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EXCLUSIVO CNBC: “Estamos prontos para avançar”, diz CEO da Boening sobre produção do 737 Max

Publicado 05/06/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O CEO Kelly Ortberg afirmou que a empresa adotou uma abordagem mais cautelosa para expandir a produção, priorizando estabilidade operacional e qualidade.
  • A meta de longo prazo segue sendo produzir 63 unidades mensais do 737 Max, embora a companhia avalie possibilidades de expansão futura.
  • No programa 787 Dreamliner, a Boeing ainda enfrenta gargalos no fornecimento de assentos e motores, mas pretende aumentar a produção de oito para dez aeronaves por mês até o fim do ano.

A Boeing afirmou estar preparada para ampliar a produção do 737 Max, principal modelo comercial da fabricante, após um período marcado por atrasos, problemas operacionais e questionamentos sobre seus padrões de qualidade e segurança.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO da companhia, Kelly Ortberg, disse que a empresa concluiu os preparativos necessários para elevar o ritmo de fabricação da aeronave. Segundo ele, a unidade de Everett, no estado de Washington, receberá sua primeira aeronave para montagem em 6 de julho, marcando o início das operações de uma nova linha de produção.

“Estamos prontos. Fizemos um esforço exaustivo para preparar e testar o sistema”, afirmou Ortberg. A fabricante planeja elevar a produção mensal do 737 Max de 42 para 47 unidades. A nova linha em Everett, descrita pelo executivo como uma réplica da operação já existente em Renton, permitirá uma expansão adicional da capacidade produtiva.

A Boeing também pretende alcançar uma produção de 52 aeronaves por mês, embora ainda não tenha definido uma data exata para essa etapa. “Vamos avançar quando o sistema de produção disser que estamos prontos”, disse o CEO. Segundo ele, a companhia tem adotado uma estratégia mais cautelosa do que no passado, evitando acelerar a produção antes que os processos estejam estabilizados.

Ortberg reconheceu que a empresa enfrenta desconfiança após dificuldades registradas em aumentos anteriores de produção, mas argumentou que os indicadores atuais são positivos. “Estamos mudando esse histórico. Fizemos um bom trabalho nos últimos 18 meses, aumentando a taxa de forma diferente”, afirmou. “Não estamos forçando o trabalho na linha de produção como fazíamos antes.”

A meta de longo prazo da Boeing continua sendo produzir 63 unidades do 737 Max por mês. Questionado sobre a possibilidade de a empresa elevar esse objetivo para 70 aeronaves mensais, o executivo disse que o tema está em estudo, mas ressaltou que o planejamento oficial permanece inalterado. “Por hora, 63 é o plano”, afirmou.

Segundo Ortberg, os clientes têm aprovado os resultados do processo de recuperação da fabricante. “Eles dizem que são os aviões de maior qualidade que já receberam da Boeing”, declarou. O CEO acrescentou que a companhia não pretende acelerar a produção em detrimento da segurança ou da qualidade. “Não vamos liberar aviões se não estivermos estáveis e o sistema de produção não estiver produzindo um produto de alta qualidade.”

Embora a cadeia de suprimentos do programa 737 Max esteja operando de forma satisfatória, a Boeing ainda enfrenta desafios em outras frentes. No programa 787 Dreamliner, produzido em Charleston, a empresa lida com restrições no fornecimento de assentos e atrasos na entrega de motores.

De acordo com Ortberg, a fabricante pretende elevar a produção do 787 de oito para dez aeronaves por mês até o fim do ano. Para isso, será necessário reduzir os gargalos na cadeia de fornecedores. “Temos bons planos para recuperar. Sabemos onde estão as restrições. Trabalhamos com fornecedores para resolver”, afirmou.

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