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Empresários americanos e brasileiros enfrentam dificuldades semelhantes, afirma CEO da IGC US

Publicado 19/06/2026 • 12:50 | Atualizado há 33 minutos

KEY POINTS

  • De acordo com o CEO da IGC, Rafael Bolonha, o empresário norte-americano tem uma relação "quase umbilical" com o seu negócio.
  • Setor do middle market possui um problema de sucessão nos Estados Unidos.
  • A empresa identificou que o processo de fusões e aquisições é mais dinâmico no mercado americano.

Ao contrário do que dita o estereótipo do mercado financeiro de Nova York, o coração dos empresários do Middle Market corporativo dos Estados Unidos bate em um ritmo muito parecido com o do Brasil. É o que aponta Rafael Bolonha, CEO da IGC US, filial americana da IGC Partners, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo o executivo, que lidera a operação americana da assessoria financeira há um ano e meio, o empresário norte-americano que atua no segmento de transações de até US$ 500 milhões tem uma relação “quase umbilical” com o seu negócio.

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“Identificamos nos EUA um fato muito semelhante ao Brasil: o empresário sofre das mesmas dores. Ele está altamente preocupado com o legado da companhia, com a manutenção da cultura e com o processo de sucessão”, explica Bolonha.

A IGC US é uma boutique de assessoria financeira especializada em fusões e aquisições (M&A) que atua no chamado Middle Market (médio mercado) dos Estados Unidos há um ano e meio.

O problema da sucessão

De acordo com o CEO, o avanço da idade dos fundadores da geração Baby Boomer nos EUA criou um gargalo de sucessão. Ao estruturar processos de venda, a IGC US percebeu que apresentar alternativas que preservem a história da companhia — muitas vezes trazendo compradores estratégicos internacionais em vez de fundos de Private Equity tradicionais — é o principal diferencial para conquistar a confiança desses donos de negócios.

“O Middle Market americano vive hoje um momento crítico de transição geracional, puxado diretamente pelo desafio da sucessão dos fundadores, a chamada geração Baby Boomer. O mercado americano é hiperlíquido, mas o erro de muitas assessorias locais é tratar esse fundador como se ele ligasse apenas para o preço ou para a estrutura financeira que um fundo de Private Equity tradicional coloca na mesa. Nosso papel tem sido mostrar a esse empresário que a sucessão não precisa ser local; trazer um comprador estratégico internacional, seja europeu ou asiático, muitas vezes é a melhor saída para perpetuar a história que ele passou a vida inteira construindo”, explicou.

Mercado de M&A americano é mais rápido que o brasileiro

O mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A) historicamente convive com processos longos, que costumam arrastar-se por cerca de um ano devido à burocracia e a entraves regulatórios. Nos Estados Unidos, porém, a dinâmica é radicalmente diferente. A experiência da companhia atuando no mercado americano mostra que a eficiência regulatória transforma a liquidez em velocidade.

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Segundo Bolonha, o timing de fechamento de negócios em solo americano é acelerado pela ausência de gargalos burocráticos comuns no Brasil. “Conseguimos estruturar transações de forma muito mais dinâmica porque encontramos menos problemas fiscais e trabalhistas do que os habituais no mercado brasileiro”, compara.

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No entanto, a aparente simplicidade operacional esconde uma armadilha para os desavisados: a complexidade pós-venda. Bolonha ressalta que, embora a auditoria corra mais rápido, a engenharia tributária exige atenção total. “Tivemos que adaptar nossa metodologia para o ambiente de negócios deles. Entender todos os aspectos fiscais e os efeitos tributários que incidem após a venda é um outro mundo quando comparado ao Brasil”, conclui.

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