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O CEO que aposta US$ 164 milhões na I.A para transformar o policiamento; confira

Publicado 30/06/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Rick Smith, fundador e CEO da Axon Enterprise, está no centro de uma das apostas mais ambiciosas da tecnologia de I.A aplicada à segurança pública.
  • Hoje mais de 18.000 agências de segurança pública utilizam seus produtos em cerca de 100 países. Esse número inclui, sobretudo, a maioria dos grandes departamentos policiais dos Estados Unidos.
  • Agora, a nova fronteira da Axon é a inteligência artificial. Nesse cenário, Smith defende o uso da tecnologia para automatizar tarefas, como a redação de relatórios policiais a partir de áudios captados por câmeras corporais.
CEO da Axon aposta US$ 164 milhões na IA para transformar o policiamento moderno e acelerar a automação de relatórios policiais

Foto: Magstic

CEO da Axon aposta US$ 164 milhões na IA para transformar o policiamento moderno e acelerar a automação de relatórios policiais

Rick Smith, fundador e CEO da Axon Enterprise, está no centro de uma das apostas mais ambiciosas da tecnologia de I.A aplicada à segurança pública.

Conhecido por liderar o mercado de Tasers e câmeras corporais, ele agora direciona sua estratégia para a inteligência artificial. Ele defende que essa tecnologia será o futuro do policiamento moderno, de acordo com o The Wall Street Journal.

A aposta não é apenas corporativa: seu pacote de remuneração, que já chegou a US$ 164,4 milhões, também está atrelado ao sucesso dessa transformação.

Leia também: Japão pode ser o próximo polo da Anthropic? Entenda a nova fase da empresa de I.A

Da Taser à I.A. e ao software de segurança pública

Ao longo de duas décadas, Smith reposicionou a Axon. A empresa deixou de ser apenas uma fabricante de armas de eletrochoque e passou a atuar como uma companhia de tecnologia focada em software e soluções digitais.

Além disso, hoje mais de 18.000 agências de segurança pública utilizam seus produtos em cerca de 100 países. Esse número inclui, sobretudo, a maioria dos grandes departamentos policiais dos Estados Unidos.

A empresa também consolidou o uso de câmeras corporais, que já acumularam mais de 60 milhões de horas de gravações, tornando-se uma ferramenta central em investigações e na rotina policial.

Trump e as ações da Axon

A Axon também esteve no centro de outro assunto recente envolvendo o cenário político dos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump comprou entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões em ações da empresa poucas semanas antes de o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) abrir uma licitação de US$ 220 milhões para a aquisição de aproximadamente 17,8 mil Tasers.

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A Casa Branca afirmou que os investimentos do presidente são administrados por um truste independente e que não há participação direta dele nas decisões de investimento.

A aposta na I.A e o crescimento da Axon

Agora, a nova fronteira da Axon é a inteligência artificial. Nesse cenário, Smith defende o uso da tecnologia para automatizar tarefas, como a redação de relatórios policiais a partir de áudios captados por câmeras corporais. Além disso, a proposta inclui o fornecimento de respostas rápidas sobre políticas durante ocorrências.

Segundo a empresa, a receita com produtos de I.A cresceu mais de 700% em relação ao ano anterior. Apesar disso, as ações da Axon enfrentaram queda recente, refletindo preocupações do mercado com o impacto da inteligência artificial no setor de software.

Leia também: Ex-Anthropics lançam empresa focada em I.A que automatiza o desenvolvimento de novos modelos

Promessas, riscos e o futuro do policiamento

Apesar do otimismo, a expansão da I.A no policiamento também levanta debates. Críticos apontam riscos de falhas em sistemas automatizados e alertam para possíveis abusos em tecnologias de vigilância.

Ideias mais controversas, como drones equipados com dispositivos de eletrochoque, geraram forte reação pública e tensão interna na empresa, incluindo a saída de membros do conselho de ética.

Ainda assim, Smith afirma que a tecnologia pode reduzir confrontos letais e tornar o trabalho policial mais seguro, reforçando sua visão de que a I.A dará “superpoderes” às forças de segurança.

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