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Energia

Leilão de transmissão termina com oito lotes arrematados

Publicado 30/10/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O deságio médio de 50,10% representa uma redução de R$ 814,3 milhões por ano nas receitas máximas previstas no edital.
  • A Celeo venceu o maior projeto do leilão, com investimento estimado em R$ 4,11 bilhões e obras em três estados.
  • A carteira prevê 1.866 quilômetros de novas linhas e seccionamentos, além de 12.694 MVA de capacidade adicional de transformação.

Foto: Beth Santos/Secretaria-Geral do PR

Celeo vence os lotes 4 integral e 8; Neoenergia leva 1 e 7, Cymi fica com 3 e 5, EDP conquista 2 e Cox vence 6. Carteira prevê R$ 8,88 bilhões em investimentos. Confira vencedores, RAPs, deságios e obras.

A sessão do Leilão de Transmissão nº 4/2026, realizada pela ANEEL nesta sexta-feira, 30 de outubro, na B3, terminou com os oito lotes arrematados.

Segundo o balanço da EPE, o desconto médio sobre as receitas máximas foi de 50,10%, equivalente a uma redução de R$ 814,3 milhões por ano. A carteira reúne investimentos estimados em R$ 8,88 bilhões.

A Celeo Redes venceu o lote 4 integral do Leilão de Transmissão nº 4/2026, realizado pela ANEEL nesta sexta-feira, 30 de outubro, na B3. A proposta foi de R$ 377.094.858 por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 50,55%.

Como ficam os sublotes 4A e 4B

O resultado abrange o conjunto dos sublotes 4A e 4B. A solução vencedora foi a contratação integral com a Celeo, e não duas concessões separadas. O modelo comparava a oferta pelo conjunto com a soma das menores propostas para as duas partes, conforme a regra divulgada pela ANEEL.

O maior lote do certame tem investimento estimado em R$ 4,11 bilhões, 1.167 quilômetros de linhas e 3.600 MVA de transformação. Envolve Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, com passagem por São Paulo. O sublote 4A reúne a ligação Rio Brilhante–Sarandi e intervenções em Rio Brilhante; o 4B inclui Rio Verde Norte–Chapadão e Chapadão–Rio Brilhante, além de intervenções em Chapadão. O prazo de implantação é de 60 meses a partir do contrato.

Lote 3: Cymi vence em São Paulo

No lote 3, a Cymi venceu com RAP de R$ 78.703.693 por ano e deságio de 57,08%, segundo o Cenário Energia. O projeto prevê a subestação Santana e conexões em Mogi das Cruzes, para reforçar o atendimento à região central da capital paulista: cerca de 45 quilômetros de linhas, 3.600 MVA e investimento estimado em R$ 1,07 bilhão. A implantação tem prazo de 48 meses.

Lote 1: Neoenergia vence na Bahia

O lote 1 foi conquistado pela Neoenergia Transmissão 3 SPE, com RAP de R$ 59.850.000 por ano e deságio de 51,21%, conforme o painel público da B3. O sistema registrou 155 lances e encerramento às 11h48 de 30 de outubro. O projeto combina 238 quilômetros de novas linhas na Bahia, acréscimo de 100 MVA e continuidade de 483 quilômetros de linhas existentes da Afluente-T. As obras incluem Poções III–Itabuna III, Ibicoara–Brumado II e reforço da subestação Brumado II. O investimento previsto é de R$ 493,1 milhões, com prazo de 48 meses para as novas instalações.

Lote 2: EDP vence na Bahia e em Goiás

O lote 2 foi arrematado pela EDP Transmissão Goiás S.A., com Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 26.530.000 por ano e deságio de 53,29%. A B3 registrou oito propostas em envelope e encerramento às 13h00. O projeto, na Bahia e em Goiás, prevê a linha de 230 kV Rio das Éguas–Iaciara 2, em circuito duplo, e a subestação de 230/138 kV Iaciara 2: 126 quilômetros de linhas e 300 MVA, conforme o factsheet da EPE.

Lote 5: segundo projeto para a Cymi

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A Cymi também venceu o lote 5, no Paraná. A B3 registra oferta final de R$ 96.400.000 por ano e deságio de 46,36%, com encerramento às 12h01. O projeto reúne os sistemas Curitiba Oeste, Barigui 2 e Uberaba, voltados ao atendimento da região metropolitana de Curitiba, com investimento estimado em R$ 982,5 milhões e prazo de implantação de 60 meses.

Lote 6: Cox vence no Paraná

No lote 6, a Cox Brasil apresentou a oferta vencedora de R$ 37.850.000 por ano, com deságio de 53,46%, segundo a B3. A disputa foi encerrada às 12h23. O lote prevê a subestação Iguaçu e conexões em 525 kV e 230 kV para reforçar o atendimento ao Oeste e Sudoeste do Paraná. O investimento estimado é de R$ 480,3 milhões, com implantação em 42 meses.

Lote 7: Neoenergia vence na Paraíba

A Neoenergia Transmissão 2 SPE S.A. conquistou o lote 7 com RAP de R$ 68.000.000 por ano e deságio de 38,55%. O painel da B3 registra encerramento às 12h39. Na Paraíba, o lote reúne as subestações Coremas II, de 500/230 kV, e Cajazeiras II, de 230/69 kV, ligações Coremas II–

Coremas e intervenções nas linhas Santa Luzia II–Milagres II e Milagres–Coremas. São 113 quilômetros de linhas e 2.100 MVA de transformação, segundo a EPE.

Lote 8: Celeo vence em Rondônia

No lote 8, a Celeo Redes Brasil S.A. venceu com RAP de R$ 66.664.542 por ano e deságio de 48,02%, conforme a B3. A disputa foi encerrada às 12h48. O escopo, em Rondônia, compreende compensações síncronas na subestação Coletora Porto Velho, de 500/230 kV, conforme a EPE.

Balanço da sessão

Com o encerramento dos oito lotes, Celeo, Cymi e Neoenergia conquistaram dois projetos cada; EDP e Cox venceram um lote cada. A soma das RAPs vencedoras informadas nesta reportagem é de R$ 811.093.093 por ano. Os resultados da sessão seguem para as etapas de habilitação e contratação previstas no edital.

O que o desconto representa

A RAP remunera a prestação do serviço de transmissão. O deságio mede a redução dessa receita em relação ao teto do edital; não é um desconto de igual percentual na conta de luz. O efeito sobre o consumidor depende da participação dos novos ativos na receita do sistema e da aplicação das regras tarifárias.

As instalações licitadas somam 1.866 quilômetros de novas linhas e seccionamentos e 12.694 MVA de nova capacidade de transformação, com empreendimentos em sete estados, segundo a EPE. As estimativas de investimento se referem à implantação da carteira, enquanto a RAP remunera a disponibilidade do serviço ao longo da concessão.

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