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Publicado 04/03/2026 • 17:14 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A situação do Banco Master representa uma das maiores crises financeiras do sistema bancário brasileiro
Nesta quarta-feira (4), a Polícia Federal prendeu dois integrantes de um grupo suspeito de atuar como braço operacional clandestino ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, no Caso Master. As detenções ocorreram no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do STF André Mendonça.
Segundo a decisão, o grupo recebia R$ 1 milhão por mês para monitorar, intimidar e levantar informações sobre jornalistas, ex-funcionários e autoridades, com uso ilegal de sistemas restritos, de acordo com a publicação realizada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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As investigações apontam que a estrutura era chamada internamente de ‘A Turma’. O chefe operacional, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de ‘Sicário’, coordenava as ações e fazia a gestão dos pagamentos.
Também foi preso Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que teria usado conhecimento técnico e contatos para auxiliar nas atividades.
O termo sicário designa o indivíduo contratado para matar alguém. Segundo a definição jurídica publicada pelo JurisHand, no Direito Penal, é associado ao assassino de aluguel, aquele que age mediante pagamento ou promessa de recompensa.
Nesses casos, o homicídio pode ser qualificado, o que aumenta a pena prevista em lei.
A palavra passou a aparecer nas mensagens analisadas pela investigação porque Mourão utilizava o apelido Sicário.
Leia também: Quem são os alvos da Compliance Zero: Vorcaro, cunhado pastor, ex-diretor e servidor do BC
Embora o inquérito trate principalmente de monitoramentos e ameaças, o uso do termo chamou atenção pelo seu significado histórico e jurídico, ligado à prática de execução contratada.
De acordo com a decisão judicial, a turma tinha divisão de tarefas e recebia repasses mensais que totalizavam R$ 1 milhão. Parte do valor era distribuída entre integrantes responsáveis por vigilância presencial e obtenção de dados.
As mensagens citadas na investigação mostram cobranças sobre o envio do dinheiro e detalham a transferência para a empresa indicada pelo coordenador do grupo.
O material também aponta acesso indevido a sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais.
O inquérito descreve episódios de acompanhamento de jornalistas após publicações consideradas prejudiciais ao Banco Master.
Em uma das conversas, há menção à intenção de simular um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Leia também: PF vê melhora com Mendonça e critica decisões anteriores no caso Banco Master
Também foram relatados monitoramentos de ex-funcionários e pedidos de levantamento de dados pessoais. Em outra troca de mensagens, aparecem ordens para intimidar uma empregada doméstica que teria feito ameaças ao banqueiro.
Na decisão que autorizou as prisões, o ministro André Mendonça classificou o grupo como milícia privada.
Leia também: Caso Master: Hugo Motta defende Toffoli e critica “exagero” da mídia
Para ele, havia estrutura organizada, acesso a informações sigilosas e potencial risco à integridade de autoridades e servidores envolvidos nas apurações. As prisões preventivas no Caso Master foram decretadas para garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal.
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