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Estudo revela desalinhamento no mercado de trabalho entre empresas e talentos
Publicado 20/01/2026 • 12:15 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 20/01/2026 • 12:15 | Atualizado há 10 meses
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Lançado durante o Fórum Econômico Mundial, o Workmonitor 2026, estudo global da Randstad, expõe um descompasso relevante no mercado de trabalho: enquanto 95% dos empregadores esperam crescimento dos negócios em 2026, apenas 51% dos talentos compartilham dessa percepção. A lacuna de confiança sinaliza riscos para engajamento, produtividade e retenção.
“Vivemos uma fase de grandes expectativas por parte das empresas, mas também de cautela por parte dos talentos. O desafio está em alinhar essas visões, criando ambientes mais transparentes, com lideranças mais próximas e caminhos claros de desenvolvimento”, afirma Diogo Forghieri, diretor de Negócios da Randstad Brasil.
O estudo ouviu 27 mil profissionais, 1.225 empregadores em 35 países e analisou mais de 3 milhões de anúncios de emprego, apontando uma reconfiguração acelerada do trabalho – impulsionada por inteligência artificial, novos modelos de carreira e pelo papel central dos gestores diretos.
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A inteligência artificial deixou o estágio experimental e tornou-se ferramenta corporativa essencial, especialmente em tecnologia e logística, setores em que quase dois terços dos empregadores investiram em IA nos últimos 12 meses. As empresas estimam que até 75% das tarefas serão impactadas pela tecnologia.
Entre os talentos, porém, a percepção é mais cautelosa: 27% veem impacto limitado em suas funções atuais e 21% não esperam impacto algum. Além disso, 47% temem que os benefícios da IA fiquem concentrados nas empresas, e não nas pessoas.
Ainda assim, os dados indicam ampliação de tarefas, não substituição de empregos. A demanda por habilidades cresce rapidamente: vagas ligadas a agentes de IA avançaram 1.587%, treinadores de IA cresceram 247%, e engenharia de prompts já desponta como competência transversal, com +97% na demanda.
A resposta dos profissionais é clara: 65% dizem que as empresas poderiam investir mais em capacitação em IA, enquanto 52% já buscam formação por conta própria para garantir empregabilidade.
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O modelo tradicional de carreira está em ruptura. Apenas 41% dos profissionais ainda desejam uma trajetória linear, e 72% dos empregadores consideram a “escada corporativa” ultrapassada. Ganham força as carreiras de portfólio, com múltiplas funções, projetos e experiências ao longo do tempo.
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Siga o Times | CNBCHoje, 40% dos talentos já acumulam uma segunda função e 36% planejam aumentar a carga horária para lidar com o custo de vida — quase o dobro de 2024. Entre trabalhadores em tempo integral, 27% prefeririam uma atividade de renda extra paralela; entre os de meio período, 20%.
Embora salário siga como principal fator de atração (81%), a retenção é sustentada sobretudo pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional (46%), à frente da remuneração (23%).
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Em um cenário de incerteza econômica, a confiança na liderança sênior caiu de 77% para 72%, com queda mais acentuada entre a Geração Z (67%). Em contrapartida, os gestores diretos emergem como pilar de estabilidade: 60% dos talentos dizem buscar segurança em seus líderes imediatos.
O vínculo se fortaleceu no último ano: 72% relatam relacionamento forte com seus gestores (ante 64% em 2025). A colaboração intergeracional também se destaca: 78% aprendem soft skills com colegas mais experientes, enquanto 72% desenvolvem habilidades tecnológicas e de IA com profissionais mais jovens.
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O estudo mostra que, diante da pressão econômica, profissionais estão menos propensos a pedir aumentos ou ameaçar pedir demissão. A preocupação com a estabilidade do emprego atinge 46%, com destaque para a região Ásia-Pacífico.
Para os empregadores, formatos de trabalho mais flexíveis, investimento contínuo em capacitação e lideranças próximas são estratégias-chave para reconstruir a confiança e reduzir a rotatividade.
“A IA acelera transformações, mas são as relações humanas que sustentam a confiança. Empresas que investirem em liderança, desenvolvimento e modelos de carreira flexíveis estarão mais preparadas para o próximo ciclo do mercado de trabalho”, conclui Forghieri.
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