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EXCLUSIVO CNBC: Starbucks volta a crescer ao resgatar experiência de cafeteria, diz CEO

Publicado 29/04/2026 • 17:33 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Brian Niccol afirmou que o resultado reflete 18 meses de ajustes em equipes, operação e atendimento nas lojas.
  • CEO disse que a Starbucks já tem visibilidade sobre mais de US$ 2 bilhões em economia de custos.
  • Clientes de diferentes faixas de renda seguem vendo a marca como uma experiência que “vale a pena”.

A Starbucks voltou a registrar crescimento em receita e lucro ao reforçar a experiência de cafeteria e recuperar elementos básicos do atendimento nas lojas, afirmou Brian Niccol, chairman e CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.

Niccol disse que o resultado reflete 18 meses de mudanças na operação. Segundo ele, a companhia voltou a concentrar esforços em equipes, atendimento e na retomada da identidade da marca como uma “grande cafeteria”.

A Starbucks registrou receita de US$ 9,5 bilhões no 2º trimestre fiscal de 2026, alta de 8% na comparação anual, com crescimento de 6,2% nas vendas comparáveis globais.

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“Foi um trimestre excelente, mas realmente é resultado dos últimos 18 meses fazendo muitas das coisas certas”, afirmou.

A Starbucks teve seu primeiro resultado acima das expectativas em cinco trimestres, o primeiro crescimento simultâneo de receita e lucro em mais de dois anos e a primeira expansão de margem consolidada desde o primeiro trimestre fiscal de 2024.

Niccol afirmou que os funcionários das lojas responderam bem ao modelo de atendimento Green Apron e à retomada de práticas simples, como escrever nos copos, organizar a área de condimentos e melhorar a experiência dos assentos nas unidades.

Para o CEO, o ponto mais importante é a postura das equipes no contato com os clientes.

“Quando as pessoas entram, nossos parceiros estão atentos, com alta energia, querendo criar uma conexão e realmente criar esse ambiente de cafeteria para os clientes”, disse.

Niccol afirmou que a prioridade da companhia é fazer os consumidores voltarem às lojas e vivenciarem a marca. Ao mesmo tempo, disse que a empresa trabalha para ser mais eficiente em custos.

“Já estamos fazendo grande progresso. Temos visibilidade sobre mais de US$ 2 bilhões em economia de custos”, afirmou.

Segundo ele, as equipes têm clareza sobre responsabilidades para atingir essa meta. O executivo também destacou a inovação no cardápio como parte da estratégia de recuperação da Starbucks.

Entre os lançamentos, Niccol citou o café 1971 Dark Roast, que classificou como um dos lançamentos de café mais bem-sucedidos da empresa em muito tempo. Ele também mencionou a nova linha Refreshers Energy, voltada à personalização do consumo de cafeína.

O CEO disse que a Starbucks quer oferecer opções para diferentes momentos de consumo, de bebidas sem cafeína a produtos com maior teor energético para antes de exercícios ou ao longo do dia.

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Questionado sobre o preço do café e a percepção de valor da marca, Niccol afirmou que a empresa busca fazer com que a experiência compense o gasto para consumidores de diferentes faixas de renda.

Segundo ele, para parte dos clientes, a Starbucks funciona como uma “indulgência” ou um momento de escape. Para outros, é um “luxo acessível” incorporado à rotina.

“No fim, o que temos focado é garantir que a experiência Starbucks, o preparo, a conexão e a comunidade nas lojas façam o cliente sair dizendo que valeu a pena”, afirmou.

Niccol disse que, quando a operação é bem executada, a percepção de valor se mantém mesmo em um ambiente de maior atenção a preços.

“Para algumas pessoas, os US$ 5 a US$ 10 que gastam realmente significam ter um momento com o barista, com a bebida personalizada que querem e talvez com sua comunidade”, afirmou.

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