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EXCLUSIVO CNBC: CEO do UBS vê “complacência” nos mercados diante de risco geopolítico

Publicado 29/04/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • UBS registrou lucro líquido de € 3 bilhões no trimestre.
  • Sergio Ermotti afirmou que todas as áreas do banco tiveram crescimento de dois dígitos em rentabilidade.
  • CEO disse que tensões em crédito privado parecem mais ligadas à liquidez do que a uma piora estrutural de desempenho.

O UBS abriu a temporada de balanços dos bancos europeus com lucro acima do esperado e crescimento de 80% no resultado trimestral, em um período marcado por volatilidade, tensão geopolítica e avanço da integração do Credit Suisse.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO do UBS, Sergio Ermotti, classificou o trimestre como “muito forte”. O banco registrou € 3 bilhões de lucro líquido e € 4 bilhões de lucro antes de impostos.

“Vimos todos os nossos negócios entregando crescimento de dois dígitos em rentabilidade”, afirmou.

Ermotti disse que o desempenho foi positivo também do ponto de vista regional, com destaque para a Ásia, mas com crescimento distribuído nas diferentes áreas do banco. Segundo ele, o UBS teve bons fluxos de clientes e “bom momento” nos negócios.

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O executivo também destacou a migração dos clientes suíços do Credit Suisse para a plataforma do UBS, etapa concluída no trimestre. Segundo ele, o banco entra agora na fase final da integração.

“Foi um trimestre muito forte, o que nos deixa confiantes sobre nossa capacidade de entregar o restante do ano e nossas metas”, disse.

Questionado sobre a volatilidade no período, especialmente após o início da guerra no Irã, Ermotti afirmou que a atividade dos clientes se manteve resiliente. Segundo ele, clientes institucionais, de gestão de patrimônio e corporativos estiveram ativos no ambiente de maior incerteza.

O CEO disse que o calendário de operações também seguiu positivo, com resultados fortes em mercado de capitais de ações e ganho de participação frente a concorrentes.

“Até agora, tudo bem, apesar das incertezas”, afirmou.

Ermotti disse não observar uma grande mudança na alocação de ativos dos clientes. Segundo ele, houve redução de exposição a tecnologia e inteligência artificial no fim do ano passado, mas não uma alteração relevante no trimestre.

A exceção, segundo o executivo, está no mercado de crédito privado, onde há sinais de tensão e incerteza. Ainda assim, Ermotti afirmou que o UBS não vê deslocamentos importantes ou problemas generalizados.

“Não vemos nenhuma grande ruptura ou questão relevante”, disse.

Segundo ele, alguns fundos estão sob estresse e outros impuseram restrições de resgate conforme as regras dos próprios veículos. Para Ermotti, porém, o problema parece mais relacionado à liquidez do que a uma piora clara do desempenho dos ativos.

O CEO afirmou que a exposição do UBS é bem diversificada, com baixo loan-to-value e boa qualidade. Segundo ele, a exposição representa 0,5% do balanço do banco.

Ao comentar os níveis atuais dos mercados, com índices dos Estados Unidos em máximas recordes, Ermotti disse que há sinais de complacência diante do cenário geopolítico. Ele citou o fechamento do Estreito de Hormuz e a fragilidade do cessar-fogo como riscos ainda relevantes.

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“Os mercados estão indicando que uma solução será encontrada. Nesse sentido, há um nível de complacência”, afirmou.

Na avaliação do CEO, quanto mais tempo durar a tensão, maior será o impacto sobre confiança e atividade econômica. Ele disse que interrupções no fornecimento de energia e na produção levarão tempo para ser absorvidas.

Ermotti afirmou ainda que o ambiente dificulta a queda da inflação. Para ele, a principal questão é se os consumidores manterão o otimismo ou passarão a agir com mais cautela.

“Vai ser bastante difícil reduzir os níveis de inflação que vemos agora neste ambiente”, disse.

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