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Em meio a tensão com Irã, Marinha dos Estados Unidos trabalha para substituir o problemático porta-aviões USS Abraham Lincoln

Publicado 14/08/2026 • 08:55 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Os EUA aplicarão medidas econômicas “nunca antes vistas contra o Irã”, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
  • As medidas serão adotadas em conjunto com o bloqueio militar imposto por Washington.
  • O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os EUA podem manter um bloqueio naval ao Irã “indefinidamente”.

Yuri Gripas / AP Photos

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent

Os Estados Unidos aplicarão medidas econômicas “nunca antes vistas contra o Irã”, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

“Será uma combinação de isolamento econômico como o mundo nunca viu antes e a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz, que impedirá qualquer coisa de entrar ou sair dos portos iranianos”, afirmou Bessent em entrevista à Newsmax, sem dar mais detalhes.

As declarações ocorrem depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ter afirmado, segundo relatos, na noite de quinta-feira, que as Forças Armadas americanas podem manter um bloqueio naval ao Irã “indefinidamente”. A Marinha fará um rodízio dos navios, retirando e enviando embarcações para a região “como temos feito e continuaremos fazendo”, disse Hegseth a repórteres.

Relatos da imprensa apontam que o porta-aviões americano USS George Washington estaria a caminho para substituir o USS Abraham Lincoln, que está mobilizado no Oriente Médio há mais de 250 dias. A previsão inicial era de que a missão terminasse em maio.

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O grupo de ataque do George Washington deixou o Vietnã em 12 de agosto, segundo comunicado da Marinha dos EUA.

Hegseth também afirmou a repórteres que os relatos sobre as condições precárias a bordo do Lincoln, incluindo falta de alimentos, queda no moral da tripulação e até tentativas de marinheiros de se jogar ao mar, foram “completamente distorcidos”.

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Após as declarações de Hegseth, o deputado americano Mike Levin, democrata da Califórnia, afirmou na rede social X que enviou uma carta a Hegseth e ao secretário interino da Marinha, Hung Cao, para expressar sérias preocupações com as condições a bordo do Lincoln.

“Os relatos de familiares e pessoas próximas aos militares sobre as condições a bordo do USS Lincoln são simplesmente inaceitáveis. Os relatos incluem preocupações com chuveiros com mofo, vasos sanitários quebrados, falta de água quente, falta de acesso a produtos frescos e escassez de suprimentos”, diz a carta.

Segundo o documento, marinheiros e fuzileiros navais também estariam enfrentando uma “carga de trabalho avassaladora”, o que estaria contribuindo para “fadiga extrema e esgotamento”.

Em uma publicação no X, o Comando Central dos EUA afirmou que os relatos sobre uma briga a bordo do porta-aviões eram falsos e que nenhum militar morreu.

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A declaração ocorreu depois que a mídia iraniana afirmou, na terça-feira, que sete militares da Marinha dos EUA haviam morrido e vários outros ficaram feridos “em um confronto violento” a bordo do Lincoln.

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