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Por André Amadeus
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Publicado 29/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Divulgação
Entenda a disputa bilionária envolvendo a OPA da Oncoclínicas?
A disputa envolvendo a Oncoclínicas ganhou força no mercado. O caso colocou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no centro de um impasse. A discussão envolve a Oferta Pública de Aquisição (OPA) e uma diferença relevante na avaliação da companhia.
O conflito se intensificou depois que acionistas minoritários passaram a questionar a condução do processo e aumentaram a pressão sobre a área técnica do órgão regulador.
Leia também: Minoritários da Oncoclínicas pedem afastamento de gerência da CVM em disputa sobre OPA
Organizados na Associação Brasileira de Investimento, Crédito e Consumo (Abraicc), os acionistas recorreram ao colegiado da CVM. Além disso, eles pedem a revisão da condução feita pela área técnica responsável pelo caso.
Além disso, pedem o afastamento da gerência envolvida. Também defendem que um membro do próprio colegiado assuma a relatoria. A justificativa é a alegação de problemas de imparcialidade na análise do processo.
Os investidores também apontam falhas na comunicação do caso. Um dos pontos citados é o envio de um ofício para endereço incorreto. Isso ocorreu em um momento em que ainda não tinham acesso completo aos autos.
O principal ponto da disputa é a diferença entre o valor defendido pelos minoritários e o preço de mercado da empresa.
O grupo afirma que a OPA deveria considerar uma cotação acima de R$ 16 por ação, enquanto os papéis da Oncoclínicas chegaram a ser negociados próximos de R$ 1,46 na Bolsa.
Essa distância explica o caráter bilionário do impasse e sustenta o embate entre investidores e a estrutura regulatória do mercado.
A OPA funciona como um mecanismo de proteção ao acionista minoritário, exigindo que ofertas de compra sigam critérios de preço definidos em operações relevantes.
Leia também: Oncoclínicas encerra contrato com Citi e anuncia novo formador de mercado
Dentro da CVM, uma das diretoras informou impedimento para votar no caso, o que altera a composição do colegiado responsável pela decisão.
Com isso, o processo segue em análise e ainda depende do posicionamento final do órgão regulador, enquanto os minoritários mantêm a pressão por revisão da condução e do preço da oferta.
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