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Google alerta que exigências da Europa para a divulgação dos dados de pesquisa e do Android podem aumentar a fraude

Publicado 01/07/2026 • 12:31 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Google alertou que as exigências da Comissão Europeia de compartilhar seus dados de pesquisa com terceiros podem representar riscos à segurança dos usuários.
  • Além dsso, abrir o Android para serviços de inteligência artificial (I.A) concorrentes, podem incluir um aumento nas fraudes no Android.
  • A Comissão Europeia instou o Google a garantir o compartilhamento efetivo dos dados de pesquisa do Google com empresas terceirizadas que oferecem mecanismos de busca online.
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Foto: Unsplash

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O Google alertou que as exigências da Comissão Europeia de compartilhar seus dados de pesquisa com terceiros, bem como de abrir o Android para serviços de inteligência artificial (I.A) concorrentes, podem representar riscos à segurança dos usuários, incluindo um aumento nas fraudes no Android.

Em abril deste ano, a Comissão Europeia instou o Google a garantir o compartilhamento efetivo dos dados de pesquisa do Google com empresas terceirizadas que oferecem mecanismos de busca online, incluindo dados sobre posicionamento, consultas, cliques e visualizações, para que elas também possam otimizar seus serviços de busca e competir com o Google Search.

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Seguindo essa linha, a Comissão também exigiu que o Google permitisse que os serviços de I.A de terceiros tivessem acesso às principais funcionalidades do Android em condições de igualdade em relação às suas próprias ferramentas, como o Gemini.

Dessa forma, a Comissão tem como objetivo garantir que os serviços de I.A concorrentes possam interagir de maneira eficaz com os aplicativos nos dispositivos Android dos usuários e executar tarefas de acordo com a necessidade, seja enviar um e-mail ou pedir comida, utilizando os aplicativos necessários.

Ambas as exigências foram apresentadas com o objetivo de garantir o cumprimento da Lei dos Mercados Digitais (DMA), que entrará em vigor a partir de 2024, para regular o poder de controle das maiores empresas digitais e garantir a concorrência leal no setor.

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O órgão da União Europeia tem até a próxima segunda-feira, 27 de julho, para decidir sobre o cumprimento dessas exigências em relação ao Buscador do Google e à interoperabilidade do sistema operacional Android e, nesse contexto, a gigante tecnológica se pronunciou.

A um mês do veredicto da Comissão Europeia, a vice-presidente de Segurança e Engenharia do Google, Heather Adkins, alertou sobre os riscos à segurança dos usuários que essas exigências podem acarretar, incluindo um “aumento significativo das fraudes no Android na UE” em um curto período de tempo.

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Foi o que Adkins compartilhou em declarações à revista Wired, onde detalhou que “os golpistas são criativos e bem informados” e que, assim que a data de implementação passar, levarão algumas semanas “para começarmos a ver um aumento da fraude na Europa”.

Da mesma forma, a diretora destacou que, no que diz respeito ao compartilhamento dos dados de pesquisa do Google com terceiros, o sistema anônimo proposto pela UE não garante que as consultas de pesquisa dos usuários não sejam desanonimizadas por agentes mal-intencionados.

Essas preocupações com a segurança dos usuários são respaldadas por documentos com dados de pesquisas realizadas pela equipe de privacidade e segurança do Google, aos quais o veículo de comunicação citado teve acesso.

Nesses documentos, o Google afirma que as técnicas de anonimização propostas pela Comissão Europeia apresentam “falhas graves” e, portanto, seria necessário publicar os dados de pesquisa com “níveis muito mais elevados de granularidade”.

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“Se o Google tem ou não um interesse pessoal é irrelevante para a questão de saber se as perguntas mais privadas de milhões de pessoas podem acabar nas mãos de alguém que elas não conhecem e que nunca esperavam que visse suas buscas”, afirmou a esse respeito o diretor de consultoria de privacidade do Google para a Europa, Oriente Médio e África, David Lewis, conforme relatado pela Wired.

Por sua vez, Adkins destacou que, uma vez entregues os dados, perderão o controle sobre eles e o Google não terá “capacidade funcional” para protegê-los. “Se você for uma pequena ‘startup’ europeia e receber esses dados do Google, será hackeado, e essa é a realidade da situação”, acrescentou.

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