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Plano Safra 2026/2027 amplia crédito, mas setor ainda depende de financiamento privado
Publicado 01/07/2026 • 12:44 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/07/2026 • 12:44 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Os recursos anunciados no Plano Safra 2026/2027 ajudam a financiar a produção agropecuária, mas permanecem insuficientes para atender às necessidades do setor em um cenário de juros elevados, aumento dos custos e restrição ao crédito. A avaliação é de José Carlos Hausknecht, sócio em Agronegócios da EY Brasil, que destacou a crescente dependência dos produtores por fontes privadas de financiamento.
“Os recursos não são suficientes para cobrir todas essas necessidades. O agricultor hoje depende muito também de outras fontes de recursos além do Plano Safra”, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quarta-feira (1).
Segundo o especialista, essa participação maior do crédito privado já vem se consolidando nas últimas safras, com recursos provenientes de indústrias de insumos, tradings e outras empresas ligadas ao agronegócio.
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Hausknecht observou que o volume de recursos anunciado pelo governo representa praticamente uma repetição do plano anterior, com crescimento considerado modesto.
“O plano trouxe praticamente uma repetição dos valores do ano passado, com um crescimento muito pequeno. Os produtores reclamam que não é suficiente, mas também existe a dificuldade do governo em ampliar esses recursos diante da situação fiscal”, disse.
Na avaliação dele, o financiamento oficial continua importante, mas já não consegue atender sozinho às necessidades do setor.
O especialista ressaltou que temas como seguro rural e endividamento dos produtores não costumam integrar diretamente o Plano Safra, embora considere que políticas mais amplas seriam importantes para reduzir a vulnerabilidade do setor.
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“A questão do seguro é muito importante como mecanismo de mitigação de riscos. Seria interessante um seguro de renda ou de proteção de preços, como existe nos Estados Unidos. Esse tipo de política seria um avanço”, afirmou.
Em relação ao endividamento, Hausknecht lembrou que a renegociação das dívidas está sendo discutida no Congresso Nacional, mas em uma frente separada da política de crédito rural. “Poderia haver uma visão mais global sobre todo esse problema, mas esse não foi o objetivo do Plano Safra”, explicou.
Apesar das críticas ao volume de recursos, o especialista destacou que houve redução das taxas de juros em algumas linhas de financiamento, medida considerada positiva para os produtores.
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Por outro lado, ele observou que o governo reduziu o volume de recursos com juros equalizados, o que limita parte dos benefícios oferecidos pelo programa.
“Houve uma queda na taxa de juros do plano, o que é positivo. Por outro lado, há um menor volume de recursos com juros equalizáveis. O Plano Safra acaba trazendo pontos positivos e negativos ao mesmo tempo”, concluiu.
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