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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Applied Digital diz que pode escalar construção de data centers para até 7 campi
Publicado 28/05/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 28/05/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
A Applied Digital, empresa de infraestrutura digital e tecnologia, consegue escalar a construção de data centers para atender à demanda de hiperescaladores, mas vê limites quando projetos muito grandes ficam concentrados em um único campus. É o que afirmou Wes Cummins, chairman e CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.
A empresa anunciou recentemente um contrato de locação de US$ 7,5 bilhões com um hiperescalador. Segundo Cummins, a Applied Digital passou os últimos 24 meses desenhando a organização interna para conseguir ampliar a execução desses projetos.
O executivo afirmou que a empresa criou um modelo replicável, com equipes centrais de design, operações e construção, que depois são alocadas nos diferentes campi.
“Nós temos 4 campi agora. E então colocamos as pessoas certas nos campi. Isso nos permite escalar”, afirmou.
Segundo Cummins, a companhia ainda não chegou ao limite operacional, mas acompanha restrições de cadeia de suprimentos, especialmente nas áreas mecânica, elétrica e hidráulica dos projetos.
“Há uma limitação que começa a aparecer em algum ponto. Ainda não estamos lá do ponto de vista da cadeia de suprimentos”, disse.
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O CEO afirmou que a Applied Digital planejou sua estrutura para manter até 7 campi em andamento ao mesmo tempo. A empresa já comercializa mais de 1,7 gigawatt de capacidade adicional, o que pode abrir caminho para novos projetos.
Cummins disse que a companhia tem um quinto, sexto e sétimo campus “em andamento”, embora seja difícil prever exatamente quando os contratos serão assinados.
“Achamos que agora podemos escalar o negócio para construir cerca de 7 desses campi”, afirmou.
O executivo afirmou que a Applied Digital prefere distribuir a expansão entre diferentes campi, em vez de concentrar um gigawatt inteiro em uma única unidade em prazo curto.
Segundo Cummins, construir 300 megawatts ao mesmo tempo em diferentes campi é viável, mas tentar erguer um gigawatt em um único local em dois ou dois anos e meio é mais difícil.
“As economias de escala sobem até certo ponto e depois colapsam. Essa é a nossa opinião”, disse.
Questionado sobre a energia já conectada, o CEO afirmou que a companhia tem cerca de 8% da capacidade contratada efetivamente online.
“Temos cerca de 8% do que está contratado realmente online”, afirmou. “Outro prédio liga nas próximas 6 semanas, e depois há uma cadência de mais dois até o fim do ano.”
Segundo ele, a partir de 2027, a empresa deve seguir ativando novos prédios em sequência. O primeiro prédio entrou em operação em novembro do ano passado e já funciona há cerca de 6 meses.
Cummins também foi questionado sobre a identidade do cliente âncora dos projetos DeltaForge 1 e PolarisForge 3. A Applied Digital não revelou o nome da empresa.
O CEO disse que a companhia já deu informações suficientes ao afirmar que se trata de um hiperescalador de alto grau de investimento. Segundo ele, isso limita o grupo a Microsoft, Google, Amazon ou Meta. “É um desses quatro”, afirmou.
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Seguir no GoogleCummins disse que a decisão de não revelar o nome atende à preferência do cliente. Para ele, a divulgação não traz vantagem para o hiperescalador, já que a Applied Digital é quem controla os campi e a execução dos projetos.
“Se nossos clientes não querem ser nomeados, eu quero continuar fazendo mais negócios com esses clientes. Então por que eu forçaria muito para revelar esses nomes?”, disse.
O executivo afirmou que parte da cautela está ligada ao risco de exposição pública em caso de atrasos ou problemas de construção. Segundo ele, quando um projeto é associado a um grande hiperescalador, qualquer notícia negativa tende a ser vinculada ao nome do cliente, mesmo que ele não controle diretamente a obra.
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Cummins também afirmou que a Applied Digital escolhe cidades pequenas para desenvolver seus data centers porque essas comunidades buscam novos investimentos e tendem a receber melhor os projetos.
Segundo ele, a companhia evita instalar novas estruturas em mercados já saturados, como Dallas, norte da Virgínia ou Atlanta, onde a resistência local pode ser maior.
“Estamos indo para cidades que querem esses projetos”, disse.
O executivo citou localidades pequenas em Dakota do Norte e Louisiana, nos Estados Unidos, com comunidades historicamente agrícolas e população em queda nas últimas décadas. Segundo Cummins, esses municípios veem os data centers como oportunidade de impulso econômico.
“Essas cidades estão procurando esse estímulo para suas economias e realmente nos recebem bem”, afirmou.
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