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EXCLUSIVO CNBC: CEO da BMW fala sobre os bastidores do lançamento do modelo X5 e reforça planos estratégicos da montadora para os investidores
Publicado 30/06/2026 • 22:05 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/06/2026 • 22:05 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A indústria automotiva atravessa um período de transformação acelerada, e a BMW aposta em uma estratégia de diversificação para se manter à frente da concorrência. Em entrevista exclusiva à CNBC dos Estados Unidos, Sebastian McKensen, CEO da BMW América do Norte, detalhou os bastidores do lançamento do novo X5 e traçou um panorama sobre a solidez financeira e operacional da montadora alemã.
O novo X5 chega ao mercado em quatro versões: elétrica, híbrida, híbrida plug-in e motor a combustão. Apesar da aposta multiplataforma, McKensen aponta que a demanda mais forte nos Estados Unidos é a versão a combustão, que ainda lidera as preferências dos consumidores.
Para o executivo, essa diversidade não é um risco, mas uma vantagem competitiva. “Temos clientes em todos os nichos, em todos os segmentos e diferentes geografias. Há diferentes escolhas de clientes e todos encontrarão seus preferidos, mas a maior parte escolhe o modelo a combustão”, afirmou.
Essa capacidade de atender múltiplos mercados simultaneamente tem um endereço estratégico: a fábrica de Spartanburg, na Carolina do Sul, responsável por mais da metade dos veículos que a BMW vende nos Estados Unidos.
A planta já opera próxima do limite de capacidade, produzindo mais de 400 mil unidades por ano dentro de um teto de 450 mil — resultado direto de um investimento anunciado em 2022. “Cumprimos a promessa. Isso mostra que investimos onde vemos necessidade”, disse o CEO, acrescentando que a unidade foi preparada para produzir a versão elétrica do X5 lado a lado com a versão a combustão.
O otimismo em relação à operação americana contrasta, em parte, com o cenário global mais desafiador. Semanas atrás, a BMW revisou suas projeções corporativas, pressionada pela concorrência intensa na China, pelos custos derivados do conflito no Oriente Médio e pelos reflexos econômicos na Europa. Mas McKensen afirma que o ambiente externo é uma variável fora do controle da empresa, mas que a estratégia interna é sólida.
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Siga o Times | CNBC“Trabalhamos com diferentes trens de força, como temos agora no X5. Aqui, nós trabalhamos com diferentes equipes de mercado nas diferentes geografias deste planeta. Obviamente eu cuido dos Estados Unidos e das Américas. E eu penso sim que a BMW também será no futuro uma clara vencedora no segmento automotivo”, ponderou o executivo.
A política tarifária é outro capítulo relevante nesse tabuleiro. Com a taxação sobre veículos europeus subindo de 15% para 25% nos Estados Unidos, McKensen reconhece que decisões de governos — sejam americanos, europeus ou chineses — impõem ajustes constantes de rota. Mas aponta uma carta na manga: mais de 50% dos veículos vendidos pela BMW no mercado americano já são fabricados em solo americano, em Spartanburg, que também funciona como importante hub exportador, gerando empregos e movimentando a economia local.
Leia mais: BMW adota cautela e estratégia multidimensional diante de fortalecimento de mercado chinês
Para o CEO, essa combinação — produção global distribuída aliada a uma rede de mercado abrangente — coloca a BMW em vantagem justamente nos momentos de maior incerteza comercial. E os números parecem confirmar o otimismo. “Está parecendo bom e eu não ficaria surpreso se estivéssemos à frente do ano passado, no final do segundo trimestre”, finalizou McKensen.
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