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Casas Bahia tem prejuízo ajustado de R$ 978 milhões, alta de 76%; veja os números
Publicado 17/08/2026 • 09:40 | Atualizado há 60 minutos
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Publicado 17/08/2026 • 09:40 | Atualizado há 60 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Casas Bahia tem prejuízo ajustado de R$ 978 milhões, alta de 76% veja os números
O Grupo Casas Bahia encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido ajustado de R$ 978 milhões, aumento de 76,2% em relação aos R$ 555 milhões negativos registrados no mesmo período de 2025.
Além disso, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, influenciado principalmente por R$ 9,1 bilhões em efeitos contábeis não recorrentes relacionados à segunda fase do Plano de Transformação.
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Junto ao crescimento da dívida da empresa, a Casas Bahia contabilizou R$ 5,7 bilhões relacionados ao Imposto de Renda diferido. A companhia revisou suas projeções de lucros tributáveis futuros e reduziu o valor desses créditos fiscais.
O balanço também inclui R$ 1,8 bilhão em contingências contratuais, R$ 971 milhões relacionados ao ágio, R$ 502 milhões em despesas de reestruturação e outros R$ 210 milhões ligados ao imobilizado. Além disso, parte desses valores acompanha mudanças na estrutura da varejista, como redução de pessoal e fechamento de lojas.
A receita líquida da Casas Bahia alcançou R$ 7 bilhões, avanço de 1,6% em um ano. O lucro bruto chegou a R$ 2,3 bilhões, crescimento de 10,9%, enquanto a margem bruta subiu para 32,9%.
Entretanto, mesmo com os números positivos, o EBITDA ajustado caiu 9,4% e terminou o trimestre em R$ 518 milhões. A margem ficou em 7,4%, queda de 0,9 ponto percentual. A companhia relaciona esse desempenho ao resultado das lojas físicas e ao cenário de crédito mais restritivo.
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Siga o Times | CNBCJunto aos números levantados pela Casas Bahia, outro ponto também chama a atenção do mercado. Isso porque o prejuízo ajustado avançou de R$ 555 milhões para R$ 978 milhões em um ano.
O EBIT ajustado também registrou resultado negativo de R$ 1,1 bilhão, com variação de 25,8% na comparação anual. Segundo a varejista, o custo de capital no Brasil continua pressionando o resultado financeiro.
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Apesar do prejuízo, a empresa registrou R$ 800 milhões em fluxo de caixa livre contra R$ 173 milhões no segundo trimestre de 2025. Nos últimos 12 meses, o indicador alcançou R$ 4 bilhões, superior aos R$ 910 milhões no período anterior.
A dívida líquida também caiu R$ 3,8 bilhões em um ano, enquanto a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado recuou de 2,2 vezes para 0,5 vez. Por outro lado, o patrimônio líquido da Casas Bahia terminou junho negativo em R$ 8,1 bilhões.
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