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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Robinhood defende mercados preditivos, mas vê necessidade de regulação nos EUA
Publicado 06/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 uma semana
Publicado 06/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
O CEO da Robinhood, Vlad Tenev, defendeu a atuação da companhia em mercados preditivos, segmento em que são negociados contratos atrelados a resultados de eventos futuros, como eleições, indicadores econômicos e esportes.
Em entrevista exclusiva à CNBC, Tenev disse que esses mercados ganharam força durante a eleição americana de 2024 e podem servir não apenas como instrumento de negociação, mas também como fonte de informação para investidores.
“Os mercados de previsão são um novo domínio. Eles realmente se tornaram populares com a eleição de 2024”, afirmou. “O que eu realmente gosto nisso é que não é só uma ferramenta para ajudar os negociadores a se especializarem. É uma boa fonte de informação.”
A Robinhood é uma plataforma de serviços financeiros e corretora de ações que se tornou popular por ampliar o acesso de investidores individuais ao mercado financeiro. No Brasil, esse tipo de operação foi recentemente proibido.
Tenev negou que haja manipulação de dados na plataforma e afirmou que a Robinhood entrou nesse mercado como uma empresa regulada de serviços financeiros, seguindo a legislação americana.
“O que sempre afirmamos é que estamos entrando nisso como uma empresa de serviços financeiros regulada, respeitando as leis americanas”, disse.
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O executivo afirmou que parte da discussão sobre riscos no setor se mistura com a atuação de plataformas offshore, o que, segundo ele, torna o debate mais confuso.
Questionado sobre estudos que indicam concentração de ganhos em pequenos grupos de participantes e perdas para investidores de varejo, Tenev disse que ainda não havia analisado os dados em detalhe. Ele afirmou que a Robinhood não recomenda operações aos clientes na maior parte de seus produtos.
“Nós não estamos dizendo às pessoas o que negociar. Nós não fazemos recomendações”, afirmou.
Segundo o CEO, mercados de derivativos desse tipo são difíceis de analisar isoladamente, porque não é possível saber se um participante está especulando, fazendo proteção ou mantendo posições em outros mercados.
“Você sempre pode encontrar uma forma de apresentar isso de maneira negativa, mas estamos focados em proporcionar o melhor acesso aos nossos clientes a essa nova classe de ativos”, disse.
Tenev também foi questionado sobre estudos que apontam desvantagem para investidores de varejo diante da atuação de robôs e algoritmos em mercados preditivos. Segundo ele, a disseminação de ferramentas de inteligência artificial pode tornar esse tipo de tecnologia mais acessível ao público individual.
“Os bots algorítmicos são algo relativamente novo com muitas dessas ferramentas de IA que estão surgindo”, afirmou.
O executivo disse que investidores de varejo já começam a usar ferramentas como Codex para criar estratégias automatizadas, e afirmou que a Robinhood avalia formas de ampliar esse acesso.
“Será que podemos tornar isso acessível a todos para que todos tenham essa tecnologia poderosa?”, disse.
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A entrevista também abordou o uso de mercados preditivos em eventos esportivos. Tenev afirmou que há argumentos dos dois lados sobre a aplicação da legislação atual a esse tipo de contrato.
O executivo disse que o esporte ganhou peso econômico nas últimas décadas e tende a se aproximar cada vez mais do mundo dos negócios e das finanças.
“O esporte representa uma fatia muito maior da economia do que representava há duas décadas”, afirmou.
Tenev reconheceu, porém, que a legislação pode precisar ser atualizada para refletir esse novo cenário.
“Talvez a lei precise ser atualizada”, disse.
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