Eu entro como sócio e ainda abro espaço para outros operadores também participarem. Isso gera segurança para quem está investindo”, afirmou.
Na escolha de novos mercados, a empresa prioriza municípios com população acima de 150 mil habitantes, além da análise do número de centros comerciais, demanda local e perfil da concorrência.
Varela afirmou que o comportamento do consumidor mudou nos últimos anos, especialmente após a popularização dos medicamentos para emagrecimento. “Quando surgiram essas canetas, o consumo caiu. Continua indo o mesmo tanto de gente, mas com pratos menores e mais leves. Tivemos que nos reinventar”, disse.
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Siga o Times | CNBCComo resposta, a rede ampliou o modelo de refeições com preço fixo, conhecido como “à vontade”, que hoje já representa cerca de 60% das vendas, segundo o executivo. “O consumidor quer previsibilidade. No quilo existe a surpresa na balança. No preço fixo ele sabe exatamente quanto vai pagar.”
A empresa também manteve o modelo tradicional por quilo, oferecendo as duas modalidades aos clientes.
Outra frente de crescimento é o fortalecimento das lojas de rua e do delivery. Segundo Varela, a pandemia acelerou uma transformação que já estava sendo planejada. “A adaptação foi obrigatória. A pandemia fez todo mundo aprender rapidamente. Hoje o delivery é uma tendência que continua crescendo e acompanha uma mudança de comportamento das pessoas”, afirmou.
O executivo observou que o aumento de empreendimentos residenciais com cozinhas menores ou inexistentes também favorece esse modelo de consumo.
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Além disso, a rede pretende ampliar a abertura de grandes lojas de rua, reduzindo gradualmente a dependência dos shopping centers.
O presidente classificou a pandemia como o período mais desafiador da história da empresa, embora afirme que a estrutura financeira permitiu atravessar a crise. “Machucou bastante, mas estávamos estruturados. Aprendemos que sempre é preciso manter uma reserva para enfrentar momentos difíceis”, disse.
Segundo ele, algumas unidades foram fechadas durante o período, principalmente devido aos custos de ocupação, mas várias acabaram sendo reabertas em novos pontos posteriormente.
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Ao comentar o cenário econômico, Varela afirmou que prefere concentrar a atenção na gestão do próprio negócio. “O empresário precisa olhar para dentro da empresa. Fazer as contas, manter qualidade e dedicação. É isso que faz crescer. Este ano já temos mais de 40 contratos assinados para novas lojas e seguimos apostando na expansão”, concluiu.
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