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Impasse em Ormuz: para onde podem ir os preços do petróleo com o enfraquecimento das perspectivas de um acordo
Publicado 11/08/2026 • 08:31 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/08/2026 • 08:31 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Rita Willaert / Flickr
Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo permanecem abaixo dos picos recentes, mesmo com o enfraquecimento das perspectivas de uma rápida reabertura do Estreito de Ormuz — uma desconexão que, segundo analistas, pode não durar.
Os contratos futuros do petróleo Brent encerraram a última semana com queda de mais de 7%, após sinais de Washington de que um acordo com Teerã para desbloquear o importante ponto de passagem marítima estava próximo.
O acordo, porém, ainda não se concretizou, e as perspectivas de um entendimento parecem ter se deteriorado ao longo do fim de semana.
Teerã agora insiste que Washington precisa cumprir diversas condições antes que o estreito possa ser reaberto. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, sinalizou uma mudança de estratégia ao dizer à agência de notícias Axios, no domingo, que Washington estava adotando uma postura de “baixa intensidade” e indicar que o governo dependeria do aumento da pressão econômica sobre Teerã, em vez de realizar imediatamente novos ataques militares.
O Brent, referência internacional para os preços do petróleo, se aproximava dos US$ 88 por barril nas primeiras negociações desta terça-feira, ante cerca de US$ 83 no fim da semana passada. Ainda assim, o preço permanece bem abaixo da disparada registrada no mês passado, quando superou US$ 100 por barril, e do pico acima de US$ 110 registrado em maio.
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Os mercados de energia ganharam confiança no curto prazo com indicações de que as negociações entre Irã e Omã sobre uma rota temporária de transporte marítimo pelo estreito continuam, além das expectativas de que uma escalada militar no curto prazo entre Estados Unidos e Irã possa ser contida.
Por enquanto, os investidores estão “confiantes de que podemos chegar a algum tipo de acordo, mesmo que possa ser uma solução improvisada”, disse Modupe Adegbembo, economista da Jefferies, ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, na segunda-feira.
“Pode não ser um grande acordo, mas pode ser algo que permita que mais petróleo e outras mercadorias voltem a passar pelo Estreito de Ormuz.”
No entanto, essa reação será “sensível ao tempo”, acrescentou Adegbembo.
“Se virmos as coisas permanecerem como estão agora, não acho que continuaremos vendo os preços do petróleo se movimentarem de maneira tão benigna se isso continuar até o fim desta semana ou avançar para a próxima.”
Kieran Tompkins, economista sênior de clima e commodities da Capital Economics, afirmou que o nível relativamente “baixo” dos preços do petróleo reflete o fato de que os investidores continuam considerando dois cenários opostos: uma retomada rápida e iminente dos fluxos de energia e um fechamento prolongado de Ormuz.
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Siga o Times | CNBCSe o impasse continuar no formato atual por muito mais tempo, os investidores serão obrigados a elevar a probabilidade implícita de um fechamento prolongado, disse Tompkins à CNBC por e-mail.
“Eu naturalmente esperaria que os preços dos contratos futuros de petróleo para o mês seguinte aumentassem, especialmente se a atenção sobre um chamado ‘ponto de inflexão’ no mercado de petróleo voltar a crescer”, afirmou.
“Esse é o ponto em que a capacidade do mercado de absorver o choque de oferta por meio da redução dos estoques se esgota, e a demanda terá que se ajustar para baixo para corresponder à oferta por meio de preços muito mais altos.”
“Se o estreito continuar fechado e os estoques de petróleo nos países da OCDE continuarem sendo rapidamente reduzidos, o mercado de petróleo poderá atingir um ponto de inflexão por volta do início do quarto trimestre. Isso seria compatível com preços muito mais altos, possivelmente na faixa de US$ 120 a US$ 140 por barril, com base no comportamento histórico.”
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Aumentam as dúvidas sobre por quanto tempo fatores mais amplos do mercado — como rotas alternativas de exportação que contornam o estreito, menor demanda, aumento da produção e uma queda temporária nas importações de petróleo pela China — poderão continuar amortecendo os efeitos das interrupções no fornecimento.
A China “equilibrou sozinha o mercado em maio com a redução de suas importações [de petróleo]”, afirmou Amrita Sen, fundadora e diretora de pesquisa da consultoria Energy Aspects, ao programa “Morning Call”, da CNBC, na sexta-feira.
No entanto, com as importações chinesas de petróleo bruto se recuperando em julho e com previsão de novos aumentos em agosto, Sen alertou que “o petróleo bruto não pode permanecer em baixa para sempre”.
Segundo Sen, os mercados têm reagido rapidamente a qualquer sinal de um acordo, precificando uma possível normalização dos fluxos de transporte marítimo, em vez de considerar a realidade completa das restrições físicas ainda existentes na oferta.
Isso também inclui os ataques contínuos dos houthis contra instalações de infraestrutura na Arábia Saudita, uma importante fonte de estabilidade para o mercado.
“A configuração do mercado de petróleo bruto está mais altista do ponto de vista dos fundamentos”, afirmou Sen.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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